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Cuidar de Idosos

Publicado em: 30/12/2010

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Acompanhante no hospital: pra quê?

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Acompanhante no hospital pra quê Acompanhante no hospital: pra quê?

Acompanhante no hospital: pra quê?

O Estatuto do Idoso, em seu artigo 16, elucida que: “Ao idoso internado ou em observação é assegurado o direito a acompanhante, devendo o órgão de saúde proporcionar as condições adequadas para a sua permanência em tempo integral, segundo o critério médico”. Daí, são necessárias algumas observações, as quais serão discutidas a seguir:

O Estatuto elucida claramente que o idoso tem direito a um acompanhante quando em situação de hospitalização. Este costuma ser um dilema para muitos familiares, pois muitos não podem deixar sua vida cotidiana (trabalho, cuidado de filhos pequenos, etc.) para ficar em tempo integral num hospital. Infelizmente a maioria das instituições empregadoras não aceitam comprovantes da hospitalização do idoso como meio de abonar a falta do familiar que seja acompanhante.

Outras famílias não querem se organizar para garantir um acompanhamento ao idoso, tornando possível perceber que a hospitalização do idoso aparece como uma forma cômoda da família se ver livre daquele idoso que, devido ao seu estado de saúde, vem trazendo uma série de transtornos à família.

O Estatuto elucida que o hospital deve oferecer condições adequadas para a permanência do acompanhante, porém, infelizmente sabemos que esta nem sempre é a realidade de todos os hospitais públicos brasileiros.

Fica claro no Estatuto que a presença de um acompanhante é um direito do idoso, mas este não precisa, necessariamente, ser um membro da família. A presença de um familiar pode ser importante por motivos que irei explorar mais a seguir, porém, quando nenhum familiar pode ficar presente durante o período de hospitalização, a família pode contar com a ajuda, por exemplo, de um amigo, um vizinho, um parente distante, ou de um cuidador ou acompanhante profissional.

Por que a presença de um membro da família se faz importante? Por três motivos principais. Inicialmente, porque a hospitalização traz a todos nós sentimentos de medo, impotência e fragilidade. Ter alguém de confiança por perto neste momento traz um maior sentimento de acolhimento e segurança. O segundo motivo diz respeito à necessidade de ter presente alguém responsável pelo idoso que pode estar dependente definitiva ou temporariamente. É essencial ter alguém para conversar com os profissionais de saúde sobre o estado geral do idoso, receber notícias de diagnósticos, informações relevantes sobre procedimentos, tratamentos e medicações a serem administradas quando o idoso estiver em casa. O último motivo diz respeito ao idoso com comprometimento cognitivo, em especial portadores da Doença de Alzheimer. Nestas pessoas, mudanças bruscas de ambiente e a presença de pessoas diferentes podem causar um estado de grave confusão mental e irritabilidade, e a presença de alguém conhecido do idoso pode ajudar a aliviar esta confusão e a irritação.

Os hospitais geralmente exigem que o acompanhante de idosos internados em enfermarias coletivas seja alguém do mesmo sexo, mas por que isto acontece? Em respeito ao pudor dos pacientes internados na mesma enfermaria. Muitas vezes os pacientes são sujeitos a procedimentos que expõem sua intimidade, por isto não é adequada a permanência de pessoas do sexo oposto (que não trabalham na área da saúde) neste local. Em casos especiais, onde realmente não existe a possibilidade de manter um acompanhante do mesmo sexo do idoso na enfermaria, esta pessoa deve ter o bom senso de se retirar do local sempre que algum destes procedimentos for realizado com um dos internos.

Finalizo o artigo com duas dúvidas comuns: “O idoso realiza suas atividades básicas sem a ajuda de terceiros, por que ele precisa de um acompanhante?”. A resposta já foi dada: para que ele tenha a presença de alguém conhecido, responsável por ele, naquele momento debilitado, e a segurança que isto lhe traz. “O idoso usa fraldas e precisa de ajuda para o banho. Quem tem que fazer isto enquanto ele está no hospital é o enfermeiro ou o acompanhante?”. Fica a critério do hospital, porém a equipe de enfermagem pode precisar realmente do auxílio do acompanhante na realização de atividades como esta, especialmente no caso de hospitais com grande número de pacientes hospitalizados. O acompanhante deve sempre colaborar neste sentido.

Luciene C. Miranda

Psicóloga - lucienecm@yahoo.com.br

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32 comentários em “Acompanhante no hospital: pra quê?”

