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Cuidar de Idosos

Publicado em: 10/11/2008

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Qualidade de vida em idosos: breves reflexões

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Qualidade de vida é um termo que vem sido constantemente usado desde os meios acadêmicos, até mesmo em nosso cotidiano. É uma área de interesse da Medicina, Psicologia, Enfermagem, Fisioterapia, Terapia Ocupacional, assim como do Marketing, da Economia e de outras áreas direta ou indiretamente relacionadas ao ser humano e ao seu bem-estar. Todos querem gozar de qualidade de vida (QV), independente de sua idade, raça, religião e meio sócio-cultural. E, felizmente, isto é possível.

Apesar de não haver uma única definição para QV, algumas merecem destaque, como a da OMS (2005) que define qualidade de vida como:
A percepção que o indivíduo tem de sua posição na vida dentro do contexto de sua cultura e do sistema de valores de onde vive, e em relação a seus objetivos, expectativas, padrões e preocupações. É um conceito muito amplo que incorpora de uma maneira complexa a saúde física de uma pessoa, seu estado psicológico, seu nível de dependência, suas relações sociais, suas crenças e sua relação com características proeminentes no ambiente (OMS, 1994).

A partir desta definição, percebe-se que o termo qualidade de vida engloba o conceito amplo de bem-estar, o que depende do auto-julgamento do próprio indivíduo, ou seja, o quanto ele está ou não satisfeito com a qualidade subjetiva de sua vida. É um conceito subjetivo, dependente de padrões históricos, culturais, sociais e até mesmo individuais. A avaliação da qualidade de vida de determinado indivíduo varia em função das três dimensões, nas quais o sujeito encontra-se inserido: física, psicológica e social.

Um ponto deste conceito que merece destaque é a importância da auto-avaliação do indivíduo acerca de sua QV: um padrão de vida que é considerado como de qualidade para determinada pessoa, pode não o ser para uma outra e, além disto, faz-se necessário levar em conta as condições atuais do indivíduo.

Por exemplo, para um adulto saudável ter boa QV pode ser ter oportunidades no campo da saúde, da segurança, do lazer, boas condições financeiras, de moradia, de educação. Um adulto portador de necessidades especiais, que se locomove com o auxílio de cadeira de rodas, pode achar que tem boa QV por gozar das questões anteriormente citadas, além de residir numa casa adaptada para suas limitações e morar numa cidade que possibilita a acessibilidade do cadeirante.

Já para um idoso saudável ter boa QV, envolve as questões anteriormente citadas, além de ter bom suporte social, contato com a família, se tiver alguma doença que ela esteja sob controle, e dispor de políticas públicas elaboradas pelo governo em benefício da pessoa idosa. Finalmente, para um idoso acamado e portador de DA, sua cuidadora mais próxima pode considerar que, para ele, naquele momento, ter qualidade de vida é ter uma equipe multiprofissional prestando-lhe assistência, ter medicação para aliviar suas dores, viver próximo da família, com boas condições de nutrição, higiene e segurança. Deu para perceber como que em todos estes exemplos a definição de qualidade de vida varia de acordo com a opinião do próprio indivíduo e suas condições?

O estudo da qualidade de vida do idoso vem ocupando lugar de destaque, pois os avanços na medicina contribuíram para o aumento na expectativa de vida e no contingente de idosos, mas de que adianta ter uma grande população de idosos vivendo mais de 80 anos, se não for possível proporcionar a eles qualidade de vida? Segundo Vieira (1996), alguns fatores favoráveis como aceitar mudanças, prevenir doenças, estabelecer relações sociais e familiares positivas e consistentes, manter um senso de humor elevado, ter autonomia e um efetivo suporte social contribuem para a promoção do bem-estar geral do idoso e conseqüentemente, influenciam diretamente numa melhor qualidade de vida.

Independente de nossa idade, é importante procurar sempre melhorar nossa QV, buscando saúde – não somente a ausência de doenças, mas de acordo com a definição da OMS – “um estado de bem-estar físico, mental, psicológico e espiritual”. Alguns fatores podem dificultar ou prejudicar a QV, tais como dificuldades financeiras, problemas de saúde e outras limitações, porém, é importante buscar alternativas possíveis, sempre respeitando as potencialidades e limitações de cada um, seja ele criança, adolescente, adulto ou idoso.

Luciene C. Miranda

*Referências:

- Envelhecimento Ativo: uma política de saúde / World Health Organization. Tradução Suzana Gontijo. Brasília: Organização Pan-Americana da Saúde, 2005.

- VIEIRA, E. B. (1996). Manual de gerontologia: um guia prático para profissionais, cuidadores e familiares. Rio de Janeiro, RJ: Revinter.

———————

NÃO VAMOS DEIXAR ESTE NATAL PASSAR EM BRANCO PARA OS NOSSOS IDOSOS DEPENDENTES!

