Publicado em: 05/05/2009
Dedico uma grande gratidão à minha mãe, dona Lúcia, pelo amor que me deu na vida, o cuidado e a educação recebida. Somos dois filhos, eu e o Jeter, que é o caçula. De origem humilde, muito trabalhadora, alegre, mulher de fé em Deus e na vida nos criou nos caminhos do bem e da luta diária pela sobrevivência. Exerceu sobre nós muita influência na definição para o trabalho profissional. Nós escolhemos outro rumo. Meu irmão foi para a criação artística e eu para o Serviço Social/Assistente Social.
Minha mãe teve sonhos. O mais desejado era ser professora primária. Criada na roça, no “córrego do ouro”, engoliu a proibição do pai que dizia : estudar não é coisa prá mulher. Com os filhos crescendo, ela antevia a falta das coisas apertando, o lugarejo não oferecia futuro, lá não tinha perspectiva nenhuma de progresso. Quem ficou, parou no tempo. Com a cara e com a coragem mais a determinação taurina de meu pai, mudamos para Juiz de Fora. O ano era 1968. Eu com sete anos, meu irmão com três.
A profissão do nosso pai fez com que ele não participasse da dinâmica familiar. E da nossa educação. Mas tinha também o seu próprio temperamento e modo de comportar em casa com a gente. Viajava muito, e nós ficávamos sem porto seguro, sozinhos com a falta dele. Crescemos assim: com excesso de mãe em nós e a necessidade de ter mais o pai. A mãe sempre foi o feijão, o pai, o sonho. Uma comunicação difícil. Não houve equilíbrio na nossa fonte familiar e fomos para o mundo.
Reprimida em seus desejos de expansão na vida, por um “pai mandão”, minha mãe sobreviveu aos trancos e barrancos, com esforço pessoal e nos deu o estímulo e a crença de que pela aplicação aos estudos poderíamos ser alguém na vida. Agarramos as oportunidades com unhas e dentes. Essa foi a sua maior marca em nós: a disciplina para os estudos, com a impagável afirmação que nos talhou para sempre a alma, “o estudo é a luz da vida”. Sem maiores recursos junto com meu pai(Adalberto), fizeram o que puderam para que nós estudássemos. Desde pequenos estudamos em escolas públicas, se fosse nos dias de hoje, não teríamos chegados à universidade.
Neste dia das mães, quero através da dona Lúcia, agradecer à Deus, pela chance que tivemos de ter nascido dela, e desejar de coração à todas as mães, tudo de bom e muitas felicidades. Um feliz dia das mães!
José Anísio da Silva – Pitico
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Parabéns pra vc e sua mãe, Pitico.. Ah, e parabéns tb pelo artigo de domingo na Tribuna, adorei.. bjos
Por favor, Pitico, dê – por mim – um grande abraço em Dona Lúcia!
Agradeço a ela a leitura desse texto maravilhoso que vc escreveu!
Parabens a vc pelo amor que dedica à sua mãe e que o faz reconhecer a mulher-mãe batalhadora e vitoriosa que tem a seu lado!
Obrigada Dona Lúcia e obrigada Pitico por essa “luz de vida”!
Meu beijo para vcs dois
Parabéns Pitico, pelo reconhecimento à sua mãe
Fiquei viuva ainda muito jovem e criei as filhas assim: estudo, trabalho, união e muito amor
Valeu a pena
E para as mãe, que de fato o são, ser mãe sempre vale a pena e o caminhar dos filhos é nossa real recompensa
Grande abraço
Zulmira