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Naquele dia, num olhar desamparado, percebi que tudo seria diferente… Você deixaria de apoiar a voz da razão, deixaria de ser a referência e agora seria eu a ajudá-lo a caminhar.
Em minhas palestras e orientações aos idosos, sempre digo que desde que o mundo é mundo, que existem golpistas e estelionatários. Não é novidade, os tempos não pioraram e sempre existirá alguém dando golpe em alguém. Qual é a pessoa mais fácil e suscetível de aplicar golpes: a idosa. Por quê? Mulher, idade avançada, mais frágil, geralmente mora sozinha, grandes poupadoras, bom coração e facilmente impressionável.
Os idosos costumam ter várias doenças ao mesmo tempo. São doenças crônicas, ou seja, doenças que não têm cura. Assim, é preciso conviver com elas, não levando o idoso a um quadro mais grave e nem à morte rapidamente. Entretanto, as doenças crônicas podem levar à complicações sérias, principalmente se não forem controladas.
Se eu soubesse que seria a última vez que eu a veria adormecida, eu a apertaria mais estreitamente em meus braços e pediria a Deus que guardasse sua alma. Se eu soubesse que seria a última vez que a visse sair pela porta, eu a abraçaria e beijaria. E lhe pediria para repetir.
Aprendemos que, por pior que seja um problema ou situação, sempre existe uma saída.
Vinte e um milhões de idosos no Brasil. Daqui a 15 anos, 32 milhões de idosos. Desses, pelo menos 15% estão cada vez mais dependentes da família para as atividades mais comuns do dia-a-dia, tais como se vestir, tomar banho e se alimentar. O aumento da incidência de doenças como Alzheimer e câncer só vem aumentar mais ainda o número de idosos dependentes.
Você usaria uma agenda especial para anotar o dia-a-dia do seu idoso dependente?
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