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Cuidar de Idosos

Publicado em: 21/02/2009

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Vamos falar um pouco mais sobre o cuidador?

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Meus sinceros agradecimentos a todos vocês que comentaram no artigo anterior. Este feedback da parte de vocês é muito gratificante e um verdadeiro estímulo para ler mais, pesquisar mais, pensar mais e escrever mais.

Como temáticas relacionadas ao papel do cuidador costumam ser muito bem aceitas aqui no site, tomei a liberdade de escrever um pouco mais sobre o cuidador de idosos familiar brasileiro, esta pessoa que cada vez mais se mostra essencial às famílias de idosos.

Mas quem é esta pessoa tão importante para o bem-estar (e muitas vezes até mesmo pela sobrevivência) de muitos idosos brasileiros?

Estudos mostram que geralmente a pessoa que ocupa este papel é uma mulher, seja ela esposa, filha, nora, sobrinha, ou que tenha qualquer grau de parentesco ou afinidade com o idoso que necessita de cuidados. Como muitos acreditam que a mulher já nasce com um instinto materno capaz de impulsiona-la a cuidar de sua prole, parece que este instinto (se é que ele existe mesmo) também acaba por “preparar” a mulher para cuidar de familiares idosos, os quais podem, assim como os bebês, necessitar dos cuidados mais básicos para ter sua sobrevivência garantida.

Importante destacar que, mesmo sendo a maior parte dos cuidadores do sexo feminino, existem também excelentes cuidadores homens que por desejo, obrigação ou necessidade passam a cuidar de seus parentes idosos.

Em muitas famílias, o cuidador é vítima de pressão para assumir tal atribuição; em outras, realmente ele é a única pessoa da família naquele momento, portanto não existe outra alternativa para realizar ou dividir os cuidados; finalmente, pode-se também uma pessoa se disponibilizar por vontade própria para ser o cuidador.

Alguns fatores parecem ser motivos importantes para que uma pessoa se torne cuidador familiar:
• Coabitação ou proximidade de residência;
• Não trabalhar ou possibilidade de deixar o mercado de trabalho;
• Ausência de outras pessoas (tais como filhos pequenos) que requerem mais atenção;
• Necessidade de retribuir os cuidados que lhe foram dispensados pelos pais enquanto criança;
• Sentimento de obrigação para com aqueles que cuidaram de si outrora;
• Sentimento de que não lhe resta outra alternativa a não ser aceitar o fato e assumir o papel de cuidador;
• Sentimento de ser insubstituível para a realização da tarefa, o que acaba por não permitir a entrada de outras pessoas (familiares ou profissionais) na relação de cuidados.

Como é possível perceber, algumas destas proposições parecem refletir sentimentos de afiliação, gratidão, reciprocidade e solidariedade, sendo, portanto, possível pensar que um cuidador que assumir a tarefa por estes motivos, terá uma melhor qualidade de vida e melhor se adaptará à situação. Por outro lado, aqueles aos quais a tarefa de cuidar lhes foi imposta, ou que encaram o fato como uma obrigação, sendo às vezes necessário abdicar de sua própria casa, sua família (pode ser até motivo de divórcios) ou seu trabalho, terá uma visão muito mais negativa da situação. Claro que para tudo existem exceções.

Um tipo de cuidador que merece atenção especial da família e dos profissionais da área de saúde é aquele também idoso, geralmente o cônjuge que desfruta de mais saúde e passa a cuidar de seu esposo(a) debilitado. Em geral, como já foi falado, trata-se de uma senhora idosa, que, além de conviver com suas próprias limitações ocasionadas com o avanço da idade, passa a auxiliar o outro, mais dependente, sozinha ou com pouca ajuda de outras pessoas. Estas senhoras costumam ter dores musculares por auxiliar seus esposos a se locomoverem, esquecem seus horários de medicação para se lembrar dos remédios deles, deixam de ir ao médico para leva-los periodicamente, o que acaba por acarretar uma série de prejuízos, desde problemas de saúde, até a exaustão ou o sentimento de incapacidade e de depressão

Uma pessoa idosa pode cuidar de outra, desde que ela também receba cuidados e não se exceda em suas tarefas, para não prejudicar sua própria qualidade de vida. Um ponto positivo é que muitos anos de convivência podem facilitar o papel de cuidador, já que se conhece melhor os gostos, as manias, os hábitos, as antipatias, enfim, todo o estilo pessoal do cônjuge. Nestes casos faz-se ainda mais necessária a ajuda de parentes, amigos, vizinhos e dos próprios profissionais, visando dividir tarefas e melhorar a qualidade de vida de ambos.