VAMOS FAZER UMA GRANDE CORRENTE DE SOLIDARIEDADE E DE PARTICIPAÇÃO CIVIL, ELEGENDO O DIA 20 DE DEZEMBRO DE 2008, COMO O DIA DO ESFORÇO BRASILEIRO PARA APOIAR O MANIFESTO DA CARTA DE PERNAMBUCO. QUEREMOS QUE TODOS OS NOSSOS LEITORES E SUAS FAMÍLIAS CONSIGAM TODAS AS ASSINATURAS QUE PUDEREM, NESTE DIA 20 DE DEZEMBRO!

Algumas idéias que podem ser realizadas:

  • Telefonar, mandar e-mails, conversar com todos os familiares e amigos solicitando acesso ao portal e fazendo a sua assinatura da CARTA DE PERNAMBUCO.
  • Contactar com as LAN-HOUSES de seu bairro, pedindo apoio e colocando um computador conectado para que todos os vizinhos possam fazer a assinatura gratuitamente!
  • Colocar anúncios gratuitos no jornal de sua cidade, nas rádios e na tv!
  • Colocar seu computador ou notebook em locais públicos, onde o acesso por banda larga wireless é possível (aeroportos, rodoviárias, shoppings, colégios, universidades…) e colocar faixas convidando a população para assinar eletronicamente o manifesto.
  • MANDE-NOS SUAS IDÉIAS TAMBÉM!

SOMENTE A PARTICIPAÇÃO E O APELO DE TODO UM GRANDE SEGMENTO DESTE NOSSO GRANDE PAÍS É QUE FARÁ NOSSOS GOVERNANTES ATENDEREM ESTA CARTA DE PERNAMBUCO, EM FAVOR DOS PORTADORES DE ALZHEIMER E DE SUAS FAMÍLIAS!

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Luciene C. Miranda

Psicóloga - lucienecm@yahoo.com.br

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11 comentários em “Qualidade de vida em idosos: breves reflexões”

  1. vitoria disse:

    adoreiiiiiiiiii tirei um 10;00

  2. Luciene Miranda disse:

    Boa sorte, Eliseu!

  3. Elizeu disse:

    oi Luciene Miranda gostei muito do seu texto eu sou estudante do 9º ano do ensino fundamental e preciso fazer um trabalho sobre idosos e este texto me ajudou muito…bjs!

  4. Natália G. disse:

    Luciene..
    Sou estudande de Psicologia e eu e colegas nesse momento estamos fazendo um trabalho academico sobre ” Qualidade de vida e Auto-estima do idoso” e resolvi pesquisar o que estão escrevendo na internet nesse momento sobre isso.
    Achei bastante interessante seu texto. Foi muito esclarecedor!

    um abraço

    Natália

  5. Rubenita, que legal receber uma aluna da UNAT aqui.. Já ouvi falar mto bem dos programas desenvolvidos lá. Que bom que o material te ajudou, se precisar de mais alguma coisa é só falar.
    Um abraço

  6. Rubenita Suhett disse:

    Olá Luciene Miranda,amei tudo que voce falou sobre qualidade de vida do idoso.
    tenho 68 anos,estou na UNAT, o exelente programa para os idosos .
    Encontrei no seu site , o que eu precisava para meu dever de casa.

    Seu texto me ajudou muito.

    Um abraço.

    Rubenita

  7. Luciene Miranda disse:

    Que legal que o site o ajudou em seu trabalho, Wesley! Boa pesquisa!

  8. Wesley Berredo disse:

    Brigadão aí

    sou estudante do 9º ano do ensino fundamental e preciso fazer uma palestra sobre qualidade de vida do idoso.
    Seui texto me ajudou muito

    Ass:W35L3YX!NHOoOo

  9. Luciene Miranda disse:

    Regina, obrigada pelo comentário!
    Não sei te explicar o pq, mas somente hj vi seu comentário e não estou conseguindo encontrar seu e-mail pelo site. Gostaria sim de entrar em contato com vc, por favor, fça contato pelo site.
    Um abraço

  10. Rejane maria Peter disse:

    Olá querida…execelente tua abordagem.
    estou pesquisando sobre qualidade de vida, exercicio físico e terceira idade.
    Sou prof de Educação física e me dedico ao trabalho com idosos.
    Se quizeres entrar em contato comigo..ia adorar
    Beijão

  11. LU, MUITO BOM!! EXCELENTE assunto e sua maneira clara e direta de escrever sobre ele… Importantíssimo realmente nos voltarmos mais a todos esses aspectos nao é? Hoje li um texto de um representante da Soc. Bras. de Pediatria falando sobre a questao de ser ou nao classe média, e como isso está estabelecido em termos de ganhos financeiros da família no país, e questionando isso… Pensei algo parecido com o que vc escreveu aí, ao ler lá: QUALIDADE DE VIDA É MUTO MAIS do que um salário X, E PASSA TAMBÉM PELA QUESTAO DE COMO OS GOVERNOS lidam com as políticas de SAÚDE, EDUCACAO E MORADIA, E ESPACOS PÚBLICOS, nao é?! E isso vale para todo o mundo!! Vejamos Suécia, Noruega, Canadá, Japao… onde está MESMO a diferenca?!…Nao SÓ nos Euros…
    Beijo!
    Dri ;)

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