  1. E. W. Rieke disse:

    É correto o hospital obrigar o único familiar, na ocasião com dengue, a acompanhar o idoso durante a internação? Não seria o caso de a Saúde Pública tentar manter o portador da dengue o mais isolado possível, e providenciar outra forma de internar o idoso, para evitar que aos 82 anos ele possa, eventualmente, ser infectado também?

  2. jucineide comçeicao souza disse:

    oi estou fazendo ocurso e estou gostado muito estou querendo fazer ocurso d enfemagem porque gosto muito da aria de saude

  3. Sônia Wendt disse:

    Todos sabem o quanto é importante a presença da família para o idoso. Qualquer família sabe isso. Como antigamente só podiam ter acompanhante no horário de visitas, surgiu a lei do “direito” do idoso ao acompanhante, no sentido de “apoio psicológico”. Os hospitais adoraram, pois puderam diminuir o quadro de enfermagem, e transformaram um “direito” em “obrigatoriedade” para a família, ignorando se a família precisa “trabalhar”, “dormir”, “tomar banho”, “se alimentar”. Não dão atestado – se é LEI, a família tem direito a atestado!!! -, se é “obrigado”, a família tem direito a um leito para dormir, de ter alimentação. O hospital informa que a responsabilidade sobre o idoso internado é da família, insinuando, dessa forma, que a família tem “intenção” de abandonar o paciente. A pessoa a que me refiro perdeu o emprego (nenhum patrão aceita simplesmente dispensar seu funcionário…), pagou 2 mil reais para um acompanhante estranho (funcionário do próprio hospital) dar o “apoio psicológico” ao doente nos dias em que não podia comparecer, e ele mesmo adoeceu por ficar sentado numa cadeira dura, 24 horas por dia durante 15 dias, sem dormir. No final, acabou perdendo o pai. A meu ver, obrigar uma pessoa a ficar sem dormir é crueldade, e fere os direitos humanos, pois é justamente num momento em que a família está mais sensível. Quem defende essa lei, na verdade, está insinuando que as famílias tem o “costume” de abandonar seus familiares doentes. Como se a população fosse mal intencionada, e não cuidasse dos seus idosos durante anos e anos, em suas casas. Conheço milhares de pessoas que fazem isso, pobres e sem recursos financeiros, que cuidam de seus doentes anos a fio em suas casas, e quando o doente é internado, são pressionados dessa forma cruel pelos hospitais. Se ninguém tem condições de ficar “ajudando” o hospital 24 horas por dia, não é porque assim o quer, mas porque não pode. Um dos direitos garantidos pela Constituição é o direito integral à saúde, e isso engloba, também, cuidados de enfermagem. O responsável pelo doente INTERNADO é o hospital, e a família deve dar o máximo de apoio possível, só isso. Só quem passa por essa situação é que pode entender.

  4. Edvania disse:

    Os médicos me alertaram que ele será transferido para o quarto em breve e que deverá ter um acompanhante 24 hs , pois caso tenha alguma complicação séria , não se responsabilizarão. Não tenho condições de cumprir essa determinação por trabalhar o dia todo, e fica dificil financeiramente . Pergunto. É obrigatorio mesmo essa atitude do hospital. Se eu arrumar alguem pra ficar pelo menos por seis horas , essa pessoa pode ser do sexo feminino.O que fazer nessa situação…

  5. SHEILA disse:

    Olá Luciene, agradeço por suas orientações. Estarei com minha mãe internada nos pxs 5 dias.
    Trabalho em um orgão público municipal.
    A perícia médica lá EXIGE que se preencha um relatório imenso para autorizar que eu acompanhe minha mãe. O médico disse que relatório não dará, mas sim só um atestado. Gostaria que me orientasse diante desta situação.
    Já agradeço de antemão.
    Que o sr DEUS a abençoe por este espaço tão elucidativo.
    Grata
    sheila

  6. Regina disse:

    Os hospitais particulares e o governo não estão se importando em contratar enfermeiros, pois como é lei o idoso ter acompanhante, os hospitais deixam a maior parte do trabalho para o acompanhante como fechar o soro quando a medicação termina, trocar fraldas, dar banho, ajudar a urinar na comadre. Até comprimidos deram na minha mão para eu fosse dando para minha mãe. Eu cheguei a trocar os lençóis da cama! E ainda muita gente que não levava acompanhante, ainda abusavam da minha boa vontade fazendo de mim, acompanhante deles. Eu larguei meu emprego, mas os filhos dos outros pacientes não podem? Quem tem obrigação de cuidar do doente é o hospital e jamais um membro da família que não tem preparo algum para lidar com o dia a dia de um hospital. Essa lei é ridícula e absurda. A gente se anula totalmente para fazer algo que pagamos e pagamos alto. Mesmo a saúde pública, nós pagamos e não é justo que tenhamos de largar nossos empregos, pagar impostos e trabalhar de graça para o governo como acompanhante.

