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Cuidar de Idosos

Publicado em: 19/08/2010

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Problemas de audição no idoso

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Problemas de audição no idoso Problemas de audição no idoso

Problemas de audição no idoso

Com o tempo, nosso organismo passa por um processo geral de envelhecimento e a audição não é uma exceção. O envelhecimento da orelha acomete o sistema auditivo, sendo resultado de vários fatores externos, como exposição a ruídos, nutrição, estresse, uso de medicamentos além de fatores metabólicos e hereditários. A perda progressiva da audição, conhecida como presbiacusia, se dá em função da idade, podendo começar a qualquer momento e é mais comum em pessoas acima de 60 anos.

A presbiacusia é caracterizada por uma perda auditiva lenta, progressiva e bilateral. No início, mais acentuada nas frequências agudas, o que torna a percepção dos sons consonantais (palavras) muito difícil, prejudicando a inteligibilidade da fala. Por isso é comum o idoso apresentar a seguinte queixa: “Ouço, mas não entendo”. Assim, o individuo faz associações das palavras ouvidas com outras semelhantes; também aumenta o volume da televisão, do rádio, além de procurar ficar mais próximo da fonte sonora. A presbiacusia pode também estar acompanhada do incomodo a sons muito altos.

Na população da terceira idade, a deficiência auditiva pode ser a principal queixa na procura pelo atendimento médico, agravando a tendência ao isolamento do indivíduo, o que pode acarretar rejeição social e depressão. O médico otorrinolaringologista após o exame clínico, encaminhará o individuo para o fonoaudiólogo, que realizará a avaliação através de exames do ouvido como, a audiometria tonal, logoaudiometria e imitanciometria, e a partir da história clinica e dos resultados dos exames teremos o diagnóstico.

Nos casos de presbiacusia, a melhor opção é a protetização bilateral (uso de aparelho auditivo), que irá proporcionar uma melhor localização da fonte sonora. Porém, deve-se esclarecer ao paciente que o uso das próteses não proporcionará uma audição normal, já que nesses casos a perda auditiva não tem tratamento. Os aparelhos de amplificação sonora individuais (AASI – aparelhos auditivos) irão amplificar o som, especificamente as frequências afetadas, fazendo com que a audição residual do indivíduo seja mais efetiva. As próteses devem ser selecionadas de acordo com o tipo e o grau da deficiência auditiva, aspectos físicos (como tamanho e forma da orelha, destreza manual), contra-indicações, preferências individuais e avanços tecnológicos.

É importante também tratar paralelamente as alterações metabólicas como o diabetes, alterações hormonais e hipertensão arterial, pois essas doenças aceleram o declínio da função auditiva.

O diagnóstico correto, a seleção e adaptação da prótese são fundamentais para o bom resultado, já que promovem o bem estar, maior segurança, conforto, melhorando da qualidade de vida do idoso.

Carla Linhares Taxini
Discente do 4º ano de Fonoaudiologia – Unesp/Marília SP

Editorial Cuidar de Idosos

- portalcuidardeidosos@gmail.com

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1 comentários em “Problemas de audição no idoso”

  1. Nayara disse:

    Muito bom o assunto e gostei de saber também que reconhecem a importância da fonoaudiologia para o idoso não somente na parte auditiva mas na reabilitação também.

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