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Cuidar de Idosos

Publicado em: 04/01/2009

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Supercentenários

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Com a notícia do falecimento da pessoa mais velha do mundo, a Sra. Maria de Jesus, aos 115 anos em Portugal, no dia 2 de janeiro deste ano que começa, ficamos sabendo que o título de pessoa mais velha foi para uma norte-americana chamada Gertrude Baines, que no dia 06 de abril deste ano, fará também 115 anos! Atualmente, no mundo, temos 91 supercentenários, ou seja, pessoas que tem mais de 110 anos. Para variar, 82 são mulheres e apenas 9 homens! E a tendência é aumentar cada vez mais – veja o grafico abaixo, que saiu na revista Veja desta semana:

superlongevos1 Supercentenários

Fica, então, alguma reflexões, sobre questões como o envelhecimento da população mundial, a longevidade atingida por um grupo de pessoas, o custo social e familiar que tudo isto implica e previsões futuras. Sobre o envelhecimento da população brasileira, muito já foi escrito em nossos blogs, mas temos uma reportagem recente, que passou há poucos meses na TV Globo, bastante esclarecedora:

Mesmo sendo a maioria da população idosa completamente independente, sabemos que quanto maior for a idade, maior a chance de tornar-se depente da família ou de cuidadores, seja por incapacidades ou por doenças. Não tenham dúvidas de que se hoje ainda são raros pessoas centenárias, daqui há 30-40 anos muitos de nós que estamos lendo este post, chegaremos lá. Sim, teremos mais de cem anos! E, é claro, vem a pergunta: QUEM VAI CUIDAR DE NÓS?

Lendo a história de cada uma destas idosas supercentenárias, observamos que a longevidade passa por hábitos saudáveis, uma história familiar de longevos e quase nenhuma preocupação em querer viver muito ou pouco. Simplesmente viver. A sabedoria da vida consiste em viver um dia após o outro, ter resiliência perantes as intempéries e uma espiritualidade que possa agredecer as boas coisas da vida e paciência para suportar as perdas e as tragédias.

Acho ainda muito acanhadas todas as reflexões e as ações, visando o futuro, em relação ao envelhecimento da população brasileira e do aumento populacional dos muito idosos e dos centenários. Políticas públicas são ínfimas, a economia capitalista passa ao largo e mesmo a população brasileira parece não estar conscientizada sobre o seu próprio futuro.

O portal CUIDAR DE IDOSOS pretende continuar fazendo o papel do beija-flor que ajuda a apagar o incêndio na floresta, levando gotinhas em seu bico.

Feliz ano novo para todos!

Márcio Borges

@@@@@@

CARTA DE PERNAMBUCO - Estamos fazendo uma ampla campanha para colher assinaturas eletrônicas de apoio à CARTA DE PERNAMBUCO. , que será entregue à todas autoridades políticas e aos gestores de saúde de todo o Brasil, acerca das reinvidicações  contidas e que é o anseio de todos os segmentos ligados à questões das demências.

Será muito simples a sua participação e apoio eletrônico. É só preencher o pequeno formulário abaixo, dando seu nome, seu e-mail, sua cidade-estado e, finalmente, qualquer consideração que queira fazer sobre a CARTA DE PERNAMBUCO. Mande a sua participação! Diariamente, daremos o placar das participações e do apoio de todos vocês, internautas brasileiros! Queremos chegar a, pelo menos, CEM MIL ASSINATURAS ELETRÔNICAS!

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Márcio Borges

Geriatra - marcioborges@cuidardeidosos.com.br

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Ainda sem comentários em “Supercentenários”

  1. Gracinha Medeiros disse:

    Dr Márcio Borges,

    tenho acessado com freqüência este portal e parabenizo mais uma vez pela qualidade dos textos aqui publicados.

    Assim que acabei de ler as suas considerações sobre os Supercentenários veio-me à mente a letra da música RESPOSTA AO TEMPO de autoria de Cristóvão Bastos / Aldir Blanc, lindamente interpretada por Nana Caymmi que diz assim:

    “Batidas na porta da frente /É o tempo/Eu bebo um pouquinho pra ter / argumento / Mas fico sem jeito, calado / Ele ri / Ele zomba do quanto eu chorei / Porque sabe passar e eu não sei ……” e nos versos finais: “Respondo que ele aprisiona / Eu liberto / Que ele adormece as paixões / Eu desperto / E o tempo se rói com inveja de mim / Me vigia querendo aprender / Como eu morro de amor / Pra tentar reviver / No fundo é uma eterna criança / que não soube amadurecer / eu posso e ele não vai poder me esquecer”

    Creio que esses versos sintetizam bem a questão da relação do indivíduo com o tempo e eles me fazem lembrar de meu pai e das longas conversas que mantínhamos sobre a vida e o viver. Nascida no quarto ano da década de 50, tive o privilégio de crescer guiada pela sábia experiência de um homem que, já na faixa dos 50 anos de idade, amante das letras e apaixonado pela vida, além de escrever belos textos e poemas, buscava incutir no meu espírito a simplicidade da grandeza da VIDA.

    “…não é a “mocidade” que promove a grandeza do que somos. A “mocidade”, no conceito de número de anos que se toma como juventude – pela robustez do organismo – tende a decair, enfraquecer pela força do tempo. A idade avançada escapa ao nosso controle. A mocidade se se converte em juventude, isto é, em força de espírito depende de nós. Nunca seremos velhos se a mente, o espírito permanecerem jovens;…” “Quando se é velho aos noventa anos, já se o era aos vinte anos. Não resta a menor dúvida. Quando “velho” é o antônimo de “moderno” o termo é adequável. É como se disséssemos antigo. Fora disso não tem cabimento. As forças físicas têm limites. A força mental, é energia espiritual, é como as forças cósmicas, não têm limites.” “(…)Sejamos octogenários, nonagenários, ou mesmo centenários, nunca, porém, sejamos velhos. A vida não tem idade. O problema é saber ser velho. Quem responde por nossa velhice é o nosso comportamento.” (Bahia-1985/86)

    (Augusto Tenório de Medeiros, 1906 – 2003)

    Assim é que hoje, como cuidadora e curadora de minha mãe (94 anos de idade) que há cinco anos evidenciou os sintomas mais agudos do Alzheimer, sinto a alegria de ainda poder estar com ela buscando por todos os meios proporcionar, dentro do possível, a melhor qualidade de vida e preservar a sua dignidade de ser humano.

    Por isso, aplaudo a sua iniciativa de criar este portal e acredito firmemente na eficácia do papel do beija-flor diante do incêndio da floresta…

    Um abraço,

    Gracinha Medeiros

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