Publicado em: 04/09/2010

Quando o cuidador é vítima de violência
Em continuação à série sobre violência contra o idoso, hoje irei focar numa pessoa que também costuma ser vítima de violência e que costuma ser mais negligenciada que o idoso violentado: o cuidador familiar de idosos.
Para fins didáticos, seguirei as definições usadas no artigo anterior, utilizando a mesma categorização de violência / maus tratos: maus tratos físicos e/ou psicológicos, negligência, abuso financeiro, abandono, ou auto-abandono. Importante destacar que familiares, pessoas próximas, desconhecidas ou mesmo o próprio idoso (isto será bem explicado a seguir) poderão violentar o cuidador.
O cuidador pode sofrer violência física ou psicológica por parte do próprio idoso. Sim, o idoso pode agredir verbalmente ou fisicamente o cuidador, principalmente o portador da Doença de Alzheimer (D.A.). Importante esclarecer que o idoso não agride intencionalmente, alguns sintomas da D.A. são as alterações de comportamento, que podem ser caracterizadas por agressividade física ou verbal, impulsividade e violência. O cuidador, principalmente aquele que ainda não está bem informado sobre os sintomas da doença, fica muito assustado quando o idoso apresenta uma dessas reações, em especial quando o idoso não apresentava este tipo de comportamento antes dos aparecimento dos sintomas. Por exemplo, uma pessoa que fora muito delicada a vida toda pode passar a falar palavrões e tentar agredir aqueles à sua volta. Como o cuidador é a pessoa que passa mais tempo junto do idoso não é difícil imaginar que ele será a maior vítima desta agressividade. É importante que o cuidador procure se informar o máximo possível sobre a doença, freqüentando os grupos de ajuda mútua, como os oferecidos gratuitamente pela ABRAZ, para que ele possa entender que o idoso não o está agredindo por vontade própria quem está agredindo é a doença, não o próprio idoso. Além disto, ele poderá aprender a conviver com estas situações, podendo, inclusive, não machucar o idoso e não sair machucado destas agressões inesperadas.
Também não são incomuns situações em que o cuidador sofre a negligência, o abandono e o abuso financeiro por parte dos demais familiares. Infelizmente muitos cuidadores ficam sobrecarregados com a tarefa de cuidar de idosos porque eles acabam assumindo a função sozinhos, com pouca ou nenhuma ajuda dos outros familiares. A família literalmente negligencia não só o idoso que precisa de cuidados, mas principalmente o cuidador, que não tem condições de exercer uma tarefa tão árdua sozinho. O cuidador também pode ser vítima de abuso financeiro, pois além de cuidar sozinho, em muitos casos ele acaba arcando com as despesas sozinho também. E pior, em muitas vezes, para tornar-se cuidador em horário integral ele acaba sendo obrigado a abrir mão de seu trabalho, diminuindo assim sua renda, e ainda precisa gastar para cuidar do familiar.
Infelizmente na maioria das vezes este cuidador, sobrecarregado, vitimizado e solitário também se torna vítima do auto-abandono. Ele dedica-se integralmente ao cuidado daquele que precisa, porém deixa sua própria saúde de lado. E para cuidar bem é preciso cuidar de si! O cuidador muitas vezes esquece de ir ao médico para levar o idoso ao médico, não tem tempo de cuidar de sua aparência, pois está muito ocupado com seu familiar idoso, às vezes não sobra tempo para um banho porque o idoso precisa dele em tempo integral e, nos casos mais sérios, dificilmente sobra tempo para comer com tranqüilidade e dormir umas boas horas de sono.
Este artigo é, na verdade, um apelo aos cuidadores e familiares. Aos cuidadores, para que fiquem atentos a estas formas veladas de violência, para que solicitem a ajuda de outras pessoas e cuidem-se bem, lembrando-se sempre que cuidar de um idoso demenciado pode ser ainda mais difícil se o cuidador não tiver boa saúde. Um apelo aos familiares, para que se lembrem que o seu parente que escolheu ser cuidador ou foi escolhido para exercer esta função também precisa de ajuda e compreensão. É praticamente impossível exercer esta tarefa sozinho, mas, porém, se cada um fizer a sua parte, todos saem ganhando: o idoso, por gozar da companhia daqueles que ele ama; o cuidador, por se sentir auxiliado e amparado; e os demais familiares, pois assim não restará a culpa ou o peso na consciência de não terem feito nada quando alguém tão próximo necessitou.
Luciene C. Miranda
Aproveito a ocasião para justificar a ausência dos artigos da Gracinha Medeiros. por motivos familiares.
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© 2012 CUIDAR DE IDOSOS
Fátima, sua situação é bastante delicada e, como vc msm mencionou, nenhum profissional te deu uma resposta pronta sobre a melhor coisa a ser feita para vc e por seus pais. Não vou “dar conselhos”, apenas sugestões, cabe a vc analisar o que é mais adequado.
Mudar de cidade não te faria bem, até pensando que num futuro, qdo vc já não tiver mais seus pais, vc terá que se readaptar a uma nova condição.
