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Cuidar de Idosos

Publicado em: 21/02/2010

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Relações interpessoais e envelhecimento

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As relações que mantemos com outras pessoas ao longo de nossas vidas (relações interpessoais) são de extrema importância para nós mesmos e para todos aqueles que nos cercam. O homem é um ser social, ele necessita de outras pessoas para sobreviver, vivemos em comunidades e precisamos nos comunicar com outras pessoas..

Desde a infância estas relações irão nortear nossos comportamentos e atitudes com as outras pessoas que iremos conviver. As primeiras pessoas com as quais nos relacionamos são os nossos pais (família em geral); é com eles que aprendemos a falar, a agir, introjetamos valores e normas sociais. À medida que crescemos é natural que iremos nos relacionar com um número de pessoas cada vez: na escola, na roda de amigos, no ambiente de trabalho, na escolha do companheiro, com os quais trocamos informações, experiências, aprendemos e ensinamos. Cada um de nós traz suas próprias experiências dos relacionamentos pregressos para os relacionamentos atuais.

O idoso traz consigo uma grande bagagem de relacionamentos interpessoais. Com o avanço da idade é comum este número de interações sociais diminuir com a aposentadoria, a morte de familiares e amigos, uma possível tendência do idoso se afastar, dentre outros fatores (o que não necessariamente precisa acontecer, pelo contrário, o ideal é que o idoso mantenha suas redes sociais). Porém, mesmo assim os relacionamentos com as outras pessoas são de fundamental importância ao idoso.

Alguns cuidadores costumam relatar que é mais fácil cuidar do pai ou da mãe idoso(a) dependente quando este foi um bom pai/mãe do que quando no passado houve desavenças e outros acontecimentos negativos com a família. Aqueles relacionamentos ruins de pais e filhos que aconteceram há mais de sessenta anos podem parecer “fantasmas” que voltam a assombrar o relacionamento de hoje, trazendo ainda mais sobrecarga para o cuidador e também constrangimentos e sentimentos de culpa para o idoso que preserva um estado cognitivo normal e lembra-se dos fatos ocorridos anteriormente.

Outras características dos relacionamentos que aconteceram ao longo da vida do idoso podem prevalecer e serem intensificadas com o envelhecimento. Será que a pessoa fica ranzinza com os outros só quando envelhece ou este é um traço que já o acompanhou ao longo de sua vida? A implicância, o mau humor, a impaciência, a antipatia e outras características negativas que costumam ser atribuídas aos idosos em geral podem ser, na verdade, reflexos de características daquela pessoa que existiram por toda a sua vida, porém em intensidades diferentes.

É muito importante analisarmos como nos relacionamos com os outros desde agora, pois estes relacionamentos podem ter implicações quando envelhecermos e na forma como educamos as crianças.

Luciene C. Miranda

Nota da colunista deste blog: Escrever para o site Cuidar de Idosos vem sendo uma experiência muito enriquecedora, porém, é bem mais estimulante quando os internautas enviam sugestões de temas para os próximos artigos. Fica muito melhor para vocês lerem algum tema de seu interesse quanto para mim é mais motivador escrever sobre algo que eu sei que irá ser útil para vocês. Aguardo sugestões. Muito obrigada.

Luciene C. Miranda

Psicóloga - lucienecm@yahoo.com.br

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8 comentários em “Relações interpessoais e envelhecimento”

  1. Luciene Miranda disse:

    Cassia, não é egoísmo nenhum! Você cuida de seu pai, mas tem direito de constituir sua família.
    Aproveite, sim, a independência dele, tomando o cuidado de não deixá-lo desassistido. Se possível, tente morar perto dele, já que vcs convivem juntos ele irá estranhar bastante seu casamento.
    E saiba que, caso ele venha a se tornar dependente, vc tem condições de cuidar dele, com o auxílio de seu irmão (msm que financeiro, para contratarem um cuidador).
    Seja feliz!

  2. Cássia Garcia disse:

    Luciene, boa tarde!
    Antes de mais nada, gostaria de parabenizar pelo site e pelas matérias, tão esclarecedoras e fortes.

    Quero na verdade me desabafar e verificar a sua visão de tudo o que vou te contar.

    Tenho 31 anos, formada em Adm Empresas, trabalho e namoro. Perdi minha mãe tinha 12 anos de idade e moro com meu pai de 78 anos de idade, que é, na medida do possível, muito forte, lúcido, inteligente e ainda trabalha em casa, ele é artesão. Porém adoeceu esses dias e ainda está frágil. O que acontece é que cuido dele sozinha, tenho um irmão que não mora na mesma cidade e que nem é tão ligado assim com meu pai, porém me dá toda a força quando acontece algo com meu pai. Estou pensando em me casar, mas sei que daqui pra frente meu pai vai precisar cada vez mais de mim, meu namorado sabe do que acontece, conhece meu pai e mesmo assim quer casar e constituir uma familia, mas também quero ter minha vida, minha casa e quero ter filhos… quando penso em me casar, não consigo ficar feliz e radiante como a maioria das mulheres e sim como ter que abrir mão do meu pai, e que isso não pe certo. Amo meu pai demais.
    Me diga, você me acha egoista de aproveitar o restinho de independencia que meu pai ainda tem para poder me casar e ter filhos? ou deveria esperar?