Vocês conhecem situações que se assemelham com o que foi exposto aqui? O espaço está aberto para a troca de informações.

Luciene C. Miranda

Aproveitando o clima pré-carnavalesco encerro com um vídeo de um baile de carnaval freqüentado por idosos.

Luciene C. Miranda

Psicóloga - lucienecm@yahoo.com.br

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14 comentários em “Vamos falar um pouco mais sobre o cuidador?”

  1. Luciene Miranda disse:

    Nela, procure o médico dele, só ele estará capacitado a fornecer orientações específicas ao caso do seu pai.

  2. Nela Santos disse:

    Olá…ajudem-me por favor, meu pai tem 90 anos e tem Parkinson, talvez esteja no início de Alzeimer também. Os seus pés estão muito inchados sempre e ele tem dores..que devo fazer?? há tratamento? Obrigado. (Nela Santos)

  3. Luciene Miranda disse:

    Márcia, cuidadora é a pessoa que cuida de alguém que necessita de cuidados. Vc faz trabalhos de técnica ou de cuidadora? pq se realiza trabalhos de técnica já está errado, sua carteira devia estar assinada como técnica de enfermagem. E, definitivamente, cuidador não tem que lavar, passar e cozinhar, esta atribuição é da empregada doméstica.

  4. Márcia Mendonça de Lima disse:

    Sou técnica de enfermagem mas assinaram minha carteira como cuidador de idoso e a família de vez enquando me humilha dissendo que vivo na mordomia,que cuidador de idoso tem que lavar conzinhar e passar enfim gostaria de saber as obrigações de um cuidador.Declaro que amo o que faço gosto muito desse idoso como se fosse meu pai.Sei que cuido muito bem dele tanto que ele não quer me perder é um senhor de 69 anos de idade com HIV e entrou em depressão quando o parceiro dele faleceu,procuro que ele tenha uma atividade de dia,arranjei um fisioterapeuta cuido das medicações e alimentação dele também sou eu que marco as consultas e acompanho ele em tudo.Bjs (cuidador tem que fazer serviço domestico desde quando tem uma empregada domestica?)

  5. Cara Luciene Miranda,
    muito a dizer sobre este tema. Muito. Mesmo.
    Um abraço,
    Sandra

  6. Elaine, obrigada por sua participação.
    Acredito que todas as suas dúvidas possam ser esclarecidas neste artigo do Dr. Marcio que fala sobre a profissão de cuidador, seus direitos e deveres.
    http://www.cuidardeidosos.com.br/2009/09/16/mais-uma-vez-falamos-da-profissao-de-cuidador/
    Um abraço

  7. Elaine disse:

    Olá.

    Acho que cuidar de idosos, é uma virtude, já que eles são muito privilegiados.
    Poucos de nós chegaremos na melhor idade…
    A cada dia mais jovens e crianças estão morrendo…

    Gostaria de saber se existe alguma legislação específica para os cuidadores de idosos?
    Existe alguma convenção coletiva?
    Tem sindicato?
    É obrigado a receber mateiral como luvas, etc?
    Qual órgão que regula esta profissão?
    Quem fiscaliza os asilos?
    Obrigada!

  8. Luciene Miranda disse:

    Cristina, obrigada pela participação. se vc é cuidadora, navegue mais pelo site, com certeza vc irá encontrar temas interessantes para você.

  9. cristina disse:

    cuido de uma senhora com este ploblema de vez enquando fala alguma palavra mas tambem tem dificuldade de comer

  10. Luciene Miranda disse:

    É uma luta muito justa, Lucia. Não deixe de nos informar sobre suas conquistas legais, ok? Isto realmente pode beneficiar várias pessoas.
    Boa sorte e um grande abraço.

  11. Lucia Souza disse:

    Estou terminando uma pós -graduação em gerontologia e preciso de apoio para mudar a lei dos planos de saúde que não permite ao usuario que está na fase avançada da D.A. ter o home care com auxiliar de enfermagem pelo menos 12 horas, pois o cuidador não tem condições de assumir procedimentos que são de enfermagem . Quem conhece essa dificuldade é o cuidador familiar. Sei que posso recorrer a justiça mas seria apenas para minha mãe eu quero lutar por todos que estão na mesma situação, que seja um direito de todos. Um abraço Lucia Souza.