Prudente sua opção de manter um período do mês com eles (por mais que seja difícil), mas reservar os outros dias para sua qualidade de vida, em sua própria casa, o que contribui para seu bem-estar emocional.
Vc relata que eles são lúcidos e, de maneira geral, não apresentam problemas graves de saúde, o que não os impede de morarem sozinhos. Por eqto é possível manter esta rotina, porém, futuramente, caso o estado de saúde deles piore, a melhor alternativa seria mesmo um cuidador. No momento não seria legal tentar impor a eles uma solução como esta, porém, no futuro, como vc é filha única, talvez esta seja a única alternativa (ou uma residência para idosos), converse com eles na época (caso um dia isto se faça necessário) sobre a alternativa menos traumática para eles. Independente de uma dessas escolhas futuras, é importante que vc continue se mantendo por perto numa parte do mês.
Meus pais não se entendem desde que eu era criança. Sou filha única e tenho 51 anos. Sou uma pessoa muito ‘ligada’, adoro viajar, sou fotógrafa amadora, gosto de shows, de cinema, gosto da vida. Conviver com meus pais sempre foi difícil, especialmente com minha mãe, com que eu nunca me entendi. Quando me casei fui morar em outra cidade, a uns mil quilometros, pois meu marido tinha sido transferido prá lá. Não tive filhos. Depois me separei e me aposentei há 5 anos, mas continuei morando nessa cidade pois toda minha estrutura de vida está lá: amigos, médicos, apartamento, etc… Agora meus pais já estão bastante idosos (83 e 85 anos). Eles vivem o tempo todo às turras. Minha mãe tem bastante dificuldade para caminhar. Meu pai ainda dirige e está relativamente bem. Eles não aceitam de jeito algum que eu contrate uma faxineira ou um cuidador, ou seja, não aceitam NINGUÉM. Como minha mãe tem um temperamento muito difícil, ela não tem amizade com nenhum vizinho e pouco fala com os parentes. Ela tenta limitar os contatos sociais do meu pai e, quando estou com eles, os meus também. Eu tenho ficado dez, quinze dias na casa deles e dez, quinze dias na minha casa. Até construí uma suíte na casa deles prá ter um pouco de privacidade, mas as brigas e discussões são intoleráveis prá mim. Contratei uma faxineira prá limpar minha suíte só prá ver se minha mãe se interessava. Ao contrário, quando a menina vai lá, ela se tranca no quarto e só sai depois que a faxineira foi embora. Nos dias que antecedem minha ida prá casa deles eu sempre fico angustiada, tenho sintomas físicos mesmo. E agora, com o passar do tempo, não estou achando solução prá cuidar deles: estou prevendo que terei que morar lá e essa idéia me deixa A-PA-VO-RA-DA! Eu simplesmente não dou conta! Não tenho dentro de mim esse amor imenso que acho que é necessário prá cuidar de alguém! Não tenho estrutura. Sinto vontade de chorar ao pensar em abandonar meus amigos, meus hobbys, tudo que eu gosto. Não tenho paciência… Com meu pai ainda me dou bem, embora às vezes ele me irrite com sua teimosia. Eles estão muito lúcidos, mas tudo que eu falo, tenho que explicar e isso, vocês sabem, cansa. Depois de 10, 15 dias, volto prá minha casa aos cacos, prá me refazer e voltar prá lá de novo. Eu acho que não vou aguentar ficar com eles direto. Já conversei com amigos, com psicólogo, com médicos (de forma indireta), mas ninguém soube me ajudar. Parece que não entendem o peso disso tudo sobre uma filha única, que não tem mais ninguém por perto! Acham que porque não tenho marido, filhos e sou aposentada, tenho a obrigação de morar com eles. Olhando de forma simplista, isso até parece lógico. Mas eu tenho desejos, interesses, uma vida. Será que sou um poço de egoísmo??? Não estou falando na parte financeira porque, felizmente, consigo enviar dinheiro a eles, pagar plano de saúde, essas coisas. E sem dúvida pagaria um cuidador ou o que fosse, se não achasse que minha mãe simplesmente não abrirá a porta prá tal pessoa. Hoje à noite, meu pai levou um tombo – tropeçou. E eu corri com ele pro pronto-socorro. Não foi nada, mas o que fariam se eu não estivesse aqui? E um cuidador durante o dia, adiantaria em quê? Por favor, me respondam: O que eu faço???
Elaine, você fala sobre a discrepância entre a teoria e a prática, entendo bem o que você passa, pois já tive familiar com a Doen;a de Alzheimer, portanto, eu e outras pessoas que comentam por aqui também já passaram ou passam por situações parecidas. Lembre-se que além do seu filho você também precisa de ajuda profissional. Em relação à sua mãe, não há mais alguém para ajudar vc a cuidá-la? Assim minimizaria este tipo de situação como a ocorrida com os seus filhos. Reforço mais uma vez, converse com o médico dela, existem medicações apropriadas para deixá-la menos agressiva.
OBS.: desculpe os comentários anteriores sairão duplicador, foi erro do meu computador. segue o correto.
