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Cuidar de Idosos

Publicado em: 24/05/2010

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O idoso que mora sozinho

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O idoso que mora sozinho O idoso que mora sozinho

O idoso que mora sozinho

Esta é uma situação bastante complexa. Alguns idosos, por decisão pessoal ou por falta de outras alternativas acaba optando por morar sozinho. Isto não é problema quando o idoso é ativo e independente, o problema começa a acontecer quando ele apresenta problemas de saúde que podem dificultar seu dia-a-dia ou mesmo colocá-lo em risco.

Quem são estes idosos que moram sozinhos? Normalmente são viúvos, solteiros, divorciados, sem filhos, que não têm muitos parentes, ou cujos parentes residem em outras cidades. Claro que isto não é uma regra única, também existem outros que possuem família, filhos que residem na mesma cidade, e mesmo assim optam por morarem sozinhos por não abrirem mão de sua casa, de sua privacidade e de seus hábitos, pois julgam não se adaptarem dividindo a moradia com outras pessoas.

Em se tratando de idosos saudáveis ou não, muitas características da moradia podem colocá-los em risco, que pode ser potencializado quando não há outra pessoa em casa para socorrê-lo imediatamente em caso de acidente, como degraus, tapetes, banheiros sem barras de apoio, mesinhas de centro e outros adereços que podem se transformar em riscos potenciais de acidentes domésticos.

Dependendo da situação da saúde do idoso, a realização de tarefas domésticas como lavar, passar, varrer e cozinhar também podem oferecer algum tipo de risco. Neste sentido, o que dizer daqueles idosos (especialmente as senhoras) que mesmo em idade avançada insistem em fazer todo o serviço de casa sem a ajuda de ninguém e se arriscam lavando banheiro, limpando azulejos no alto da cozinha, limpando vidraças? Caso o idoso tenha condições e vontade de realizar tarefas domésticas, é importante estimulá-lo a manter sua autonomia, porém com ressalvas. É essencial que a dona de casa idosa tenha a ajuda de outra pessoa (da família ou uma funcionária doméstica) para realizar as tarefas mais arriscadas e auxiliá-la sempre que precisar.

Caso o idoso comece a apresentar problemas de saúde a presença de outra pessoa na casa torna-se essencial, principalmente se sua condição de saúde implica em risco iminente de morte, como problemas cardiológicos, respiratórios, neurológicos, dentre outros. Também precisa de companhia o idoso com déficit visual, auditivo, problemas de equilíbrio, dificuldades de locomoção, dentre outros. O idoso com demência costuma recusar esta idéia no início, mas a medida que seu grau de comprometimento vai agravando, a família se vê obrigada a intervir, mesmo que o idoso rejeite a idéia inicialmente. No caso do idoso lúcido, porém portador de alguma doença que possa colocá-lo em risco, a situação é ainda mais delicada. Estas pessoas têm condições cognitivas de responder sobre seus atos e a família precisa ter jogo de cintura para convencê-los de que ficar sozinho pode ser um risco potencial à sua saúde. Um médico de confiança pode intervir, conversando com o idoso para mostrar a ele os riscos e as vantagens de ter alguém por perto, mesmo que apenas em alguma parte do dia (quando o idoso for saudável).

Algumas medidas podem auxiliar o idoso que mora sozinho ou passa parte do dia sozinho: Dispor de telefones sem fio, celulares e mantê-los sempre em mãos pela casa; deixar uma luz acesa próxima ao caminho para o banheiro durante a noite; manter agendas nos cômodos da casa com telefones de parentes próximos, do médico, de serviços de atendimento de emergência e de um disque táxi; deixar uma cópia da chave da casa com uma pessoa de confiança, parente ou vizinho; avisar porteiros e vizinhos que mora sozinho e deixar com eles o telefone de parentes, para que possam contatá-los em caso de emergência; deixar receitas médicas sempre à vista para que possam recorrer em caso de emergência; retirar da casa possíveis causadores de acidentes e, mais importante de tudo: o idoso deve reconhecer suas limitações e aceitar a ajuda e a companhia de parentes e amigos que se dispõem a ajudar ou, quando isto for inviável, contratar profissionais de confiança para estarem por perto.

Às vezes é viável que os familiares se revezem para deixar o idoso sempre acompanhado, preservando assim sua moradia, e fazendo com que, de certa forma, o idoso continue residindo sozinho, contando apenas com a presença de “acompanhantes em escala”. Isto resultará na diminuição dos riscos de acidentes e, consequentemente, numa menor preocupação por parte da família.

Luciene C. Miranda

Psicóloga - lucienecm@yahoo.com.br

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5 comentários em “O idoso que mora sozinho”

  1. Maria josé de Menezes disse:

    Olá boa tarde, estou me oferecendo pra cuidar de idosos acamados ou não,em casa ou hospital tenho esperiencia se interessar envie-me um email ,obrigado

  2. Helena disse:

    Preciso de teu auxílio para decidir se vou morar na cidade em que minha mãe reside, pois está idosa,tem 82 anos e mora sozinha, no interior, a 200 Km de onde resido. Tenho 53 anos e resido nesta cidade há 10. Gosto muito daqui, mas não estou nada tranquila com esta situação. Apesar de saber que minha mãe gostaria, imensamente, que eu morasse perto dela, fico muito preocupada comigo naquela cidade e ao mesmo tempo com sentimento de culpa. Tenho problemas de coluna cervical e parece que esta tensão não me deixa melhorar…
    Aguardo retorno,
    Helena

  3. Luciene Miranda disse:

    Admilson, vc fez sua parte, inclusive preocupando-se em reservar um lugar adequado para ele, que possa garantir sua privacidade. Ele já sabe que tem um espaço em sua casa, agora aguarde sua decisão.