  12. Luciene Miranda disse:

    Gracinha, sem comentários para o q vc falou aqui, vc simplesmente disse td!! Muito obrigada por nos proporcionar reflexões tão frutíferas.
    Um abraço pra vc tb!

  13. gracinha medeiros disse:

    Luciene,

    ao ler o seu artigo, pus-me a refletir sobre cada uma das proposições expostas quanto à motivação que nos impulsiona a cuidar de alguém, principalmente quando este alguém é um familiar nosso.
    Realmente você tem razão: cada fator relacionado pode ser o motivo principal, mas, particularmente, creio que na grande maioria dos casos todos eles se misturam, se fundem e – digamos assim – geram o cuidador.
    Lembrei-me de uma historinha que se passou comigo em 2003 e que reflete muito a idéia que se tem sobre a questão do “cuidar do outro”.
    Vejamos: na época, meu pai estava acamado, minha mãe apresentando mais intensamente os distúrbios de comportamento e eu aqui, na residência deles, cuidando e administrando o funcionamento da casa. Fui ao Banco para fazer as operações necessárias e, estando o mesmo lotado, peguei a minha senha, sentei-me numa das poltronas duplas para aguardar a minha vez. Logo em seguida uma jovem senhora sentou-se ao meu lado. ( NOTA: sou fumante mas não fumo em locais fechados e na época diminuí bastante a quantidade de cigarros pois quase não me sobrava tempo para estar sozinha e fumar).
    A senhora ao meu lado perguntou-me então qual o número da minha senha ao que gentilmente informei. Para minha surpresa, de modo um tanto rude ela disse: você fuma não é? Delicadamente respondi: é, eu fumo! Com uma certa raiva, ela me diz: só para depois ADOECER E FICAR DANDO TRABALHO para os outros! Sem perder a tranqüilidade respondi: sabe, a senhora tem razão e me levou a refletir sobre essa questão de DAR TRABALHO aos outros. É engraçado, eu nunca tinha me dado conta disso! Veja bem, parece que essa é a sina de todos nós durante a vida inteira, não é verdade? A gente nem havia nascido ainda e lá, no útero de nossa mãe, já começamos a dar trabalho: são enjôos, seios e barriga crescendo, pés inchados… Nascemos e os trabalhos tornam-se dobrados: noites sem dormir, choradeiras, febres, gargantas inflamadas, enfim quanto mais crescemos mais trabalhosos ficamos… Entretanto, a maioria das vezes, tudo isso envolve tanto amor que –– apesar do cansaço, a parceria da relação afetiva torna prazeroso o ‘trabalho’, não é mesmo?
    Ela (a jovem senhora) nada mais falou, discretamente levantou-se e, não mais a vi… (Creio que ela, naquele momento, havia expressado uma dor muito grande dela… talvez, – quem sabe? – por ter perdido alguém que muito amava por causa do tabagismo).
    Uma pena que tenha se retirado assim, pois, a partir do que escutei dela, foi que me veio com clareza toda essa reflexão que tentei partilhar com ela, uma vez que me dava conta de uma realidade que estava vivendo na época: apesar de estar sofrendo com a dor de acompanhar o sofrimento de meu pai (que nunca fumou nem bebeu), do cansaço das noites sem dormir, da luta solitária de cada dia, consciente de que inevitavelmente ele estava ‘indo embora’, nunca fui invadida pelo sentimento de que estava carregando um fardo trabalhoso ou de que estava sendo impedida de viver… Todo o meu empenho tanto naquela época como atualmente ao cuidar de minha mãe com D.A. é fazer tudo que for possível para que eles não se sintam sozinhos e buscar os meios disponíveis, dentro dos limites de recursos financeiros, para suavizar e minorar as dores que estiverem sofrendo.
    O cuidar, no meu entendimento, é bem isso: a constante relação de confiança mútua, de troca de afetos (e não deixemos de lado também os momentos de troca de rusgas), de companheirismo… E na hora da dor, dos medos, da tristeza – independente de sermos mulheres ou homens, ou mesmo da idade que tenhamos –tudo de que mais necessitamos é de uma mão amiga para segurar a nossa, somando força à nossa fragilidade… Todos nós precisamos uns dos outros a vida inteira e daí é preciso que aprendamos não só a cuidar do outro, mas a admitir a necessidade de entregarmo-nos ao outro para também sermos cuidados…

    Um abraço, Luciene e bom carnaval!

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