Olá, amigas, hoje vivi um momento muito delicado, deixei minha mãe deitada no meu sofá, pois ela está com os pés inchados e fui à casa da vizinha entregar um objeto que ela havia me emprestado, e ai o Gabriel meu filho de 04 anos, começou a chorar na varanda, e o mais velho que estava no quarto jogando no computador com um colega. Como sempre toda vez que o Gabriel chora o Felipe leva a culpa, e foi quando tudo começou, ela começou chamar o Felipe de retardado, demente, sonso, burro e que era o culpado pelo irmão estar chorando entre outras palavras duras, e quando ele pediu para ela parar, ela se levantou foi até o quarto e começou espancá-lo com socos no rosto chineladas e mordidas pelo corpo, ele tem 11 anos está em uma fase de mudanças e passando por este constrangimento com um coleguinha assistindo a tudo isso. E aí fica a pergunta??? Ela faz tudo isso e a gente ouve “Há! quem faz isso é a doença, não é a pessoa” e as marcas no corpo do meu filho, e o psicológico dele como é que fica, só quem passa por isso é quem sabe, na teoria tudo é muito simples, mas vai viver tudo isso, porém se eu apenas der um grito com ela posso até ir pressa por maus tratos. Acho que deveriam olhar mais para nós os cuidadores com mais atenção, pois duvido se já não passou na cabeça da maioria a tentativa de homicídio. Pois uma coisa é certa, o doente faz e depois esquece mais agente que leva é que vai adoecendo de verdade.
Minhas amigas é só Deus por nós, um abraço a todas, e uma semana de forças e superação.
Um grande abraço.
Olá, amigas, hoje vivi um momento muito delicado, deixei minha mãe deitada no meu sofá, pois ela está com os pés inchados e fui à casa da vizinha entregar um objeto que ela havia me emprestado, e ai o Gabriel meu filho de 04 anos, começou a chorar na varanda, e o mais velho que estava no quarto jogando no computador com um colega. Como sempre toda vez que o Gabriel chora o Felipe leva a culpa, e foi quando tudo começou, ela começou chamar o Felipe de retardado, demente, sonso, burro e que era o culpado pelo irmão estar chorando entre outras palavras duras, e quando ele pediu para ela parar, ela se levantou foi até o quarto e começou espancá-lo com socos no rosto chineladas e mordidas pelo corpo, ele tem 11 anos está em uma fase de mudanças e passando por este constrangimento com um coleguinha assistindo a tudo isso. E aí fica a pergunta??? Ela faz tudo isso e a gente ouve “Há! quem faz isso é a doença, não é a pessoa” e as marcas no corpo do meu filho, e o psicológico dele como é que fica, só quem passa por isso é quem sabe, na teoria tudo é muito simples, mas vai viver tudo isso, porém se eu apenas der um grito com ela posso até ir pressa por maus tratos. Acho que deveriam olhar mais para nós os cuidadores com mais atenção, pois duvido se já não passou na cabeça da maioria a tentativa de homicídio. Pois uma coisa é certa, o doente faz e depois esquece mais agente que leva é que vai adoecendo de verdade.
Minhas amigas é só Deus por nós, um abraço a todas, e uma semana de forças e superação.
Um grande abraço.
pois ela está com os pés inchados e fui à casa da vizinha entregar um objeto que ela havia me emprestado, e ai o Gabriel meu filho de 04 anos, começou a chorar na varanda, e o mais velho que Olá, amigas, hoje vivi um momento muito delicado, deixei minha mãe deitada no meu sofá, estava no quarto jogando no computador com um colega. Como sempre toda vez que o Gabriel chora o Felipe leva a culpa, e foi quando tudo começou, ela começou chamar o Felipe de retardado, demente, sonso, burro e que era o culpado pelo irmão estar chorando entre outras palavras duras, e quando ele pediu para ela parar, ela se levantou foi até o quarto e começou espancá-lo com socos no rosto chineladas e mordidas pelo corpo, ele tem 11 anos está em uma fase de mudanças e passando por este constrangimento com um coleguinha assistindo a tudo isso. E aí fica a pergunta??? Ela faz tudo isso e a gente ouve “Há! quem faz isso é a doença, não é a pessoa” e as marcas no corpo do meu filho, e o psicológico dele como é que fica, só quem passa por isso é quem sabe, na teoria tudo é muito simples, mas vai viver tudo isso, porém se eu apenas der um grito com ela posso até ir pressa por maus tratos. Acho que deveriam olhar mais para nós os cuidadores com mais atenção, pois duvido se já não passou na cabeça da maioria a tentativa de homicídio. Pois uma coisa é certa, o doente faz e depois esquece mais agente que leva é que vai adoecendo de verdade.
Minhas amigas é só Deus por nós, um abraço a todas, e uma semana de forças e superação.
