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Cuidar de Idosos


Publicado em: 05/05/2010

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Tenho uma doença. Minha vida acabou? Não, mudou.

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Tenho uma doença. Minha vida acabou Não mudou. Tenho uma doença. Minha vida acabou? Não, mudou.

Tenho uma doença. Minha vida acabou? Não, mudou.

Vim disposta a escrever especificamente para o público ao qual tantas vezes já me referi: a pessoa com déficit cognitivo. Nessa categoria podemos ter muitas doenças, não? Doença de Alzheimer, de Parkinson, Lesão Cerebral Adquirida, Transtorno Cognitivo Leve, Acidente Vascular Cerebral e etc (existem muitas outras, podem acreditar!).

Mas porque hoje resolvi falar com vocês? Por um motivo bem simples, já falei muito, e sei que falarei ainda mais, sobre vocês.

Para mim, a questão, independente da faixa etária e da doença não é o que é, mas a que isso leva! Isso até parece clichê, mas gostaria que esse pensamento não ficasse restristo a mim ou aos profissionais que buscam a reabilitação funcional. Gostaria que esse pensamento ficasse nas pessoas que, muitas vezes, além de sentirem os impactos cotidianos da doença, ainda sofrem emocionalmente (e não necessariamente são pessoas deprimidas) porque têm a Doença “X”.

Dar um nome ou saber o nome, do que está fazendo nosso organismo falhar ou funcionar diferente é importante sim, mas esse é o tipo de informação que deve ser usada de uma forma positiva: como posso prevenir certas coisas? como posso melhorar meu desempenho? quais os profissionais que devo procurar se estou esquecido, desatento ou trêmulo o suficiente de forma que a comida cai da colher? Não, não é fácil, com certeza não é! Mas sou do tipo que acredita que uma pitada de reacionalidade traz um tempero diferente às questões emocionais. Na minha humilde opinião, temos que tentar ser assim, por mais que doa.

Nós, profissionais que buscamos melhorar sua qualidade de vida, precisamos MUITO dessa pitada de racionalidade e desse “peito aberto” para encarar as situações por vir.

Luto no processo inicial da doença? Sim, ele existe e faz parte do processo de aceitação. No entanto, aceitar não é sinônimo de “deixar-se dominar por” e sim de “admitir”. Muito pode ser feito, mas antes da “Medicina” mostrar suas opções, dê você o primeiro passo.

E vocês, familiares que estão lendo, pensem nisso e sejam um porto seguro e não uma âncora, como muitas vezes já presenciei. Informem-se, procurem e achem ajuda, ela existe, podem acreditar!

Texto extraído do REABILITAÇÃO COGNITIVA – http://www.reabilitacaocognitiva.org/?p=935

Ana Katharina

- anakleite@gmail.com

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