Publicado em: 27/08/2008
Olá internautas!
Já que o tema deste blog é “o idoso e sua família” acho que seria interessante discutirmos um pouco sobre o que é uma família e fazer parte de uma.
Segundo o Superdicionário da Língua Portuguesa, família é “marido mulher e filhos, conjunto de pessoas que vivem na mesma casa, descendência, filho ou filha, íntimo, entre parentes, pessoas do mesmo sangue” (Fernandes, Luft e Guimarães, 1999). Assim, entende-se que não somente os “membros de sangue” fazem parte da família, mas também as outras pessoas que pertencem a esta forma de arranjamento, sejam filhos adotivos ou aqueles que se aproximam e permanecem juntos.
Existem as famílias nucleares – as formadas por pai, mãe, filhos e as famílias extensas, que aglomeram vários graus de parentescos como tios, primos, genro, nora, sogro(a), avô(ó), tio(a), primo(a), cunhado(a), etc.
Infelizmente nem sempre as relações familiares são positivas, é comum ocorrerem desavenças, conflitos e diversas situações que podem abalar a dinâmica familiar.
O idoso pertence à sua família nuclear, mas nunca se pode esquecer que por trás desta há uma família extensa, às vezes muito numerosa, à qual ele também pertence. Com o avanço da idade, geralmente as pessoas passam a necessitar de mais cuidados, o que pode forçar a família a se organizar, de modo a atender às necessidades deste familiar que passa a necessitar de mais cuidados que outrora. Infelizmente nestas horas é comum acontecerem conflitos, já que situações novas podem gerar insegurança naqueles envolvidos e muitas vezes é necessário entrar em consenso para se chegar a decisões importantes para a vida do idoso. É sempre bom ressaltar que nestes casos a família toda visa o bem-estar do idoso e conversar com calma, fazendo críticas construtivas e apontando soluções é a melhor alternativa.
Alguns pais, independente de sua faixa etária sentem-se desconfortáveis quando seu(ua) filho(a) decide construir sua família. Podem enxergar a entrada de uma nova pessoa da família como uma ameaça (até porque geralmente após um período chegam os filhos – mais pessoas novas naquela família). Realmente esta situação é delicada. Deve-se sempre lembrar que, um casamento é a união de duas pessoas de famílias diferentes. Cada um traz consigo hábitos, valores, preferências e rotinas provenientes das pessoas que os educou e isto pode causar um certo choque quando forem muito diferentes.
Os pais não devem se sentir abandonados, os filhos estão constituindo sua família, mas eles ainda fazem parte da família que os originou. Adaptar-se a situações novas pode parecer um pouco difícil, mas com amor, compreensão e flexibilidade as coisas começam a caminhar bem. É essencial aceitar o outro como parte da sua família e sentir-se aceito como membro desta família que se inicia: um membro ativo, afetuoso e envolvido. Isto deve partir de ambas as partes, pois viver numa família em harmonia é o que todos desejam.
Boa semana e um grande abraço a todos!
Luciene Correa Miranda
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Natalia, obrigada por participar.
Infelizmente sou de muit longe _ Juiz de Fora/MG
Porém, sempre que quiser pode entrar em contato comigo aqui msm pelo site..
um braço
você mora em araguaina no tocantins?
vc fez uma otima materia
Oi Luciene! É tudo isto que eu acredito, no resgate do sentido família, pois somos fruto desta pessoas que nos geraram e precisamos reviver esta harmonia que está se extnguindo pouco a pouco. Um grande abraço, Heloisa.