Um grande abraço.
pois ela está com os pés inchados e fui à casa da vizinha entregar um objeto que ela havia me emprestado, e ai o Gabriel meu filho de 04 anos, começou a chorar na varanda, e o mais velho que Olá, amigas, hoje vivi um momento muito delicado, deixei minha mãe deitada no meu sofá, estava no quarto jogando no computador com um colega. Como sempre toda vez que o Gabriel chora o Felipe leva a culpa, e foi quando tudo começou, ela começou chamar o Felipe de retardado, demente, sonso, burro e que era o culpado pelo irmão estar chorando entre outras palavras duras, e quando ele pediu para ela parar, ela se levantou foi até o quarto e começou espancá-lo com socos no rosto chineladas e mordidas pelo corpo, ele tem 11 anos está em uma fase de mudanças e passando por este constrangimento com um coleguinha assistindo a tudo isso. E aí fica a pergunta??? Ela faz tudo isso e a gente ouve “Há! quem faz isso é a doença, não é a pessoa” e as marcas no corpo do meu filho, e o psicológico dele como é que fica, só quem passa por isso é quem sabe, na teoria tudo é muito simples, mas vai viver tudo isso, porém se eu apenas der um grito com ela posso até ir pressa por maus tratos. Acho que deveriam olhar mais para nós os cuidadores com mais atenção, pois duvido se já não passou na cabeça da maioria a tentativa de homicídio. Pois uma coisa é certa, o doente faz e depois esquece mais agente que leva é que vai adoecendo de verdade.
Minhas amigas é só Deus por nós, um abraço a todas, e uma semana de forças e superação.
Um grande abraço.
ELAINE CRISTINA,
Não fique desesperada, sua mãe está assim por causa da doença! Lembre-se disso, sempre! Não é por maldade que ela fala essas coisas e age desta forma.
Meu pai, quando estava no estágio inicial também, tinha reações bem parecidas, de extrema violência verbal e, até, física. Mas, com a medicação e muita paciência, melhorou MUITO.
Passamos por várias situações parecidas. Aqui neste site tem um livro legal falando de Alzheimer, é bem interessante ler. A gente se identifica com muitas histórias e sente-se amparado. Como é virtual, é bem baratinho… recomendo!
O tratamento medicamentoso e psicologico são fundamentais. Tenha muita paciência com sua mãe, ok?
Um abraço,
Simone.
Elaine, leia artigos sobre a Doença de Alzheimer aqui no site, é importante para vc conhecer a doença e, ter claro para vc, que quem agride (verbal ou fisicamente) não é sua mãe, mas sim a doença que ela possui. Se vc percebe que não tme condições de cuidar dela, talvez a melhor alternativa seja realmente levá-la para uma insituição de longa permanência (tomando o cuidado de escolher um local apropriado e não abandoná-la por la). Em relação aos seus filhos, é de extrema importância que eles também tenham informações sobre a doença, sobre as alterações de comportamento, para assim lidarem melhor com a avó.
Estou vivendo em um momento de total desespero, sou filha única,tenho 35 anos sou casada e tenho 2 filhos um com 11 anos e outro com 04 anos, minha mãe está na fase inicial da doença de Alzheimer, ela ofende muito com as palavras,implica muito comigo e com o meu filho mais velho, defende muito o mais novo e condena o mais velho, que é um doce de criança, no momento meu filho de 11 anos está fazendo tratamento com psicologa pois teve um dia que tive que sair as presas do meu trabalho porque ela havia mordido o meu filho, ela reclama o dia todo, vive dizendo que está com dor no peito e falta de ar, já levei a vários médicos tds dizem o mesmo ” é tudo coisa da cabeça dela”, já tentei me matar, vivo de Rivotril, ela quer mandar na minha casa, na minha vida, não posso sair um segundo que quando volto, meu Deus, se pudesse me batia, parece que fica procurando confusão o dia todo, e quando chega em um momento que não suporto mais e peço pelo amor de Deus para ela parar, ela começa a fazer papel de vitima, vai para perto da porta e aumenta o tom de voz e fica dizendo, ” o que é.. vai me bater.. a casa é minha.. a boca é minha.. nunca pensei que ia sofrer assim…..e ai, quem passa na rua pensa que estou maltratando, hoje a maioria dos vizinhos já sabem que ele está doente, não tenho ninguém para me ajudar, os parentes, todos sumiram.
Meus Deus que doença é essa, até meu casamento está por um fio, pois quando o meu marido chega do trabalho, eu estou lerda de calmante. Ela cria confusão o tempo todo, não sei o que fazer há uma mistura de sentimento, penso é minha mãe tenho que cuidar,pois a amo muito e doi ouvir suas duras palavras, mas também tenho dois filhos pequenos que precisam muito de mim e as vezes penso em colocar em uma casa de repouso, pois não tenho estrutura emocional, não posso parar de trabalhar para me dedicar integralmente e também não tenho condições financeiras para pagar profissionais. Meu filho de 11 anos, não quer mais brincar com seus amigos, está com muita dificuldade na escola, vive calado em seu próprio mundo, pois se o mais novo apronta minha mãe logo o acusa e faz ameaças. Tenho medo de não suportar….
Aurélio, difícil sua situação. Ter que abandonar um emprego é uma situação complicada, até pq provavelmente esses rendimentos irão lhe fazer falta. Suas irmãs precisam te ajudar, tenha uma conversa séria com elas, fale que vc não é o único filho e o único responsável por cuidar de sua mãe.
