Publicado em: 04/08/2010

Ambiente físico e autonomia
Este não é um tema novo aqui no site, já foi explorado pelo nosso colega Pitico há um tempo, porém, devido a um fato acontecido comigo, coloquei-me a pensar sobre o assunto e resolvi publicar alguns de meus pensamentos.
Estava indo trabalhar. Paro o carro num estacionamento e preciso apenas atravessar uma avenida (a principal de Juiz de Fora) para chegar ao prédio. Este curto trajeto foi longo o suficiente para que eu sofresse um pequeno acidente (ou incidente): Ao descer do passeio para atravessar a rua pisei num desnível (infelizmente uma realidade muito comum em nossa cidade) no asfalto que me fez torcer o pé. No momento senti uma dor muito intensa, que me impedia de me locomover normalmente. Uma moça, ao me ver naquela situação, logo me ofereceu ajuda, pois percebeu que eu não estava conseguindo caminhar sozinha e em segurança numa travessia tão perigosa.
Aquele momento tão efêmero me colocou a pensar sobre as dificuldades enfrentadas diariamente pelas pessoas com dificuldades de locomoção, em especial as idosas. Felizmente só senti dor por alguns dias, mas este incidente poderia ter me causado conseqüências mais sérias, em especial, interferir em minha capacidade de ir e vir, ou seja, limitar minha autonomia e minha independência frente às minhas atividades do meu dia-a-dia.
Não estava andando depressa, nem de sapato de salto e nem distraída ao celular, e mesmo assim caí na pegadinha da falta de acessibilidade das cidades. Ironia maior que este desnível estava justamente ao lado da rampa de acesso dos cadeirantes à faixa de pedestres.
Se a vítima fosse uma pessoa idosa, com dificuldades de deambulação, as conseqüências de uma simples virada de pé poderiam ser catastróficas:
Em todos estes exemplos foi possível notar que um simples evento como uma eventual pisada em falso na rua, seja no caminho de casa, do médico, do supermercado ou do local de lazer pode afetar negativamente a qualidade de vida do idoso. Alguns autores da área da gerontologia apontam que, à medida que a pessoa envelhece, cada vez mais sua qualidade de vida é diretamente relacionada com sua autonomia, ou seja: tem melhor qualidade de vida o idoso que possui a habilidade de controlar, lidar e tomar decisões pessoais sobre como se deve viver diariamente, de acordo com suas regras e preferências; que tem condições de ir e vir sozinho ou com o mínimo de ajuda possível.
Na terceira idade um evento inesperado pode interferir nesta autonomia por um período transitório ou permanente, mas em ambos os casos, após ficar parado é necessário pensar em reabilitação, que é um processo necessário, porém, pode ser demorado e doloroso para o idoso. O idoso que perde sua autonomia sente-se limitado, principalmente se ele estava acostumado a ter uma vida ativa. Isto pode interferir em seu bem-estar psicológico, acarretando sentimentos de tristeza, desânimo ou mesmo solidão por estar mais recluso ao seu próprio lar. Assim é possível perceber o quanto é importante para o idoso preservar sua autonomia. Isto também é um diferencial para a família, pois quando o idoso tem autonomia e independência não se faz necessária a presença de um cuidador.
Antes de reabilitar um problema que já se instalou, o mais importante é prevenir que o problema se instale. No caso da má conservação da via pública, o que não prejudica apenas aos idosos, as prefeituras precisam conservar melhor as ruas. A população precisa cobrar esta postura por parte dos governantes. Como nem sempre é possível conseguir resultados satisfatórios, o idoso deve procurar ajuda profissional em casos de instabilidade na marcha, perda de equilíbrio ou outros problemas que podem potencializar o risco de quedas nas ruas. A família deve sempre acompanhar o idoso que apresenta algum problema que possa dificultar sua marcha, oferecendo apoio de braço quando este assim necessitar, apenas tomando o cuidado de não ampará-lo em excesso, o que pode incomodar o idoso que tem condições de se locomover sozinho.
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Regina, se ela está lúcida e independente fica complicado obrigá-la a abrir mão de seus animais de estimação, até porque ela deve ter se afeiçoado a eles. Não há opção de vc continuar ajudando-a enquanto ela estiver doente e uma outra pessoa (talvez remunerada) ir à casa dela periodiamente para cuidar dos animais?
Minha tia é solteira tem 84 anos é lucida e independente,mora sozinha criou o habito de cuidar de animal tudo o que acha leva para casa,hoje tem 08 cachorros e dois gatos, só que ela esta doente, eu poderia cuidar dela mas ela não quer deixar os animais e eu não posso cuidar deles tenho uma mãe de 82 anos e um sogro de 82 anos tambem preciso de ajuda não tenho condições de sustentar esta situação me ajudem por favor.