Publicado em: 12/05/2009
Hoje pela manhã abri o jornal e encontrei uma notícia extremamente animadora, em meio a tantos problemas como a ameaça da pandemia da gripe A H1N1 e das enchentes que vêm assolando muitas cidades brasileiras. Estava lá a manchete: Pesquisa pode contribuir para reverter Mal de Alzheimer (notícia semelhante disponível no site G1).
Em síntese, a notícia dizia que a administração de certos medicamentos conseguiu reverter alguns efeitos da doença em ratos de laboratório, como a perda de memória de longo prazo e também capacitou o organismo para a aprendizagem de novas tarefas. A aplicabilidade destas pesquisas para os humanos levará cerca de dez anos, visto que ainda serão necessários novos experimentos.
Como sabemos existem uma série de procedimentos prévios para que um experimento seja aplicado em seres humanos, especialmente quando se trata de uma nova droga. Porém, isto é um grande avanço na ciência, pois a Doença de Alzheimer vem atingindo grande número de idosos e famílias. Infelizmente, se esta droga for mesmo eficaz, talvez muitos idosos que hoje são portadores da D.A. não serão beneficiados, mas precisamos pensar mais longe, na proporção de pessoas que estarão sofrendo com esta doença no futuro e poderão ter mais uma esperança.
Podemos nos perguntar: “O que fazemos com nossos familiares portadores da doença, agora?” A resposta é simples: devemos continuar investindo em sua qualidade de vida, levando-os a bons médicos, administrando-lhes a medicação prescrita, procurando uma equipe multiprofissional para o atender, sempre que necessário e, lógico, o mais importante, precisamos humanizar nossas relações. O portador da D.A., além de ser alguém da nossa família, é um ser humano único, que carrega toda uma história de vida (mesmo que com algumas lacunas provocadas pela doença), que tem desejos, que tem sentimentos e que necessita de atenção e cuidado. Se pensarmos nesta humanização, sem dúvida, estaremos proporcionando ao portador da D.A. dignidade nos cuidados e qualidade de vida, o que é muito positivo para ele e para a família.
Para finalizar, ontem estava conversando com um senhor que relatava ter feito oitenta anos e que não aparenta esta idade (além de uma aparência física bem mais jovem ele é extremamente ativo: trabalha, dirige, faz caminhada, etc). Ele comentava ter passado por problemas de saúde sérios quando mais jovem, ter sido submetido a cirurgias e tratamentos dolorosos; porém, disse que agora, aos 80, está muito bem da saúde. Chamou-me a atenção quando ele disse a seguinte frase: Estou com esta idade, mas estou muito bem. A cabeça está boa, tudo está bom! Dá para perceber como o idoso se preocupa em estar com a cabeça boa. Parece que, no geral, as pessoas têm medo de ter algum tipo de demência relacionada ao envelhecimento, e não apenas o simples medo de envelhecer, como alguns relatam. E se a atividade parece ser um fator protetor no processo de envelhecimento este senhor está num caminho muito bom! Na próxima semana, poderemos continuar a refletir o fato de termos tanto medo de ser portadores da D.A. quando envelhecermos ou de nossos familiares desenvolverem a doença, o que vocês acham do tema? Um abraço.
Luciene C. Miranda
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Simone, mto obrigada pelo comentário. É muito bom teros referências de outros sites confiáveis a respeito do tema. E este hospital/hotel é mto famoso, não é msm?
Um abraço
Olá! Conheci há pouco tempo um site voltado para a terceira idade muito bom. Inclusive, há uma matéria falando sobre o Mal de Alzeimer. O que significa, como diagnosticar e como ajudar no dia-a-dia uma pessoa que tem a doença. A fonte é do Dr. Paulo Canineu do Hiléia, um hotel (hospital) muito famoso no Morumbi para idosos. Vale a pena ler e conhecer o site. O endereço é http://www.clubevidamoderna.com.br.
Colegas Zulmira e Gracinha,
Muito obrigada pelos incentivos de sempre, vcs sabem o quanto essa interação é importante para nós!
É muito difícil conseguirmos deixar um pouco o imediatismo e aquela certa prioridade que achamaos que nós precisamos ter (acho isto diferente de egoísmo), vcs não acham?
Mas temos que ser altruístas e realistas, sabemos da relevância de pesquisas como estas e de suas possíveis implicações para os portadores, mesmo que aqueles que ja estão acometidos pela doença não possam usufruir destas novidades.
Bjos
Muito bom Lu! É maravilhoso saber que a ciência continua investigando e buscando soluções para uma melhor qualidade de vida para todos. Não importa se serei beneficiada ou não pelos avanços da ciência: O QUE IMPORTA É QUE NO FUTURO SERES HUMANOS (COMO NOSSOS FILHOS, NETOS,BISNETOS, ETC) POSSAM SER BENEFICIADOS! Acho importante atentarmos para essa consciência de que a VIDA é um processo contínuo, ou seja, ela não começa nem acaba em mim! Embora a minha presença nesta vida seja mto importante – a vida continua o seu fluxo infinito e eterno, independente de eu estar viva ou não!
Li o seu comentário e agradeço os elogios e o seu carinho.
Beijos, Lu! Parabens pelo artigo e obrigada pela esperança que nos transmitiu!
Excelente Luciene
Vamos aguardar, não é mesmo?
Esperanças são sempre muito bem vindas
Abraço
Zulmira