Cuido de minha mãe e hoje, me supreende ver as desculpas mais esfarapadas que minhas irmãs tão para não me ajudar em cuidar de nossa mãe, já parei de trabalhar, e a mais de nove anos que venho trabalhando mal, sendo visto como um mal funcionario pelo fato de estar quase sempre atraso, tipo o ultimo a chegar e o mais apressado para ir embora, e pelo fato da casa onde moramos ser de nossa mãe, vivem dizendo que a obrigação e minha.
Já ouvi até o absurdo que elas tem a familia delas para cuidar, como se a nossa mãe não fosse sua familia.
Estou cansado não sei mais o que fazer.
Simone, um lema da ABRAZ é justamente este: “Vc não está sozinha”. É gratificante saber que nossos artigos auxiliam alguém. Um abraço.
A cada artigo lido neste site, me surpreendo com a veracidade das informações e me emociono ao me identificar com tantas palavras através dos depoimentos de todos.
Me sinto mais amparada agora, sinto que não estou tão sozinha. Pena que não soube deste link antes!
Monalisa, como vc relata no início, esta senhora tem Alzheimer, não reconhece pessoas e não está em seu juízo perfeito. Ou seja, por pior que possa ser para vc e seu marido receber xingamentos, esta pessoa não tem noção do que está fazendo, e o que ela diz não condiz com a realidade. Os vizinhos que escutam isso também sabem da situação de saúde desta senhora, portanto não é motivo de vergonha. Quanto mais vocês se incomodarem com isto será pior. Quanto à internação, sintomas de Alzheimer normalmente não configuram um motivo para isto, apenas se associado a outras patologias ou em situações especiais.
Cara Luciene,
ao ler seu texto fiquei menos estressada: eu sou uma cuidadora de idoso involuntariamente. A minha vizinha de frente tem 84 anos, Alzheimer, a família foi embora, só aparece umas das filhas 1 vez por semana na casa. A família foi embora pq ela esculhambava com todos… Aí um certo dia de jan de 2009, ela cismou que haviam roubado umas pedras da sua casa e desde entao ela fica chamando a mim e a meu marido de ladrão e vários palavrões horríveis qdo nos nos vê abrir o portao. O portão da minha casa é automático e ela às vezes ela escuta e começa a baixaria. Ou então fica escondida atrás do muro à espera de alguém. É uma psicose, esclerose, demência, loucura, tudo junto… Estou evitando gente velha, tou ficando traumatizada.
O que mais me deixa chateada é que as filhas são no fim de tudo duas acomodadas que evitam ou sei lá se cansaram de lidar com o problema da mãe e eu que fiquei com oproblema que nào é meu. Já conversei duas vezes com elas, pedindo pra tomarem um atitude. Hoje ela não reconhece mais ninguém da rua. No carnaval meu marido mandou ela entrar e calar a boca pq ela estava xingando a gente em plena chuva, um toró aqui no Rio… Acho que ela ficou doente pq desde entào ela só deu sinal de vida ontem, pra xingar de nv.
É horrível qdo ela tá atacada da doença. Uma vez eu passei muito mal: estava no meu jardim, molhando minhas plantas às 17:30h e ela me chamou de puta, piranha, vagabunda e perguntou se eu estava dormindo. Juro a você, foram estas palavras. A vergonha só não é maior pq ela não fala os nossos nomes, diz o número da nossa casa. Outra vez tive que sair de casa, plena seis da manha do domingo pra mandar ela calar a boca. Olha, é um inferno, os outros vizinhos já se envolveram tb. é horrível e as filhas são duas barraqueiras. Nas férias de janeiro de 2011 foi outro inferno pq estávamos em casa e a baixaria era diária e durava umas 3h seguidas… De manhã, na hora do almoço e à noitinha…
Moro em Niterói, num bairro ótimo, mas me sinto como se morrase num cortiço. É um desabafo… Liguei SAMU, meu marido se estressou, olha só por Deus! Não deu em nada pq é a família que tem que internar. Vejo que tem gente que tb enfrenta coisa muito ruim. Confiemos em Deus e vou vencê-las no cansaço falando, reclamando, sem levantar a voz.
É um desabafo, mas continuou revoltadíssima!!! Ela não é a minha MAE!
Leia, infelizmente não existe lei neste sentido. O melhor é conversar com seus colegas de trabalho, explicar sua situação, em busca de um horário melhor para vc e para a idosa.
Obrigada Luciene Miranda!
Minha mae,que é excelente pessoa adquiriu mal de parkinson há 5 anos mais ou menos e eu cuido dela com o maior prazer.Sou professora e através de um processo de remoção consegui ficar no horario da manhã para cuidar melhor dela,mas como o horario é concorrido, todos os anos sou ameaçada por professores mais antigos que querem mudar de horário simplesmente porque enjoaram do seu ou por politicagem,a escola também é perto de casa o que facilita quando alguém precisa se comunicar comigo.existe dentro do estatuto do idoso uma lei que me proteja para trabalhar nohorario mais adequado
para cuidar dela? como devo proceder?