    Desde já lhes agradeço, e aguardo ansiosa por uma palavra de luz.

    Abraços…

  3. Luciene Miranda disse:

    Ariadne, sua situação não deve estar nada fácil: fazendo doutorado e cuidando dos pais idosos. Vc não relatou se é sozinha ou se conta com a ajuda de algum familiar ou profissional, o que é essencial para te dar um pouco mais de tranquilidade.
    Sobre sua relação com a sua mãe, vc comenta que era muito boa e que piorou consideravelmente (vc não relata há qto tempo aconteceu esta mudança).
    A primeira sugestão é levá-la ao geriatra e fazer uma avaliação de seu estado geral. Vc não comenta sobre outras alterações significativas em seu comportamento ou sua personalidade, mas é fato que algumas patologias relacionadas ao envelhecimento podem se caracterizar por mudanças de conduta, agressividade, irritação e implicância.
    A segunda segestão (que não independe da primeira) seria a de vc procurar ajuda psicológica, visto que vive numa situação estressante, de doutorado, aliada à sobrecarga de cuidar dos pais, estar vivendo impasses com a mãe e ter saído de um divórcio. Às vzs sua mãe tb teria uma demanda de procurar ajuda (com outro profissional, para resguardar questões éticas). Isto pode auxiliar nas relações de vcs.
    A terceira, caso o geriatra não observe nada anormal, é tentar conversar às claras com ela, sobre o que está acontecendo entre vocês e o q pode ter deteriorado esta relação, que antes era tão positiva.
    Boa sorte!

  4. Ariadne disse:

    Olá Luciene.
    Cheguei até seu artigo, por uma busca de melhores repsotas e orientações.
    Sou filha unica e ultimamente por estar finalizando uma tese de doutorado encontro-me mais em casa.
    Sempre fui muito solicita aos meus pais que são idosos. Ele tem 85 anos e ela, 80 anos.
    Ele é cadeirante.
    O que me faz escrever, é q embora sempre tenha tido cuidado, carinho e paciencia com meus pais, ultimamente me encontro tão cansada, pois meu relacionamento com a minha mãe, antes minha melhor amiga, agora tem se tornando um verdadeiro ringue.
    Tudo ela implica. Tudo ela reclama. Cria situações para implicar com coisas que ela sabe q me tirarão do sério.
    Sofro muito, muito com isso!
    No inicio, relevei muito, mas agora me sinto no limite.
    Tujdo q faço pra agradá-la, nunca é o suficiente.
    Porque ela se volta contra mim?
    Porque ela me agride tanto?
    Pq fica o tempo todo irritada com tudo?
    Não sei mais o q fazer…
    Preciso terminar a tese, preciso cuidar de minha vida tb. Já fui casada, traída, hj sou divorciada. Qdo me separei, mal pude sentir minha dor, pq parece q embora o meu ex tenha saído de casa e me traído, parece que ele tinha feito isso com os meus pais e não comigo. Sabe, eles queriam q eu resolvesse a situação do jeito q eles achavam correto, sem ao menos me perguntar como eu estava.
    Me lembro um dia eu estava chorando muito e minha mãe me pegou chorando: aí ela disse assim “pára de chorar, não gosto de ver vc chorar, me dá uma agonia, uma aflição, pára!” eu olhei pra ela e disse “Mãe, vc quer q eu pare de chorar para aliviar a minha dor ou para aliviar a sua dor?” ” Vc tá preocupada com o meu bem-estar ou com o seu?”.
    Por favor, me dê uma luz.

  5. Fabiana, primeiramente é importante sondar temas de interesse deles. Cuidado com temas que possa causar-lhes algum tipo de desconforto devido às suas patologias. Também cuide para que sejam temáticas “fáceis”, para que os idosos, em especial aqueles com demência, tenham condições de entenderem. Boa sorte.

  6. fabiana amorim disse:

    Cara Luciene, acho muito legal os seus artigos e como estou trabalhando com idoso sinto muito essa necessidade de informação. Daí gostaria de saber como posso trabalhar em grupo com eles, quais temas posso trabalhar, pois o grupo é bastante heterogênio com relação as patologias, alzhaimer, parkinson, AVC e outras.

  7. Lucia, muito obrigada pelo comentário. Temos um outro artigo, intitulado “O Estatuto do Idoso para o idoso e sua família”, o qual aborda algumas questões sobre este documento tão importante. Fica também sua sugestão para mais um artigo sobre o tema. Um abraço

  8. Lucia disse:

    Olá, muito interessante o artigo sobre O IDOSO E SUA FAMILIA, está de parabéns pela escolha deste tema, é importante que as pessoas se manifestem desta maneira valorizando de certa forma a participação dos idosos na construção do nosso pais.
    Porém, gostaria de um artigo com base mais aprofundado no estatuto do idoso tão desconhecido para nossa sociedade infelizmente.

    Grande abraço,

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