Publicado em: 13/07/2009
Um vazio existe.
A morte do meu tio Mário vem e fica.
Recorro às lembranças, as marcas da infância e da adolescência.
Porciúncula é o palco das emoções, dos significados, dos traços e riscos:
o trabalho nos Correios,
a velha companheira bicicleta com garupa,
a pescaria de piaus – quanto orgulho -
a piada inocente para colorir o ambiente,
a fé em Deus na retribuição por uma nova vida,
o tom cordato na relação familiar,
o avô-criança que se entrega aos netos.
No Natal, era ele quem colocava seriedade na reunião familiar.
No espírito, a presença de quem aprendeu a valorizar a vida.
A minha homenagem.
José Anísio da Silva – Pitico
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