Publicado em: 08/09/2009
Escolhi um verso do nosso Hino Nacional como título para homenagear a celebração do marco da conquista do nosso povo de ser livre para decidir sobre os próprios destinos político, econômico e social neste chão que nos viu nascer. Este solo, que deu sustentação ao nosso berço, que se manteve firme enquanto sobre ele engatinhávamos e nos ampara as quedas desde que ensaiamos os primeiros passos, também nos dá identidade. Este é o nosso pedaço de chão por onde aprendemos a trilhar os caminhos na marcha da vida até o dia em que nos servirá de abrigo para a decomposição de nossos corpos.
Penso na nossa gente e, mais que isso, penso nessa grande massa humana que caminha sobre a Terra agrupando-se nas mais variadas regiões para formar o que reconhecemos como nações. E se de formas diferentes cada nação escreve a sua história de lutas e conquistas, o ser humano com toda a sua peculiar individualidade é sempre igual na força ou fragilidade com que sonha, ama e sofre, seja lá qual for o grupo a que pertença.
Assim como tudo o que existe na Terra e no Cosmos é regido pela Suprema Lei do Universo, assim também nós humanos nascemos livres para amar, viver e morrer com dignidade! Nenhuma lei humana tem poder para modificar, restringir ou vetar a livre fluência da força vital. A dignidade fica por conta do respeito e da humildade com que aprendemos a aceitar e a nos submetermos à limitação natural dessa liberdade a ser usufruída.
Esta breve existência nossa de cada dia, a cada dia deve ser conquistada no campo de batalha pela vida que é demarcado pela semeadura de nossos amores e adubado pelos sonhos de liberdade que acalentamos.
Foi mergulhada nessas reflexões que nas palavras do nosso Vice-Presidente da República, José Alencar em entrevista concedida à revista Veja desta semana , escutei o eco dos meus pensamentos e sentimentos sobre a condição humana que nos irmana e iguala em qualquer esfera da vida. Este mineiro, idoso de 77 anos, há três na luta contra o câncer, nos transmite uma grande lição ao declarar que se sente preparado para a morte sem, no entanto, ter desistido de lutar pela vida.
Ao afirmar que busca viver o seu dia-a-dia de forma plena, revela estar consciente de que nem o melhor médico do mundo é capaz de prever o dia da morte de seu paciente. Ele diz também que a doença o ensinou a ser mais humilde, que percebe ter se tornado uma pessoa muito melhor, que o sofrimento é enriquecedor” e apreende o alento da esperança que transcendendo a matéria acena com a força da espiritualidade ao vislumbrar uma grande razão para não ter medo no momento da morte se há a possibilidade de reencontrar entes queridos, no caso, os falecidos pais.
Independente de credos, de status social ou de poder econômico, no âmago de cada ser há a força de uma sabedoria que extrapola as fronteiras do nosso parco conhecimento. Pensar no nosso direito de viver livremente a vida é também refletir sobre a imensa responsabilidade que implica o exercício desta nossa liberdade.
Nenhuma nação poderá ser livre enquanto indivíduos forem discriminados por raça, credo, sexo, idade ou condição econômica. Nenhuma criança poderá crescer com liberdade, se não lhe forem impingidos os valores básicos da vida no seio de uma estrutura familiar e com garantia de acesso à educação e à saúde. Nenhum idoso poderá viver com dignidade a sua velhice, enquanto as estruturas sociais continuarem cultuando a negação da morte ao forjarem a crença ilusória de uma juventude eterna.
Para que tenhamos em nossa vida mais amores é preciso que cada um nós cidadão do mundo construa os pilares que darão sustentação e limites ao uso da liberdade. Nenhuma política pública ou regime governamental libertará o indivíduo de sua condição humana de nascer, crescer, envelhecer e, em qualquer destas fases, adoecer e morrer.
Pensemos nisso e despojados de todos os preconceitos peguemos as armas da solidariedade, do respeito mútuo e da reverência às Leis da vida para defender a liberdade de existir com dignidade para envelhecer com alegria.
Uma boa semana para todos.
Gracinha Medeiros
Entre no site gravatar.com, crie uma conta e faça o upload da sua foto.
Para inserir este artigo no seu site basta copiar o link abaixo:
© 2012 CUIDAR DE IDOSOS
Olá Rosa Mary e Maria Auxiliadora,
obrigada pela participação de vocês aqui no site. Fico muito feliz em perceber o interesse carinhoso que demonstram sobre a questão dos idosos.
Você, Rosa Mary, pelo que entendi já tem uma longa experiência quanto aos cuidados com os idosos e continua investindo no seu aprimoramento quando buscou fazer o curso. Será um prazer trocar idéias e experiências pois é assim que a gente enriquece nossos conhecimentos e consegue levar mais carinho e conforto a todos que precisarem de ajuda.
Quanto a você, Maria Auxiliadora, procure se informar na sua cidade sobre instituições que ofereçam o curso para cuidador de idoso e/ou inscreva-se para o curso oferecido aqui no site para profissionais e cuidadores de idosos com demência.
Meu grande abraço para vocês duas.
tenho muita vontade de saber mais soubre como ciuida na teotia preciso saber mais o que devo fazer?
Gostei muito do seu hino,concordo plenamente com o colega do comentario anterior ao meu,sou cuidadora amo o que faço e gostaria de aprender muito com voces,leio tudo que tem sobre Alzheimer quero me especializar nesta área, na teoria tenho o curso de cuidadora, mas na prática já trabalho a 10 anos, e gosto muito do que faço. gostaria de sempre que puder trocasse idéias comigo.Obrigada
rosa mary
Leonilson e Rosilea,
Obrigada pela visita e pariticipação de vocês aqui no site. É sempre muito estimulante receber comentários aos temas aqui expostos.
Como vc diz, Leonilson, lutar pelo respeito aos direitos do idoso é também lutar pelo direito de envelhecermos com dignidade e qualidade de vida.
Rosilea, como resido em Salvador-BA não sei lhe informar sobre locais onde vc possa se inscrever para curso de cuidador de idosos aí na sua cidade. Entretanto, aconselho-a a entrar em contato com a ABRAZ – Associação Brasileira de Alzheimer da sua cidade que, com certeza, poderá orientá-la neste sentido. Eis então o endereço eletrônico do site para facilitar a sua procura: http://www.abrazrj.com.br/ Presidente: Eliana da Silva Faria, E-mail: abraz.rj@abraz.org.br, Grupo de Apoio toda 5a. feira do mês, às 19:00 horas – Endereço: Av. Roberto Silveira, 29 Icaraí Niterói – Local: Colégio Abel.
Informações: (0xx21) 2719-5934 ou (0xx21) 2717-6868 .
Um grande abraço
Adorei a materia, muito boa mesmo.
Gostaria de perguntar como encontro um curso de cuidadorde idoso aqui no RJ que tenha um certificado com validade. Obrigada
E temos que luta pelos nossos idosos, nos vamos ser um deles.