Publicado em: 01/01/2009
Estou atrasado na remessa do artigo. Tenho como compromisso a sua produção. Faço com prazer. A combinação é de que toda semana seja renovado. Ou seja: um novo assunto, um novo tema deve ser apresentado à vocês, leitores internautas do portal. É como se o nosso encontro se desse sempre no início de cada semana. Demorei para escrever o próximo. Não é por falta de assunto. Sinto falta da sua participação. Da sua opinião sobre o que você está lendo. De você se comunicar comigo. O espaço verdadeiramente não é meu. É nosso. Não deixe de fazer seus comentários. Sugerir algum assunto para a gente tentar desenvolver. Começo escrever sobre um determinado assunto, quando percebo, largo o mesmo e parto para um outro. Então são vários posts incompletos. Colcha de retalhos.
Qual é o tema desse artigo? Não sei. Natal? Já falei. Fim de ano? Não sinto renovação nas palavras, nas mensagens. Muito comercial. Eu mesmo pouco mudei no ano de 2008. Repeti muita coisa em mim. Pensei as mesmas coisas de janeiro à dezembro. Fazer o quê? Tentar de novo. Treinar mais. Uma coisa é certa: entra ano e sai ano, os idosos continuam precisando de atenção pública. O novo governo começa hoje. Eu continuarei envolvido com o trabalho social do envelhecimento. Interessado na Gerontologia e no Serviço Social. Até por causa própria. Quero construir uma boa velhice. Continuarei desejando sensibilizar a comunidade para a prática de solidariedade com os idosos. Continuarei acreditando que os idosos- sobretudo- os autônomos e independentes – podem colaborar na construção de uma cidade mais solidária e justa socialmente.
Quero agradecer ao doutor Márcio Borges pelo convite de fazer parte do portal como blogueiro. Lá se vão 05 meses de comunicação. Esse é o post de número 20. Quero cumprimentar e parabenizar todos os colegas de empreitada pela participação aqui no cuidar de idosos.
Desejo à todos os leitores um Feliz Ano Novo. De muitas realizações pessoais e profissionais, mesmo aquelas que não são remuneradas: cuidar da vida!
Muitas alegrias. Precisamos demais da generosidade, da gentileza nos nossos atos corriqueiros. Muito obrigado pela atenção de todos. E até a próxima. Tenham bons pensamentos em 2009. E que Deus nos abençõe. Forte abraço!
Pitico
CARTA DE PERNAMBUCO - Estamos fazendo uma ampla campanha para colher assinaturas eletrônicas de apoio à CARTA DE PERNAMBUCO. , que será entregue à todas autoridades políticas e aos gestores de saúde de todo o Brasil, acerca das reinvidicações contidas e que é o anseio de todos os segmentos ligados à questões das demências.
Será muito simples a sua participação e apoio eletrônico. É só preencher o pequeno formulário abaixo, dando seu nome, seu e-mail, sua cidade-estado e, finalmente, qualquer consideração que queira fazer sobre a CARTA DE PERNAMBUCO. Mande a sua participação! Diariamente, daremos o placar das participações e do apoio de todos vocês, internautas brasileiros! Queremos chegar a, pelo menos, CEM MIL ASSINATURAS ELETRÔNICAS!
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© 2012 CUIDAR DE IDOSOS
Olá Pitico,
tenho sido uma leitora assídua dos seus artigos e dos outros colaboradores deste portal.
Ao ler seu texto hoje me toquei e mais que depressa quero me redimir da minha condição de leitora silenciosa. Talvez por ter produzido também tantos textos que findam guardados em meus arquivos como que pedindo para serem lidos por alguém, suas palavras me tocaram e aqui estou eu tentando transmitir minhas idéias.
Sou também, dentro do meu estreito círculo de relacionamentos, alguém que tenta fazer um trabalho de formiguinha para sensibilizar as pessoas quanto à questão dos idosos em nossa sociedade tão carente de informações, recursos e de uma educação mais saudável voltada para a VIDA em todas as áreas e em todas as camadas sociais.
Na qualidade de curadora e cuidadora de minha mãe, hoje com 94 anos e acompanhada já há 5 anos pelo neurologista por apresentar as características peculiares do Alzheimer, por incrível que pareça, a minha batalha mais árdua e exaustiva tem sido labutar por uma maior compreensão e sensibilização das pessoas dentre familiares, amigos e prestadores de serviços domésticos, de acompanhamento domiciliar, a lidarem não só com a questão demencial mas também com a do envelhecimento.
Com a minha mãe apesar das noites insone, dos constantes e incessantes estímulos para que mantenha, enquanto puder, a pequena autonomia do que ainda é capaz de fazer por si só é uma bênção e uma alegria imensa vê-la ainda mantendo a força de sua auto-estima, de ainda locomover-se com as próprias pernas e de tentar se comunicar conosco mesmo com frases entrecortadas ou balbuciando palavras/sons desprovidos de sentido.
Nesses últimos cinco anos o que mais evidente se torna é a ausência das pessoas, ou seja, familiares e amigos são personagens raros nas nossas relações. Creio ser este um bom tema para seu próximo texto: os idosos dentro do seu contexto familiar e das relações sociais.
Por isso, não desanime e continue produzindo seus artigos, mesmo que não receba retornos, pois tenho certeza de que há muitos leitores silenciosos como eu, que se fortalecem com as suas palavras e informações.
Um abraço,
Gracinha Medeiros