Publicado em: 17/06/2012

Rio +20 e os idosos
Na direção da Rio+20, permito-me fazer uma analogia com a trajetória dos 24 anos (04 a mais) de existência do Centro de Convivência Pró-Idoso, na cidade de Juiz de Fora MG, no dia 17 de junho. Os idosos conquistaram uma velhice sustentável nesse período? A cidade os incluiu na esfera econômica, ambiental, social e cultural? Se temos ainda uma velhice insustentável - é o que me atesta o meu dia-a-dia profissional – posso afirmar que precisamos avançar muito, para que todas as cidade se tornem, um lugar melhor para se viver. E consequentemente para envelhecer.
No recente painel temático, “Como é envelhecer em Juiz de Fora?”, promoção do Conselho Municipal dos Direitos do Idoso, por conta do aniversário da cidade de Juiz de Fora, ouvidos alguns idosos e eles afirmaram que Juiz de Fora precisa urgentemente destinar políticas públicas para a velhice. A cidade não está preparada para cuidar de seus cidadãos mais velhos(o Brasil não está). E eles já somam mais de 70 mil pessoas no município. O número de idosos fora da tão falada rede de proteção social é muito maior do que os que estão dentro dela. E convenhamos: rede eficaz mesmo, só a dos pescadores, porque a nossa é falha. A articulação entre nós que atuamos na gestão pública dos serviços sociais, destinados aos denominados usuários das políticas públicas deixa muito a desejar. Não sabemos trabalhar intersetorialmente. Cada um fica no seu quadrado e ponto. Nem mais, nem menos.
Conquistas? Claro que há. Mas nos últimos 20 anos, como na Conferência do Rio +20, as medidas elencadas não saíram do papel – aqui como lá. E parece ser essa a sina das deliberações desses encontros. Muita mídia. E poucos resultados. Como nas Conferências dos segmentos sociais. Por aqui já realizamos 03 Conferências Municipais para os direitos sociais dos idosos. E o que de fato, foi implementado? Pouco. Muito pouco. Não é raro: os próprios gestores desconhecem essas deliberações!
Assim como acontecerá a Rio+20, faremos mais conferências, fóruns e outros mecanismos sociais e políticos de debates públicos sobre as questões sociais da nossa cidade. A cidade que queremos. E o futuro é hoje. O momento das eleições municipais que se aproxima, é muito próprio para a sequência desses debates sobre a vida que queremos para a nossa cidade. As pessoas precisam participar deles. Crianças, jovens, adultos e idosos – homens e mulheres. A cidade é nossa, é a nossa casa. Não custa repetir essa ideia. Fica o desejo, o sonho de uma cidade sustentável para todas as idades. Um lugar seguro, sem fome, sem discriminação, com cuidados e oportunidades para todo(a)s.
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“… A cidade é nossa, é a nossa casa. parabéns pelo aritgo! concordo com você. Se não cuidarmos bem de nossa casa e dos nossos entes queridos, como iremos cuidar da nossa rua, nosso bairro, nossa cidade? Somos parte do todo! e se cada um fizer um pouquinho… tornar-se-á suficente para mudanças eficazes, a começar dentro de cada um!