erika,eu cuido de minha mãe que tem mal de alzheimer, mal de parkinson, esquizofrenia e demencia de corpo de levy e acho que sei muito bem o que está sentindo e passando, porém vou te orientar um caminho que segui, procurei um advogado e pedi a curatela de minha mãe. Portanto, sou eu que resolvo como a minha será cuidada e vc pode fazer o mesmo e assim a parte financeira de sua mãe, se tiver, será vc que administrará para que vc possa cuidá-la com remédios e médicos inclusive particulares. Espero t^-la ajudado, beijos. Eleonor
Alm Will,
Tenha certeza de que outras pessoas estão na msm situação que vc, mas isto não justifica que vc deixe sua vida de lado exclusivamente em função de sua mãe. Cuidar do outro é importante, mas cuidar de si mesmo também é (fazer a faculdade, dormir, namorar). Vc já sabe que é a doença que agride, fala palavrões, mas sozinha não tem como fazer tudo. Converse sério com suas irmãs, se a instituição é a melhor solução, que seja um local adequado! Ou pensem em contratar um cuidador familiar para revezar com vc numa parte do dia. Em relação às idéias suicidas, pense em vc, procure ajuda profissional com urgência. Boa sorte.
Olá Dra.Luciene!
Também estou com os mesmos problemas que os leitores externaram acima. Uma mãe com 90 anos, tem alzheimer e está muito, mas muito dificil para mim, arcar com todos os cuidados diários. Durante 24 horas, sem descanso! Minha vida parou, não me cuido, fico presa em casa, abandonei tudo, estou sofrendo e tenho muita vontade de me suicidar porque sei que não vou aguentar mais! Jánão estou aguentando, sem dormir direito, atendo à noite e durante o dia..é remédio, banho, alimentação, levar no banheiro, banho, ajudar a levantar, sentar, deitar, por fraldas e ainda sou maltratada (sei que é da doença..li mto sobre a DA|)psicologicamente. Minha mãe sempre teve uma personalidade mto forte, mandona, dominadora, isso acho que acentuou nela. Teve época que falava muitos palavroes, diz ainda que roubam tudo dela, chora, muito, tem delirios ..e diz que a gente (somos 4 filhas, mas distantes umas das outras, quando dá a gente reveza)é horrivel a convivencia com ela. Só quando dorme, que tenho um tempo pra mim, mas perdi a ventade de viver. Isso já quase tres anos. Toma remédios, que agente conseguiu com a prefeitura. Eu tinha um namorado, já perdi vários, pois não posso sair pra nada! Fiz uma faculdade com 60 anos, queria seguir em frente, quando se manifestou, aconteceu essda doença nela. Dai eu regredi em tudo! Tenho 68 anos, muita dor no corpo por terque cuidar dela! Sei que émãe, mas acho que ela estaria melhor em uma clinica. Ninguém quer colocar achando que lá ela morre logo. Mas eu penso, ela já não está morrendo aos poucos? E essa sensação todo dia em mim me atormenta. Tudo o que quero é morrer mesmo, não tenho estrutura. ASs outras filhas querem que ela fique comigo, não querem cuidar! Não sei mais o que pensar! Meus filhos são contra eu cuidar, pois afinal, quando vou pensar em mim? Já fiz tudo tardiamente, e quando consegui estudar, formar-me , ser alguém na vida, vem essa doença, que não tem solução! Não acho justo o que está me acontecendo, as outras nunca reconheceram até hje tudo o que já fiz! Socorro ´por favor!
Só me resta acabar com minha vida! Deus que me perdoe …eu não sou má, sou humana, sou gente, tenho um nó na garganta!
Al
Erí, cuidar de um idoso sozinho já é muito difícil, quiçá cuidar de dois! Vc tomou uma decisão consciente de conversar com o seu irmão, boa sorte.
Tenho 46 anos e não tenho mais vida própria. Estou doente com tantas preocupações, pois cuido sozinha do meu pai de 84 anos, e da minha mãe, de 78 anos.
Estou magoada com eles. Acho que não tenho outra saída, vou ter que fazer uma reunião familiar e falar seriamente sobre a situação de ser a única cuidadora deles, pois minha irmã já faleceu. Tenho um irmão médico, que mora em outra cidade, que já me ajuda bastante com relação à saúde multidisciplinar deles, mas em casa, sou eu sozinha.
Obrigada pelo artigo, me ajudou muito a tomar essa decisão!
alguem pode me ajudar? eu cuido da minha mae ja tem 5 anos, morava no exterior, larguei tudo e voltei para cuidar dela, porque estava aqui abandonada pelos filhos.
as vezes fico sem saida, porque tenho varios irmaos, mas ninguem ajuda em nada e como todos aqui sabem, essa doenca é dedicacao total, a sua vida nao existe mais e a cada dia voce se envolve mais e mais e ai vem as decpções, as depressões………… porque essa doenca e progressiva o que acontece é que agora eu estou correndo o risco de perder a minha unica ajudante, porque minha mae esta agredindo ela constantemente e ela diz nao ter mais forcas para suportar isso.
alguem poderia me dizer o que fazer? obrigar os irmaos judicialemte a ajudar financeiramente? obrigar eles a cuidar como eu cuido? queria fazer algo para eles poderem sentir na pele o que é cuidar de um doente assim…….alguem pode me ajudar?
