Publicado em: 23/11/2008
Prezados Internautas,
Foi com muita satisfação que li o artigo intitulado “O que fizemos, neste ano que termina“, suas notícias promissoras sobre o site (e, conseqüentemente, boas novas para idosos, familiares, cuidadores e profissionais) nele divulgadas. 2009 já está chegando, próximo ao seu pôr do sol e nesta época é comum refletirmos sobre nossas ações no ano anterior, ao mesmo tempo em que projetamos para o futuro ano que se inicia nossas expectativas, desejos e metas de curto e longo prazo. Também não devemos nos esquecer de dar continuidade àqueles projetos importantes iniciados em 2008 ou anteriormente e acredito que, para muito de vocês, um destes projetos será continuar a cuidar de um familiar idoso com carinho e respeito. Espero que a visita e a participação aqui no Cuidar de Idosos também sejam mantidas!
Praticamente no mesmo instante em que me deparei com este artigo no nosso site, fui navegar em outros sites e me deparei com a notícia: “Brasil terá 40% dos idosos da América Latina em 2025″. Esta manchete me chamou muito a atenção, pois se trata de um percentual muito significativo, projetado a um intervalo de tempo relativamente curto. Acredito que nesta data muitos dos leitores daqui já estarão fazendo parte desta estimativa, ou então estarão cuidando de um familiar idoso, o que reforça a importância deste fato.
A notícia faz referência a um Seminário sobre Psicologia e Envelhecimento realizado nesta semana em Brasília. Uma das principais questões levantadas no evento foi pensar se o país e a gerontologia estão preparados para receber um contingente crescente de idosos. Faz-se necessária a elaboração de políticas públicas que garantam a segurança, a saúde e o bem-estar ao idoso, independente de seu estado clínico. A Carta de Pernambuco é exatamente um apelo para a criação destas políticas que poderão beneficiar nossos familiares e porque não nós mesmos, no futuro.
Outro fator importante destacado no texto foi a verificação de uma diminuição do número de idosos cuidados em domicílio, devido ao aumento da participação feminina no mercado de trabalho. Penso na seguinte questão: o país e os profissionais da área da gerontologia realmente precisam estar qualificados para lidar com esta demanda de idosos; porém, mais uma importante instituição deve estar preparada para cuidar e acolher idosos: A FAMÍLIA. Sim. Se a família não se preparar para receber e conviver seus membros mais idosos, torna-se ainda mais difícil cobrar um atendimento de qualidade de profissionais da esfera pública ou privada.
Uma família é um conjunto de pessoas que mantém um estreito vínculo entre seus membros (seja de cosangüinidade ou mesmo de afeto) no decorrer de seu curso de vida. Ou seja, os familiares estabelecem relações de cuidado entre si independente de sexo, classe social ou idade de seus membros, pois normalmente costumamos cuidar das pessoas e das coisas às quais temos afeto. Os profissionais da gerontologia precisam, sem dúvida, se especializar para atender às demandas diferenciadas do processo de envelhecimento, porém a responsabilidade da família é ainda maior.
“Penso na seguinte questão: o país e os profissionais da área da gerontologia realmente precisam estar qualificados para lidar com esta demanda de idosos; porém, mais uma importante instituição deve estar preparada para cuidar e acolher idosos: A FAMÍLIA.”
Uma questão interessante que tem sido levantada nos meios acadêmicos sobre envelhecimento na atualidade é a da intergeratividade, ou seja, o estabelecimento de relações interpessoais entre diferentes gerações. A família é local característico para a ocorrência de relações entre avós, pais, filhos, netos, bisnetos, etc – além do que o final de ano geralmente é marcado por reuniões familiares com o intuito de aproximar os membros da família. Talvez devêssemos não esperar apenas esta data para reunirmos aqueles que amamos, sadios ou dependentes, estar juntos de quem amamos é muito bom para todos os membros da família. Da mesma forma, após o término das festas de final de ano, o espírito de amor e união necessita ser cultivado por todos os dias, independente de festas e datas especiais. Ao invés de separarmos pessoas por suas épocas de nascimento, estamos assim possibilitando a troca de informações, experiências, sabedoria e, principalmente, de afeto, essencial para todas as idades.
A partir destas breves reflexões, faço um convite para que cada um de nós reflita o que pode fazer, seja como familiar ou profissional, para garantir qualidade de vida para um idoso atualmente ou no futuro. Será que já não é hora de começarmos? Penso que a convivência virtual proporcionada aqui no site – a qual eu creio que seja mesmo intergeracional – já nos proporcione subsídios para prepararmos a lidar com um Brasil em processo de envelhecimento populacional.
Uma boa semana a todos!
Luciene C. Miranda
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NÃO VAMOS DEIXAR ESTE NATAL PASSAR EM BRANCO PARA OS NOSSOS IDOSOS DEPENDENTES!
VAMOS FAZER UMA GRANDE CORRENTE DE SOLIDARIEDADE E DE PARTICIPAÇÃO CIVIL, ELEGENDO O DIA 20 DE DEZEMBRO DE 2008, COMO O DIA DO ESFORÇO BRASILEIRO PARA APOIAR O MANIFESTO DA CARTA DE PERNAMBUCO. QUEREMOS QUE TODOS OS NOSSOS LEITORES E SUAS FAMÍLIAS CONSIGAM TODAS AS ASSINATURAS QUE PUDEREM, NESTE DIA 20 DE DEZEMBRO!
Algumas idéias que podem ser realizadas:
SOMENTE A PARTICIPAÇÃO E O APELO DE TODO UM GRANDE SEGMENTO DESTE NOSSO GRANDE PAÍS É QUE FARÁ NOSSOS GOVERNANTES ATENDEREM ESTA CARTA DE PERNAMBUCO, EM FAVOR DOS PORTADORES DE ALZHEIMER E DE SUAS FAMÍLIAS!
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