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Publicado em: 04/07/2010

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Grupos de ajuda mútua

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Grupos de ajuda mútua Grupos de ajuda mútua

Grupos de ajuda mútua

Em artigos anteriores, já mencionei a importância deste tipo de grupos para o cuidador de idosos e para o próprio idoso que, indiretamente, se beneficia muito com esta experiência. Hoje, o artigo visará aprofundar um pouco mais a questão dos grupos de ajuda mútua como, por exemplo, da ABRAz, AMIPAR (Associação Amigos do Parkinson), dentre outras instituições. Procure se informar sobre a existência de grupos em sua cidade, já que muitos são pouco freqüentados porque as pessoas não sabem que eles existem nem quando e aonde funcionam. Normalmente, são abertos ao público.

O que acontece nestes grupos? Acontecem reuniões periódicas (mensais, quinzenais, semanais, ou em outra periodicidade) com a participação de cuidadores familiares, cuidadores de idosos profissionais e profissionais multidisciplinares como geriatras, psicólogos, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, assistentes sociais, fonoaudiólogos, dentre outros que podem auxiliar idosos e familiares. Estes profissionais podem ser voluntários, afiliados a associações sem fins lucrativos, funcionários de órgãos de saúde pública ou mesmo profissionais particulares que atuam com esta finalidade.

Segundo Neri e Carvalho (2002), são três as finalidades destes grupos:

  1. Ajudar e apoiar os membros a superar os acontecimentos vitais estressantes: Na ABRAZ, por exemplo, as reuniões são voltadas para o cuidador do portador da Doença de Alzheimer. Neste sentido os profissionais e os demais cuidadores estão sempre prontos a auxiliar familiares que se encontram desesperançosos e com medo em relação à doença, tristes pelo diagnóstico ou pela perda de algum familiar que foi vítima da doença.
  2. Promover a troca de informações: Esta é uma parte muito importante. As reuniões são veículos de informações essenciais à qualidade de vida do idoso e do cuidador. Cada profissional expõe o problema e sugere possíveis soluções a partir da sua área de atuação. Sabe-se que o cuidador bem informado tem melhores condições de proporcionar cuidados de qualidade ao idoso dependente. Ao mesmo tempo, ele também pode aprender a evitar a sobrecarga e o estresse – eventos que infelizmente podem fazer parte da rotina do cuidador, influenciar negativamente em sua qualidade de vida e, consequentemente, na do idoso assistido por ele.
  3. Ensinar novos procedimentos relacionados ao cuidado a partir da experiência de outros cuidadores que também já passaram pela mesma situação. Não é espaço apenas para a transmissão de informações de profissionais para leigos. O objetivo maior é a troca de informações, independente de ser um profissional ou um familiar, um pode aprender com a experiência do colega. A partir do relato de situações já vividas por outros integrantes do grupo o familiar pode aprender o que fazer quando estiver na mesma situação e, principalmente, o que nunca fazer em determinados casos. Às vezes aprendemos melhor situações deste tipo pela via da prática, não somente pela teoria.

Normalmente, as reuniões são direcionadas para o cuidador, para que ele possa perceber de perto que outras pessoas passam pela mesma situação que eles, além de receberem informações que podem auxiliar no convívio com o portador. Ocorre também a distribuição de informativos impressos, os quais os cuidadores podem ler, aprender e depois repassá-los a outras pessoas que também podem se beneficiar de seu conteúdo.

Perceber que não está sozinho, que outras pessoas também passam por situações parecidas ou ainda mais difíceis ajuda o cuidador a enfrentar os desafios de cada dia. Ele pode perceber, na prática, que quando algum profissional fala que certas reações não são do portador, mas sim da doença é uma grande verdade. Em momentos em que geralmente ocorre um afastamento dos parentes e dos amigos o cuidador pode desenvolver laços de amizade com pessoas que passam pelas mesmas situações e este suporte social, esta sensação de acolhimento, podem garantir mais forças a ele.

Uma vez, uma cuidadora me disse que não freqüenta estes grupos, pois acredita que se sentiria mal escutando relatos assustadores. O que vocês acham? Eu acredito que não. A realidade pode mesmo ser muito dura em certas situações, mas a sensação de não estar sozinho, de não ser o único que passa por isso e de saber o que está acontecendo e como agir pode ser um grande apoio nas horas difíceis.

Infelizmente, nem todos os cuidadores têm condições de se ausentar de casa para comparecerem às reuniões. Pensando nisso, iniciativas como a do nosso site procuram trazer informação a idosos e cuidadores, além de funcionarem como canais de interação entre idosos, cuidadores e profissionais da gerontologia, da mesma forma que acontece nas reuniões presenciais, com a vantagem disso poder acontecer na melhor hora para o cuidador.

Luciene C. Miranda

Psicóloga - lucienecm@yahoo.com.br

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10 comentários em “Grupos de ajuda mútua”

  1. Luciene Miranda disse:

    Magda, obrigada por sua contribuição.

  2. Magda Consalter disse:

    bom dia quero apenas enltecer vosso artigo, pois psicologa e participo da Associção de Parkinson de Araranguá, como voluntário e posso perceber bem a evolução dos portadores de Pk ao entrarem para o grupo de apoio, ali eles encontram acalento e recebem informações qto sua doença nao mais sentindo-se sozinho e desemparado, por isso creio ser de grande valia os grupos de apoio.Magda Consalter psicologa

  3. Maria Helena disse:

    Moro em Sapopemba Doutor, SP.
    Abraços fraternos

  4. Maria Helena, qual é a sua cidade?

  5. Luciene Miranda disse:

    Maria Helena, oriente-se com o médico dele se em sua cidade existe algum desses grupos, o que pode te ajudar bastante.

  6. Maria Helena disse:

    Meu pai é avecevado, vários avcs, me sinto perdida em cuidar dele, hoje acamado…..gostaria de participar de uma dessas reuniões como faço?

  7. Obrigada, Jocilene!
    De vez em qdo vc consegue aproveitar nossos artigos para as reuniões do grupo de vcs, não é msm? Fico mto feliz por poder ajudá-los msm de longe.
    Um abraço

  8. Jocilene Ferreira Dias disse:

    Muito bom este artigo, será tema da reunião da ABRAZ sub-regional Campos dos Goytacazes.
    Obrigado por existirem.
    Sou enfermeiro do CDA Campos dos Goytacazes RJ

  9. Maria, obrigada por sua participação. É sempre bom termos contato com a opinião e a realidade dos cuidadores de idosos de nosso Brasil. Um abraço

  10. Maria Santos disse:

    Trabalho muito bonito realizado por este grupo, é interesante que a preocupação não se limita apenas no idoso, mais abrange a familia e os cuidadores , muintas vezes a familia se sente limitada para ajudar o portador de Parkison , mediante está situação surge o extrese, o descontentamento , e por último casa de reposo,
    fazendo com que os idosos sintam solitário .Este trabalho tem o obejetivo de fazer
    com que o portador de Parkson sintan-se amado pela familia . Quanto ao relato desta cuidadora também não aceito ,o cotidiano nos sufoca com tantas relatos que nos asusta, e nos impõe a conviver no meio de tantas turbulência. Quando observamos esta matéria nos faz esquecer de nos mesmas , e se esforçar para ser mais um a ser solidario para levar alegria , atenção AMOR

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