Erika e Irene, por todos estes fatores que vcs ilustraram, sem dúvida é mto difícil cuidar de uma pessoa com a Doença de Alzheimer, principalmente qdo esta pessoa é alguém de que gostamos muito e que era completamente diferente no passado.
O cuidador que não tem ajuda de ninguém acaba sendo vítima de violência, pois é negligenciado, deixa toda sua vida pessoal e profissional de lado em prol do idoso que necessita. O importante é ter a ajuda de alguém, seja um familiar, um vizinho, um amigo ou mesmo um profissional cuidador, caso seja possível pagar pelos seus serviços.
eu cuido de minha mae ela tem alzhaimer , esta com 86 anos ,que ela esta assim ,nunca pensei como seria dificíl cuidar de pessoas assim , ela era uma pesssoa nunca deixou nos ver ela sem roupa , hoje tenho que dar banhos , ate de mim ela sa vezes esquece , so fala no passado , faz coisas que ate deus duvida , eu mi sinto mui cansada , tomo tres calmantes , mas não estou aguentando esta barra sozinha , pois ninguém quer saber , si ela tivesse herança acho que todos queriam , eu choro muito tenho crises do sistema nervoso , agora descobri que tyenho lupos , não sei , tem dias que tenho vontade de sumir , minha vida si resume somente a ela , não saio de casa pra nada , banho , alimentação, remedios, tudo sou eu , não aguento mais .
este artigo retrata fielmente tudo que estou passando, minha mae tem alzheimer, e desde entao me dispus a cuidar dela pois minha irma dissera na epoca nao querer deixar de trabalhar e o marido n ao aceitar a sogra na sua casa, mas eu tive de deixar de trabalhar, ter vida social, pois a minha mae nao quer ir a lugar nenhum, a minha irma detem o poder sobre o dinheiro da minha mae, e retem dizendo pensar no futuro, mas que futuro eh este…., se somos privados pois todo real eh questinavel,… SE TODAS NOS ESTAMOS SOFRENDO COM ESSAS VIOLENCIAS, NAO PODEMOS FAZER NAAAAADA, NINGUEM PODE NOS SOCORRER, A NAO SER A BENEVOLENCIA DE DEUS EM NOS CONFORTAR…… ESTAMOS TOTALMENTE SOS E DESPROTEGIDAS, E ISSO MESMO….. tenho 40 anos e agora sem perspectivas pois quem vai cuidar de meu futuro, se nem presente eu tenho mais….. e minha irma ainda diz que a minha vida e um mar de rosas….. e que é comodo ficar em casa….
Silvana, num outro artigo fiz um apelo às famílias e à comunidade em geral para serem solidários com os idosos e principalmente com os cuidadores que encontram em situação parecida com a sua. Acredito que a leitura do mesmo poderá ser útil a você e esperamos assim conscientizar ainda mais pessoas sobre esta realidade tão dura, porém tão numerosa em nossa sociedade.
Neide e Rosélia, obrigada por comentarem. Boa sorte para vcs.
Amei seu artigo ele retrata tudo que estou vivendo.Cuido da minha mae sozinha,meus irmaos nao ajudam em nada.Como sou adotada ainda falam que me poem pra fora se alguma coisa acontecer com minha mae.Continue escrevendo ,seus artigos nos consola,ajuda seguir em frente.Obrigado,Roselia
parabenizo,,otimo ter com quem desabafar,somos 8 irmaos,e meu pai tem a doença D.A,quem ta cuidando é somente eu e uma outra irma revezamos a semana,os outros nem tao ai e ainda fikam criticando,dia dos pais eles vem com um presentinho debaixo dos braços para meu pai,,como se ele estivesse precisando disso agora,meu pai precisa é que nos ajude a cuidar dele agora,,pois só quem cuida é que sabe como é estressante,familia realmente unida é aquela que divide os problemas nas horas dificeis e tentam resolver..bjs ..
Quero agradecer pelo texto que fala de uma realidade quase nào dita, talvez por vergonha, onde pessoas como eu ”escolhida” no meu caso para cuidar de minha mãe com alzhaimer e meu pai parkson e demências… Como eu várias pessoas cuidam de seus familiares e são desvalorizados pela própria família e pela sociedade, porque nào consideram um trabalho o fato de cuidar dos próprios(no meu caso) pais! Gostaría que este assunto fosse divulgado mais vezes e que talvez tocassem na ferida e na consiência de filhos que preferem se alienar(com a desculpa que o irmão ja cuida, eu nào preciso…)sempre dando desculpas a si próprios…e o pior é que o sofrimento do cuidador que como eu abre mão da própria vida, nào por escolha, mas por imposições se reflete em quem ele cuida! A ajuda,o trabalho voluntário ou a caridade começa em casa! Por favor ajudem ao valor do cuidador “absndonado” que sofre o próprio abandono e desvalor e ainda sofre pelos que cuida, no meu caso meus pais… Obrigada e divulguem Silvana(cuidadora por humanidade e espiritualidade)
Camila, mto dolorosa a situação que vc vivenciou. Além de ter se sentido vítima de várias formas de violência por parte dos irmãos teve esta situação horrível de sua mãe ter sido lesada financeiramente pelos próprios filhos. Pelo que vc descreve, parece que sua dor é grande por ter perdido sua mãe, mas maior ainda por ter perdido a confiança em seus irmãos e toda a relação que vcs tinham antes do acontecido.
