Publicado em: 23/06/2008
Existem variações significativas relacionadas ao estado de saúde, autonomia e níveis de independência entre pessoas idosas que possuem a mesma idade. Como veremos na imagem abaixo, são vários os determinantes de um envelhecimento ativo, que podem levar uma pessoa idosa à independência e a autonomia, bem como podem tornar também este idoso, uma pessoa dependente.
O termo envelhecimento ativo foi adotado pela Organização Mundial da Saúde no final dos anos 90. Procura transmitir uma mensagem mais abrangente do que envelhecimento saudável, e reconhecer, além dos cuidados com a saúde, outros fatores que afetam o modo como osindivíduos e as populações envelhecem (Kalache e Kickbusch, 1997).
Mostraremos abaixo, segundo cada determinante do quadro acima, o que cada pessoa, grupos ou países (no âmbito social e político), podem fazer para buscar um envelhecimento ativo:
Para promover o envelhecimento ativo, os sistemas de saúde necessitam ter uma perspectiva de curso de vida que vise à promoção da saúde, prevenção de doenças e acesso eqüitativo a cuidado primário e de longo prazo de qualidade.
A adoção de estilos de vida saudáveis e a participação ativa no cuidado da própria saúde são importantes em todos os estágios da vida. Um dos mitos do envelhecimento é que é tarde demais para se adotar esses estilos nos últimos anos de vida. Pelo contrário, o envolvimento em atividades físicas adequadas, alimentação saudável, a abstinência do fumo e do álcool, e fazer uso de medicamentos sabiamente podem prevenir doenças e o declínio funcional, aumentar a longevidade e a qualidade de vida do indivíduo.
Ambientes físicos adequados à idade podem representar a diferença entre a independência e a dependência para todos os indivíduos, mas especialmente para aqueles em processo de envelhecimento. Por exemplo, pessoas idosas que moram em ambientes ou áreas de risco com múltiplas barreiras físicas saem, provavelmente, com menos freqüência, e, por isto, estão mais propensas ao isolamento, depressão, menor preparo físico e mais problemas de mobilidade.
Três aspectos do ambiente econômico têm um efeito particularmente relevante sobre o envelhecimento ativo: a renda, o trabalho, e a proteção social. Está demonstrado que o idoso que apresenta melhor renda, melhor aposentadoria, tem condições de se alimentar melhor, de comprar os melhores medicamentos que lhe são prescrito e usar esta renda para uma melhor qualidade de vida, tanto social, quanto de saúde. O trabalho, mesmo após a aposentadoria, mesmo que voluntário, faz do idoso uma pessoa produtiva, esbanjando experiência, com reflexos diretos na saúde mental e física.
Apoio social, oportunidades de educação e aprendizagem permanente, paz, e proteção contra a violência e maus-tratos são fatores essenciais do ambiente social que estimulam a saúde, participação e segurança, à medida que as pessoas envelhecem. Solidão, isolamento social, analfabetismo e falta de educação, maus tratos e exposição a situações de conflito aumentam muito os riscos de deficiências e morte precoce.
Idoso Dependente
Dependência é um estado no qual um indivíduo confia em outro (ou em outros) para ajudá-lo a alcançar necessidades previamente reconhecidas. A dependência, ao contrário do que muitas vezes se possa pensar, não é um atributo exclusivo da velhice, podendo ser constatada ao longo do processo evolutivo do ser humano. Ao nascer, o bebê mantém uma relação de dependência com a mãe e as demais pessoas que o cercam, relação que vai diminuindo, gradativamente à medida que cresce, dando lugar à competência. Na idade adulta esse mesmo ser, agindo por vontade própria, de forma independente, na grande maioria de seus atos ou realizações, apresenta um grau de dependência muito pequeno em relação aos outros adultos. Na velhice, esse processo de dependência reaparece, por conta do processo fisiológico do envelhecimento, e se manifesta, com maior intensidade e freqüência, pela ocorrência de doenças e condições adversas, tais como pobreza, fome, maus tratos, abandono…
Existem variados graus de dependência, entre os idosos:
Baixa dependência: onde os idosos são somente supervisionados em todas as suas tarefas e atividades de vida diária. Muitas vezes, são idosos saudáveis, mas de idade bastante avançada.
Média dependência: os idosos, aqui, encontram-se numa situação em que necessitam não só de supervisão, mas também de ajuda efetiva de cuidador, no desempenho de algumas atividades básicas, como tomar banho, tomar medicamentos, cuidar de suas finanças, ir ao médico, etc. São os idosos que apresentam alguma deficiência ou doença, tais como osteoartrose importante, patologias cardíacas, déficit visual ou auditivo, etc.
