Publicado em: 05/12/2008
…Flexibilidade, disponibilidade, facilidade com relacionamentos interpessoais, criatividade, responsabilidade, espírito de liderança e resolução de problemas e, finalmente, que saibam lidar num contexto de limitações.
Olhando este título até parece um anúncio de classificados para o preenchimento de alguma vaga profissional. Mas não o é necessariamente.
Estas são apenas algumas das características necessárias para ser um bom cuidador familiar. Cuidador todos se tornam, de maneira voluntária ou a tarefa é imposta a eles, porém isto não basta. Assim como no mercado de trabalho, não basta ocupar a função. É necessário possuir um diferencial.
Como a temática do papel do cuidador no contexto da gerontologia familiar nunca se esgota, torna-se sempre pertinente fazer breves reflexões a respeito deste tema. Aqui me refiro como cuidador aquele familiar que tem a necessidade de prover cuidados a um idoso que possui laços de parentesco consigo (e porque não incluir o cuidador profissional que se dedica com afinco a ser um profissional capacitado), independente do mesmo estar passando por um processo de envelhecimento bem sucedido ou patológico.
A flexibilidade é uma característica essencial para lidarmos com várias situações do nosso cotidiano e não poderia ser diferente no cuidado com idosos. É necessário ser flexível com horários, alimentação, para modificar planos já anteriormente traçados, enfim, a flexibilidade deve ser usada sempre com o intuito de agradar o idoso e promover sua autonomia.
A disponibilidade é um outro pré-requisito imprescindível para se cuidar de idoso, já que, no caso do cuidador familiar de um idoso portador de alguma patologia, como, por exemplo, a Doença de Alzheimer, a dinâmica de cuidados se estende numa jornada de trabalho extremamente exaustiva, sem férias, descanso semanal remunerado e repleta de inúmeras horas extra. Aqui vale a pena ressaltar que para manter o bem-estar do cuidador é importante dosar melhor esta disponibilidade, dividindo a tarefa com outras pessoas que também possam ajudar.
Ter facilidade com relacionamentos interpessoais também se faz importante neste contexto, pois o cuidador precisa se relacionar com pessoas de diferentes gerações, especialmente os próprios idosos, já que cuidar não se resume apenas à manutenção dos cuidados básicos à sobrevivência, não se pode esquecer que o ser humano é um ser social e a comunicação é mais uma de suas necessidades.
A criatividade aparece como um diferencial para o cuidador que deseja oferecer um algo mais àquela pessoa a qual ele direciona cuidados. Ser criativo é ser flexível, possibilitando a criação de novas estratégias para a promoção do bem-estar do idoso, seu entretenimento e preenchimento do tempo livre de maneira lúdica e saudável.
Ter responsabilidade pelo idoso e pela tarefa executada, além de se comprometer com a dinâmica de cuidados e com a promoção e manutenção de sua qualidade de vida é uma das principais características que o cuidador deve deter (se não for a mais importante).
Espírito de liderança e capacidade de resolução de problemas são características muito esperadas e valorizadas para o trabalho em grupo, e as mesmas também se fazem importantes nas relações de cuidados, já que o cuidador deve saber liderar atitudes e ações, como também precisa permitir ao idoso ser líder de sua própria vida, garantindo ao máximo possível sua autonomia e independência. A resolução de problemas anda paralelo com a flexibilidade e a criatividade, apenas vale a pena ressaltar que o cuidador de idosos, principalmente aqueles portadores de processos demenciais, irá lidar com uma infinidade de novos problemas, até então não imaginados e, portanto, não planejados.
Estar apto para lidar num contexto de limitações, de maneira mais ampla, também é uma característica necessária para o nosso dia a dia, repleto de limitações afetivas, financeiras, interpessoais, físicas, dentre outras. O idoso, assim como pessoas de outras faixas etárias, possui limitações e potencialidades e o bom cuidador consegue, muitas vezes, minimizar estas limitações ou transformar algumas em potencialidades. E quando não é mais possível tomar estes dois tipos de atitude ele convive com a limitação com naturalidade, respeitando os limites da vida e daquele ser humano em particular. Lidar com limitações é ser flexível, criativo, disponível e responsável.
Espero que estas breves reflexões possam ser úteis para o exercício do cuidar.
Luciene C. Miranda
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NÃO VAMOS DEIXAR ESTE NATAL PASSAR EM BRANCO PARA OS NOSSOS IDOSOS DEPENDENTES!
VAMOS FAZER UMA GRANDE CORRENTE DE SOLIDARIEDADE E DE PARTICIPAÇÃO CIVIL, ELEGENDO O DIA 20 DE DEZEMBRO DE 2008, COMO O DIA DO ESFORÇO BRASILEIRO PARA APOIAR O MANIFESTO DA CARTA DE PERNAMBUCO. QUEREMOS QUE TODOS OS NOSSOS LEITORES E SUAS FAMÍLIAS CONSIGAM TODAS AS ASSINATURAS QUE PUDEREM, NESTE DIA 20 DE DEZEMBRO!
Algumas idéias que podem ser realizadas:
SOMENTE A PARTICIPAÇÃO E O APELO DE TODO UM GRANDE SEGMENTO DESTE NOSSO GRANDE PAÍS É QUE FARÁ NOSSOS GOVERNANTES ATENDEREM ESTA CARTA DE PERNAMBUCO, EM FAVOR DOS PORTADORES DE ALZHEIMER E DE SUAS FAMÍLIAS!
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