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Publicado em: 08/02/2011

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O dia-a-dia de uma cuidadora familiar

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O dia a dia de uma cuidadora familiar O dia a dia de uma cuidadora familiar

O dia-a-dia de uma cuidadora familiar

Meu nome é Denise Lourenço da Silva, tenho 47 anos e sou casada com  Paulo Cezar, 65 anos. Vou contar como era meu dia-a-dia de cuidadora de minha mãe com Alzheimer durante 8 anos.

Começava às 8 horas da manhã, eu e o Paulo a tirávamos da cama, colocávamos na cadeira higiênica e levávamos para o banheiro. Nesse quarto onde ela ficava, tinha 2 camas, uma dela e a outra onde o Paulo dormia e tomava conta e a virava durante a noite. Eu não dormia com ela, pois não tinha empregada nem cuidadora e no outro dia tinha minhas obrigações domésticas e os cuidados com minha mãe.

Depois do banho, passando sempre em seu corpo um hidratante alternando com óleo de girassol de supermercado, aquele usado em cozinha. Tinha um separado só para ela.

Colocávamos na cadeira de roda e eu a levava para o cômodo da casa em que eu estivesse. Todo dia, eu a dava um mamão papaia e depois uma papinha de café com leite e pão. Às 11:30 era o almoço, como ela não tinha problemas de saúde, comia de tudo. Mesmo ela não lembrando o que gostava de comer, eu procurava fazer esempre conversando, pois a mesma tinha momentos de lucidez.

Às 15:00 era hora de uma vitamina de frutas, sempre variando, e durante todo dia, muita água e suco. Às 17:00 outra papinha de café com leite e pão. Às 19:30 era a última refeição do dia que consistia numa sopinha variada. Fazíamos sua higiene bucal, sua medicação e às 21:00 ela estava pronta para dormir.

A doença avançou muito rápido, um dia tive de interná-la para colocação de uma sonda gástrica, pois ela já não comia mais e estava engasgando. O processo para mim foi muito tranquilo, a alimentação era comprada e introduzida na sonda por meio de equipo, nisso sua cama foi trocada pela hospitalar, pois ela já estava completamente dependente. Mesmo nessas condições, nós sempre a tirávamos da cama e a colocávamos na cadeira de rodas para evitar machucados e descansar do leito.

Deixo um apelo para todos os familiares que tenham doentes dependentes com alzheimer ou não, valorizem seus cuidadores, eles estão ali para fazerem o melhor. Aceitem suas sugestões, eu garanto que o que eles não souberem vão procurar aprender com o médico de seu familiar.

Extraído de: http://afilhadoalzheimer.blogspot.com/

Editorial Cuidar de Idosos

- portalcuidardeidosos@gmail.com

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2 comentários em “O dia-a-dia de uma cuidadora familiar”

  1. Wanice Regina Gobbi Guidon disse:

    Denise, meu nome é Wanice tenho 55 anos, sou casada com Carlos 77 anos que esta com Alzheimer. Meu marido ainda não está em estagio avançado…, mas já é uma criança grande em regressão e pra mim é muito triste. Aprendi a não discordar das suas vontades mesmo nos momentos que ele parece ainda entender os acontecimentos. Trato-o com muito carinho, amor e humor. Também converso muito com ele e tem noites que canto pra ele dormir rsrsrsrsrs é uma das alternativas que uso pra não dar o remédio de dormir, tem noite que da certo e outras deito ao lado dele e ficamos juntos até ele adormecer.(é mais facil do que stressar rsrsrsrs)
    Diferente de você o processo de Alzheimer dele não esta sendo tranquilo por parte de algumas pessoas que não nos apoiam e ainda boicotam o tratamento dele (lamentavelmente), só por Deus mesmo.
    Não vou citar nomes porquê não vale apena, voltando ao fato meu marido sempre foi muito bom pra mim e criou meu filho como se fosse seu, com muito amor enfim foi seu verdadeiro Pai.
    Contei um pouco da minha historia pra você entender como é bom ler a sua, vou copiar e quando me sentir triste vou usa-la como lição de vida.
    Abraços com carinho pra você e seu marido, pelo carinho e dedicação, para com sua mãe e exemplo para nós cuidadores/familiares.
    Wanice
    waniceregina1@ibest.com.br

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