e oque fazer quando a familia te deixa refem ,porque sabe que voce nunca vai deixar sua mae em “qualquer lugar”,mas se apoderou do dinheiro que sempre foi dela (mae ) e alem do controle existe uma tortura psicologica,agressoes verbais insinuaçoes de que estou roubando dinheiro
E quando minha querida mae falece,descubro que que já havia sido tirado dinheiro ,que quem estava roubando eram eles.
meu luto é duplo,minha mae que se foi,e os irmãos que nunca tive.
Neuza, esta situação é muito difícil. Vc não entrou em detalhes se sua irmã é idosa, mas cuidar de doentes mentais é muito parecido de cuidar de dontes portadores da Doença de Alzheimer.
Em todos os casos uma forma de violência muito desgastante que o cuidador costuma sofrer é a negligência e o abandono: com outras pessoas para ajudar tudo se torna um pouco menos difícil, porém em muitas vezes realmente não existem outras alternativas e em outras tavez existem, mas as outras pessoas que poderiam ajudar simplesmente saem fora de campo, e, independente do motivo, deixam alguém assumir td sozinho.
Boa sorte pra vc!
Um abraço
Realmente eu me sinto a criatura mais infeliz do mundo, cuido de uma irma doente mental, agressiva, manipuladora e somos só nós duas. Às vezes tenho vontade de morrer.
Obrigada pelo comentário, roseli, e boa sorte em sua estreia como cuidadora.. um abraço
Muitobom este artigo pois afinal é a relidade dos familiares e do cuidador.
Eu tenho poucos meses cuidando e já vejo tudo isso em minha vida.
Fiquei mto feliz com a repercurssão deste artigo, com certeza servirá de inspiração para mais alguns. Obrigada pelos comentários!
Terezinha, com certeza sua vida não acabou aos 62 anos. Esta fase de cuidador é muito difícil, mas com um pouco de conscientização por parte dos outros familiares você consegue um pouco mais de tempo para você!
Cláudia Rita, você tocou uma outra situação complicada, na verdade outros internautas já fizeram a mesma pergunta. É muito delicado, pois não há como obrigar uma pesoa a ir a um médico se ela ainda responde por seus próprios atos e é independente, porém as mudanças de comportamento são um importante sinal de alerta e, independente do diagnóstico, quanto antes se tratar melhor para ele. Se conversar com ele não está surtindo efeito, será que ele não concorda em ir ao geriatra, ou a um médico que já é da confiança dele para um check-up?
Cláudia,
Mito bom vc trazer o exemplo da As. Amigos do parkinson, eu aqui falei da ABRAZ por já participar das reuniões, mas esta filosofia de ajuda mútua é a msm e sem dúvida traz mtos benefícios para os cuidadores e para os idosos, pois a partir do momento que o cuidador aprende mais sobre a doença ele tem condições de lidar melhor com ela.
Um abraço a todas!
Cara Luciene,
Achei fantástico seu artigo, afinal, pouco se fala sobre o cuidador, e este, apesar de não ser o ator principal no contexto, assume o papel importantíssimo de coadjuvante . Na associação dos Amigos do Parkinson, existe um encontro de dois em dois meses para cuidadores familiares. Temos trocado muitas experiências , inclusive pudemos ajudar uma “cuidadora” que estava adquirindo os mesmos sintomas da patologia, só que psicologicamente. Atualmente “ela” faz acompanhmaneto terapêutico e já está bem melhor.
Espero que todos(as) possam reconhecer a realidade sem preconceito para que também o cuidador(a) tenham qualidade de vida.
Abraços, Claudia.
Realmente tudo que acontece aqui em casa é o que escreveu aí. Porém a parte financeira ainda é do meu marido e ele recebe pontualmente . Já eu não posso mais trabalhar fora do lar em momento algum, por conta de cuidar dele. meu marido tem 25 anos a mais do que eu. Eu tenho 51 anos e ele fará 76 esse ano, está demasiadamente nervoso, agressivo e não quer ir ao médico de forma alguma.
Ele faz outros tratamentos , mas quando se fala em neurologia ou psiquiatria ele se ofende e grita sem parar comigo. Vivemos ele e eu apenas e assim mesmo , não conseguimos viver mais bem, pois os maus tratos são diversos.
Não sei se ele tem Mal de A. ou se está severamente perturbado , gostaria de saber como leva-lo ao um neurologista , como fazer com que ele vá? estou muito aflita.
Obrigada.
Cuido de minha mãe e estou dentro de tudo que foi comentado neste artigo,
estou só p/ cuidar dela ,meu irmão não quer saber e eu cuido fisico, emocional e financeira sozinha. Percebo que estou me abandonando , sinto que minha
vida acabou aos 62 anos e minha mãe esta agora com 88 anos e até os 80 anos
ela viveu muito bem viajando muito, e eu ? Me sinto só .