  4. Admilson disse:

    Cara amiga,

    Estou passando por uma situação parecida. Convidei meu pai (88 anos) para morar comigo (esposa e duas filhas), ele não aceito, nem prometeu nem pensar. Preparei um espaço para manter a privacidade dele, ou seja, uma suite com porta para dentro de casa e outra para o jardim. Mesmo assim, ele não aceita.

    Tomei uma decisão, estou fazendo minha parte, cabe a ele fazer a dele. Aconselho o mesmo à você.

    Admilson

  5. Maria Beatriz disse:

    Bom dia,

    Sou Beatriz, sou solteira, filha única, 36 anos, auxiliar de enfermagem. Tenho dificuldade de concentração no meu emprego, não estou conseguindo também frequentar um curso técnico que estou matriculada. Não estou conseguindo me cuidar adequadamente. Minha saúde física e esgotamento mental vem prejudicando meu desempenho principalmente no trabalho profissional. Graças a Deus consegui um emprego na minha área de atuação que não lida diretamente com o paciente. Mas mesmo assim, sinto-me frustrada em saber que um dia eu tinha a capacidade de cuidar de tantos pacientes graves com agilidade, prontidão e rapidez apesar do ambiente estressante hospitalar. Trabalhei num hospital de grande porte em são paulo, na unidade de pediatria por dez anos. Nesse serviço pude ser reconhecida pelo meu desempenho, superei muitas dificuldades de início de carreira, próprios da profissão.

    A minha memória está ficando debilitada. Esqueço de nomes de pessoas facilmente. As vezes preciso pedir para as pessoas repetir o que elas precisam falar para mim. Insonia ,irritabilidade e depressão acompanham-me. Ainda bem que tenho muitos amigos e pessoas queridas que me confortam sempre. Eu quero me cuidar e não consigo. Preciso de encontrar um dia para me organizar e reorientar a minha vida.

    Tenho uma preocupação excessiva pela situação do meu pai. Ele tem 76 anos, aposentado da policia civil. Possui depressão severa. com alteração de humor com as pessoas da família. Viuvo. Diabético, Hipertenso e já foi tratado com uma retirada de um tumor de prostata em 2001. Ele ficou revoltado com a morte da minha mãe. Ele não aceitou a minha presença e me rejeitou, chegando a me expulsar de casa em outubro 2010, quando inclusive perdi o emprego em que estava trabalhando. (eu não conseguia trabalhar bem… eu tinha muita irritabilidade e passei mal no horário de serviço, meu corpo não conseguia responder direito.) Hoje eu trabalho num hospital na parte de labotarório.

    Antigamente eu conseguia dirigir bem, hoje eu não consigo pegar no carro. Só sei que meu pai não aceita morar comigo, ele fala que a convivencia é impossível. Não aceita o meu jeito, fala que eu tenho a cabeça fora do lugar por que eu não faço as coisas de casa do jeito que ele quer. Fica controlando o meu caminhar, se entro ou saio do banheiro, se eu abro a janela ou fecho. Não consigo estudar dentro de casa. O tédio e o silêncio sem vida me incomoda o tempo todo… estou chorando… Ele nunca aceitou que eu trouxesse amizades em casa, não aceitou que eu procurasse um relacionamento afetivo. Eu cheguei a namorar um rapaz que gostava dos meus pais, mesmo assim do jeito deles, teve um dia que esse rapaz acompanhou meus pais no hospital, quando minha mãe precisou de ir no pronto socorro. Eu convidei um dia esse rapaz para passar o feriado de final de ano em casa. Por que nós não tinhamos condições fiannceiras de viajar. Foram os últimos dias de namoro. Eu vi que esse moço não ia ser feliz comigo e nem com a minha família. Desisti dele para não contrariar meu pai e nem minha mãe.

    Eu morei com o meu pai e minha mãe até o meus trinta e três anos. Periodos de boa convivência e períodos de convivência dificil. Meu pai e minha mãe viviam sempre discutindo. Minha mãe sofreu muito por que só lavava, passava e cozinhava pra ele. Eu trabalhava, fazia faculdade e estudava muito, não tinha tempo de ficar em casa para fazer os serviços. Sobrecarregava para ela. Isso doia meu coração. Então eu comecei a chamar diaristas que fizessem serviços de limpeza em casa. Deu certo. Depois eu decidi morar com uma amiga de quase vinte anos, acompanhou minha trajetoria de vida. Me ajudou muito emocionalmente me deu muito apoio. E até hoje eu vivo com ela. Ela tem 56 anos.

    Depois da morte da minha maezinha. Eu nem consegui sentir se ela morreu ou não.

    Eu fico muito preocupada com meu pai, quero ajudar ele. As comidas que eu faço ele rejeita e joga fora e preferia buscar fora no bar da esquina. Agora está ficando debilitado. Eu fico de um lado para o outro o tempo todo. Vou visitar ele tres vezes por semana. Ele está precisando de ajuda também. Mas não quer. Falei para o médico dele que até me disse que não adianta eu querer ajudar se ele não quer ajuda. Ele toma os remédios aleatoriamente. Mora num apartamento de escada sem elevador, anda com dificuldade e dirige. MEU DEUS….

    amigos vocês podem me orientar por onde começar…

    Um abraço Beatriz

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