Elevada dependência: os idosos com elevada dependência necessitam diariamente do auxílio intensivo de cuidadores, não tendo capacidade para desempenhar mais qualquer tipo de atividades de vida diária (AVD). São os idosos já com um processo avançado de doenças incapacitantes, como as demências, a doença de Parkinson, as neoplasias. Normalmente, estão restritos ao leito e à cadeira, tem dificuldades cognitivas sérias e apresentam descontrole esfincteriano (incontinência urinária e fecal).
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Interessante as informações dada p Dr Marçio, sou tec em infermagem na rede pública e busco muito sobre idosos pois trabalho c eles na unidade e essas informaçoes me ajuda a trata los melhor!!
será q o idoso é ealmente respeitado ?
pq as pessoas ñ respeitam mais os idosos/
Desculpe-me, mas esqueci de comentar que, ao ler o artigo acima, reconheci a situação de meu pai como sendo a de um idoso com “Elevada dependência”, inclusive necessitando de outros para que seja feita sua higiene,(banho…) e faz uso de fraldas. Mais uma vez, obrigada!!!
Olá, estou com um grave problema com relação ao meu pai. O mesmo, que tem 84 anos, encontra-se bastante doente (Mal de Parkinson, Diabetes) sendo necessário cuidados 24 horas, inclusive já atestado isso por médico. Ocorre, que a sua companheira, uma senhora com 75 anos, que apesar da sua idade, é uma pessoa bastante ativa, lúcida e com boa saúde, mas que, como qualquer outra pessoa, independente de ser ou não jovem e saudável, não tem condições físicas nem psicológicas para cumprir esssa tarefa sózinha. Mas meu pai, que ainda encontra-se lúcido, apesar de ter deficiência visual e auditiva, se nega a pagar uma pessoa para dividir esta tão estafante tarefa, alegando que não tem condições financeiras de pagar uma pessoa para isso. Porém, isso não procede, pois o mesmo tem renda suficiente, moradia própria, mas por ser uma pessoa um tanto “sovina”, nega-se a aceitar que seja contratado um cuidador para ajudar sua companheira. Por favor, gostaria de saber como posso proceder nessa situação. Seria o caso da companheira do meu pai, poder procurar ajuda jurídica para resolver esse problema? Desde já agradeço.
Estou com um problemao, minha irma tem 79 anois e tem alzheimer(inicio), mas nao sei o que fazer, ela mora com minha filha que nao tem noçao do que é nem paciencia,ela ta muito agreciva e nervosa, nao quer tomar os remedio pois diz que queremos envenena-la, ela e muito dificil de se cuidar, pois e muito ranzinza, ela me odeia, gostaria de cuidar dela, mas o que faço? me ajudem e me respondam por favor,ela nao tem ninguem alem de mim e minha filha.
Olá! gostaria de obter informaçõe sobre alzheimer,a minha mãe tem 85 anos,meses atrás ela ficou inconsciente quando retornou não lembrava de nada que tinha acontecido,a minha cidade é pequena não temos recurso nenhum na area da saude,levamos ao postinho de saude o unico medico sem recurso nenhum
só informou que poderia ser a má circulação,so que esta acontecendo com frequencia questoes de minutos ela volta ao normal.Eu li um pouco sobre alzheimer chequei a conclusão que poderia ser alzheimer.
Olá tudo bem?
Não sou o profissional indicado,mas deixarei meu comentário repassando o que aprendi.Você está certa em voltar a estudar pois,um pequeno percentual de pessoas com doença de Alzheimer(DA) tem baixa escolaridade,outro menor ainda relativo a hereditariedade e outros como traumatismo craniano grave e idade avançada.Se invertermos o 1º fator de risco (baixa escolaridade) ,já estaremos protegendo nosso cérebro por um bom tempo.Também existem exames iniciais que podem ajudar a identificar o D.A.Estes deverão ser aplicados por um clínico-geriatra ou outro profissional especializado em neurologia.Espero ter ajudado e boa sorte.Marisa,Prf.Ed.Física especialização em Geriatria e Gerontologia
Gosto muito dessas informaçoes sobre o alzaime porque tenho histórico na familia dessa doença, meu pai sofre desse mal e a irmã dele também sofria, me preocupa saber que posso vir a desenvolver esse mal , por esse motivo voltei a estudar para com isso tentar deixar a mente em constante funcionamento.tenho 53 anos e gostaria de saber se tem algum exame específico para detectar com antecedencia se eu estou desenvolvendo a doença