Publicado em: 21/11/2009
Devemos estar sempre atentos aos sinais que nosso corpo emite, assim como também devemos estar atentos àqueles que estão a nossa volta. Muitas vezes o fato de observar que alguma coisa está diferente e procurar ajuda médica pode fazer muita diferença para nossa saúde.
Hoje em dia, muitas campanhas publicitárias alertam a população para alguns sinais que costumam passar despercebidos e podem ser sintomas de alguma doença. As mulheres, por exemplo, já estão habituadas a realizar o auto-exame de toque nas mamas para verificação de presença de nódulos, secreções ou quaisquer outros tipos de anomalias nesta região.
Precisamos estar atentos, pois nem todos os sintomas aparecem no corpo. Alguns estão relacionados a manifestações psicológicas, porém são tão importantes como aqueles que aparecem no corpo e podem ser vistos, sentidos e tocados. Nem sempre percebemos quando estamos mais tristes, ansiosos, nervosos ou agitados, às vezes são as pessoas ao nosso redor que vão perceber estas alterações, o que precisa ser avisado.
No caso do idoso isto é muito importante. Até pouco tempo, sintomas como perda de memória, desorientação e mudanças de comportamento em pessoas idosas eram passados despercebidos, pois o senso comum acreditava que isto era caduquice, coisa da idade. Atualmente as informações sobre a doença estão acessíveis à população, o que auxilia e muito no diagnóstico precoce da doença.
Quem primeiro detecta os sintomas da doença são os familiares mais próximos. O portador costuma não se atentar para estes sintomas. Na fase inicial da doença pode ser que nem o médico perceba algum sintoma da doença numa consulta, visto que no pouco tempo que passa com o paciente pode ser que ele não tenha nenhuma atitude ou reação característica da doença.
Por isto falo que a família deve estar atenta para qualquer coisa de anormal que ela observar em relação ao idoso. Por estarem próximos do idoso por maior tempo, aqueles mais atentos têm condições de perceber os sintomas da doença ainda bem no início, quando ainda são bastante discretos.
Mas também não adianta só perceber que há alguma coisa errada com o idoso. O próximo passo é convencê-lo a procurar um médico, o que deve ser feito com muito tato para não alarmá-lo com suposições infundadas e para não obrigá-lo, o que pode resultar numa aversão a um futuro tratamento.
A especialidade mais aconselhada nestes casos é a geriatria, mas a neurologia, a clínica geral, a medicina de família ou um médico de confiança, que já acompanhe o paciente há mais tempo podem auxiliá-lo. Pode ser interessante se o familiar conseguir ir sozinho a uma consulta, para relatar ao médico tudo o que está acontecendo. Quando não é possível, procure conversar com o médico na presença do paciente, tentando ser mais sutil, pois os relatos do que está acontecendo podem deixar o idoso assustado, preocupado, triste ou mesmo envergonhado.
O médico poderá ajudá-los, mas o familiar também pode colaborar muito com o médico. O histórico de vida do paciente e o conjunto de sinais e sintomas são extremamente necessários para que o médico possa pensar num diagnóstico de Doença de Alzheimer, mas para isto, o familiar tem que falar de maneira clara, fornecendo a maior quantidade possível de informações relevantes. Antes da consulta o familiar pode ir tentando reunir estas informações, se for necessário anote tudo e leve para o médico no dia da consulta. Caso o idoso esteja sempre por perto um relato escrito pode ser uma maneira sincera e bastante detalhada de se passar as informações para o médico, entregue o papel a ele sem que o idoso perceba do que se trata.
Ao invés de falar apenas que o idoso está se esquecendo das coisas, faça um exame pormenorizado da situação. Que tipo de coisas o idoso esquece? Fatos recentes? Coisas do passado? Esquece de coisas do dia-a-dia que ele fazia anteriormente, como, por exemplo, usar o telefone? Esquece de compromissos ou parece não ter mais noção das horas? Há quanto tempo isto começou a acontecer? Com que freqüência ele tem se esquecido das coisas (várias vezes ao dia, uma vez ao dia, poucas vezes na semana, ocasionalmente)? Ele esquece nome das pessoas mais próximas? O próprio idoso já percebeu que está esquecido? Em alguns momentos ele parece desorientado aonde mora, como se não reconhecesse sua casa? Como é isto?
Em relação às modificações de comportamento, é muito comum observarmos familiares, alguns internautas leitores do nosso site, relatarem casos de idosos que têm dificuldade de relacionamento, que vivem mal-humorados, deprimidos e são agressivos. Este é um dado relevante, mas pode não ser suficiente. É importante saber mais. O idoso sempre teve um humor irritadiço, sempre foi bravo e intolerante? Se ele não era assim, começou a mudar desde quando? Esta mudança de comportamento coincidiu com algum acontecimento marcante em sua vida (como aposentadoria, doença/ internação e perda de algum familiar)? A agressividade é com alguém em especial ou é com as pessoas em geral? O humor do idoso está estável ou varia durante o dia (numas horas está agressivo, noutras apático e em outras parece normal)? Em caso de mudanças de humor, elas costumam acontecer sempre em torno do mesmo horário (manhã/ tarde/ noite)? Alguma situação específica ocasiona algum tipo de mudança de comportamento? Qual? As agressões são verbais ou já houve algum episódio de agressão física? Ele fala palavrões? Ele sempre falou palavrões ou era uma pessoa recatada e passou a falar coisas obscenas? Desde quando isto vem acontecendo? Em alguma situação já mostrou conduta inapropriada (como despir-se em público, pegar comida com as mãos, fazer comentários impertinentes em situações erradas, etc)? Ele demonstra apático e desinteressado? Presta atenção à TV? Em caso negativo, desde quando?
Estas são algumas perguntas que o cuidador deve se fazer e, após respondê-las, leve ao conhecimento do médico responsável pelo tratamento. O geriatra ou outro médico irá encaminhar para outros profissionais (como psicólogo, terapeuta ocupacional, fisioterapeuta, etc) quando for diagnosticado algum problema e houver necessidade de atendimento de uma equipe multidisciplinar. A família pode auxiliar o médico para que ele faça um diagnóstico e assim prescrever um tratamento adequado o mais depressa possível. Isto é um grande diferencial para a qualidade de vida do idoso e de toda a família.
Luciene C. Miranda
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Antônia, primeiramente é preciso saber o diagnóstico de sua mãe e ter mta, mta paciência com ela. A partir do diagnóstico vc precisa se informar sobre a doença, o que irá ajudar mto vc e a ela. É importantíssimo fazer um acompanhamento com o Geriatra.
a minha as vezes fica agressiva e as vezes muito anciosa a pressão sobe e as vezes passo a noite sem dormir sem querer ir ao medico ela tem 79 anos e não estou sabendo lidar com essa situação