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Cuidar de Idosos

Publicado em: 25/08/2011

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Credo do cuidador familiar

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Credo do cuidador familiar Credo do cuidador familiar

Credo do cuidador familiar

Cuidar de seu pai doente, de sua mãe, de sua avó ou de seu marido poderá ser não somente uma realidade que a vida nos proporciona, mas poderá ser também uma imposição ou mesmo um grande sacrifício. Ninguém se prepara para ser cuidador familiar, simplesmente acontece. Assim, o Credo do Cuidador Familiar deverá nortear o seu trabalho, mostrando todas as demandas e as dificuldades que encontrará, ciente de suas possibilidades, expectativas e aspirações. Você ficará melhor consigo mesmo e poderá auxiliar e amar mais o idoso que cuida. Leia-o com atenção e grave-o em seu coração:

  • Eu cuido muito bem de mim. Se não estou em boas condições de saúde física e psicológica, não poderei cuidar da pessoa idosa .
  • Eu aceito que cuidar de idoso envolve uma grande variedade de emoções, da raiva à alegria, do ressentimento à compaixão.
  • Eu aceito que os meus sentimentos, em relação ao idoso que cuido, não estão certos nem errados. Simplesmente, são tão naturais e inevitáveis como o ato de respirar.
  • Eu tenho o direito de receber consideração, afeto, perdão e aceitação do idoso que cuido, enquanto eu ofereço também estas qualidades em troca.
  • Eu devo pedir e aceitar ajuda de outras pessoas. Eu envolverei a minha família, os meus amigos e a comunidade no acompanhamento do idoso que cuido. Sei que não é minha função cuidar de tudo e fazer tudo sozinho.
  • Eu procuro sempre informações que podem ajudar-me como um cuidador. Eu reconheço que a informação é poder. Também reconheço que, quanto mais capacitação e informação eu obter, melhor será o cuidado com o idoso.
  • Eu respeito as preferências e as decisões do idoso que estou cuidando. Eu ofereço ao idoso a dignidade, o carinho e cortesia que eu gostaria de receber, se a situação se invertesse. Eu tenho o direito de rejeitar qualquer tentativa do idoso (consciente ou inconsciente) para manipular-me através de culpa, raiva ou depressão.
  • Reconheço que a mudança – para bem ou para mal – é uma parte natural do processo de cuidar de um idoso. Eu me mantenho flexível e aberto à mudanças.
  • Eu celebro os pequenos êxitos e me permito lamentar as decepções. Eu compartilho os meus sentimentos com aquelas pessoas em quem confio.
  • Estou consciente de minhas próprias necessidades e de resguardar os meus direitos como um cuidador. Eu não permito que a minha função de cuidador possa atrapalhar outros aspectos da minha vida.
  • Eu me perdôo pelos meus defeitos e felicito-me pelo esforço e amor que eu coloquei no meu trabalho de cuidador de meu idoso querido e amado.

Adaptado de: http://careliving.net/creed.aspx

Márcio Borges

Geriatra - marcioborges@cuidardeidosos.com.br

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3 comentários em “Credo do cuidador familiar”

  1. Tanely Porto disse:

    Minha mãe já estava com suspeitas do Alzheimer, hoje na consulta, com vários exames, o médico detectou essa doença, conversei com minha irmã e chorei muito. Ler informações sérias com essas nos dá mais conforto.

  2. Paula Rosane disse:

    Muito a refletir. Parabéns ao texto e ao comentario da Rosangela.

  3. ROSÂNGELA DA ROCHA BARROS disse:

    Grande idéia!!!!

    muitos idosos estariam mais felizes com certeza!!

    NÃO DEIXEM DE LER .

    UMA IDÉIA A EXPLORAR?

    Vamos colocar nossos idosos nas cadeias e o delinquentes fechados nas ”casas de repouso”.

    -Desta maneira, os idosos teriam todos os dias acesso a um ducha, lazer, passeios.
    -Não teriam necessidade de fazer comida, fazer compras, lavar a louça, arrumar a casa, lavar roupa etc.
    -Teriam medicamentos e assistência médica regular e gratuita.
    -Estariam permanentemente acompanhados.
    -Teriam refeições quentes e a toda hora.
    -Não teriam que pagar pelo seu alojamento.
    -Teriam direito a vigilância permanente por vídeo e receberiam assistência imediata em caso de acidente ou emergência sem qualquer pagamento.
    -Suas camas seriam mudadas duas vezes por semana e a roupa lavada e passada com regularidade.
    -Um guarda visitá-los-ia a cada 20 minutos e levar-lhes-ia a correspondência diretamente em mão.
    -Teriam um local pra receberem a família ou outras visitas.
    -Teriam acesso a uma biblioteca, sala de exercícios e terapia física / espiritual.
    -Seriam encorajados a arranjar terapias ocupacionais adequadas, com formadorer, instalações e equipamento gratuitos.
    -Ser-lhes-ia fornecido gratuitamente roupas e produtos de higiene pessoal.
    -Teriam assistência jurídica gratuita.
    -Viveriam numa habitação privada e segura, com um pátio para convívio e exercícios.
    -Acesso a leitura, computador, televisão, rádio, celulares e chamadas telefonicas na rede fixa.
    -Teriam um secretariado de apoio, e ainda Psicólogos, Assistentes Sociais, Políticos, Televisões, Anistia Internacional, etc., disponíveis para escutarem as suas queixas.
    -O secretariado e os guardas seriam obrigados a respeitar um rigoroso código de conduta, sob pena de serem duramente penalizados.
    -Ser-lhes-iam reconhecidos todos os direitos humanos internacionalmente convencionados e subscritos.

    Por outro lado, nas casas dos idosos:
    -Os delinquentes viveriam numa pequena habitação com obras feitas há mais de 50 anos.
    -Teriam que confeccionar a sua comida e comê-la muitas vezes fria e fora de horas.
    -Teriam que tratar da sua roupa.
    -Viveriam sós e sem vigilância.
    -Esquecer-se-iam de comer e de tomar os medicamentos e não teriam ninguém que os ajudasse.
    -De vez em quando seriam vigarizados, assaltados ou até violados.
    -Se morressem, poderiam ficar anos, até alguém os encontrar.
    -As instituições e os políticos não lhes dariam qualquer importância ou assistencia.
    -Morreriam após anos à espera de uma consulta médica ou de uma operação cirúrgica.
    -Não teriam ninguém a quem se queixar.
    -Tomariam um banho de 15 em 15 dias, sujeitando-se a não haver água quente ou a caírem na banheira velha.
    -Passariam frio no Inverno porque não teriam aquecimento.
    -O entretenimento diário consistiria em ver telenovelas.

    Digam se desta forma não haveria mais justiça para todos e os contribuintes agradeceriam?

    Reflitam e façam circular esta idéia.

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