  7. Melqui disse:

    Olá Luciene,eu tambem acho um absurdo o acompanhante ter levantar o idoso da cama e colocar na cadeira e levar o paciente para tomar banho, isso é meu pai esta internado no hospital da Santa Casa de Sorocaba meu pai teve infarto e não pode se esforçar pois já estava agendado o cateterismo para ele mais por ele se esforçar para levantar ele piorou e foi parar no UTI agora voltou para o quarto novamente e o enfermeiro disse que era para dar banho nele sabendo se que o caso dele não pode fazer esforço pois esta com as arterias obstriudas e outra o banheiro do quarto que ele esta é tão pequeno que nem da para enrtar com a cadeira de banho e tem outra tem um pequeno degrau na entrada do banheiro
    Obrigado

  8. lilain disse:

    bom dia senhores. meu pai esta na UTI a mais de 30 dias. teve um infarto e parada cardiáca por 20 minutos. Estava em coma, mas de uma semana pra cá, se encontra em estado vegetativo. Os médicos me alertaram que ele será transferido para o quarto em breve e que deverá ter um acompanhante 24 hs , pois caso tenha alguma complicação séria , não se responsabilizarão. Não tenho condições de cumprir essa determinação por trabalhar o dia todo, e fica dificil financeiramente . Pergunto. É obrigatorio mesmo essa atitude do hospital. Se eu arrumar alguem pra ficar pelo menos por seis horas , essa pessoa pode ser do sexo feminino.O que fazer nessa situação…

  9. FÁTIMA disse:

    Gostaria de fazer um comentário sim, a respeito das familias dos idosos, que não consideram aqueles que foram os genitores dessas familias.
    Gostaria que o governo podesse analisar este estatuto do idoso, que esta ultrapassado, nós membros da familia que aceitamos cuidar e pagar o preço em estar o tempo todo zelando por eles e nos anulando de certa forma, ainda não temos o direito de abonar faltas no serviço, quer dizer então que vamos deixar eles sozinhos, ai a lei vem ensima de nós.
    Então o que fazer, passar fome junto,ja que a aposentadoria não da se quer pra pagar um plano, uma consulta particular e todos os remédios necessarios.
    BRASIL ACORDA, GOVERNO ACORDA NÓS SEREMOS IDOSOS…

  10. Claudia disse:

    Luciene boa tarde, estamos com o meu tio que amamos muito com problema de alzheimer e diabete, esteve internado 2 dias no hospital porém lá deu crise de irritabilidade,ele e casado no papel porém separado de corpos a mais de 10 anos, a esposa do meu tio quer pagar minha irmã mais velha par tomar conta dele pois alega que não considera ele como seu marido e sim como a um pai, não compreendo essa situação e gostaria de uam opiniaõ sua pois ele tem uma fiha tbm, elas podem fazer isso com ele? pois até o carro deleelas já pegaram, nós não queremos nada dele apenas condições para cuidar dele pois ele tem dinheiro para isso. poderiame ajudar ou me dar algumasugestão? muito obrigada.

  11. Andre Vagner Macapuna disse:

    Gostaria de saber porque pessoas maiores de 60 anos nao podem acompanhar e onde na legislação esta especificado. se puder me responder ficarei muito agradecido Luciene.
    tenha uma boa tarde!!!

  12. Luciene Miranda disse:

    Emilia, esta particularidade eu não saberia te responder.

  13. Emília Dantas disse:

    Boa tarde Luciane!

    Muito bom seu artigo.
    Gostaria de saber se o hospital pode solicitar ao acompanhante que assine um termo de co-responsabilidade pelo paciente, que tiver risco de queda do leito e necessita de um acompanhante para as 24 horas.

  14. Luciene Miranda disse:

    Regina, isto é verdade, ser acompanhante é realmente muito estressante. Fica a dica para você: como os hospitais não oferecem este tipo de acompanhamento psicoterápico para os acompanhantes após a alta do paciente, procure em sua cidade os locais aonde você possa encontrar atendimento por profissionais ou estagiários da psicologia gratuitamente ou a preços simbólico. Nas faculdades existem as clínicas-escola, em algumas igrejas existem ambulatórios onde se pode contar com estes seriviços.

  15. Regina disse:

    Tive de ficar como acompanhante com minha mãe por vários anos. Até infecção urinária peguei no hospital. Fiquei desempregada. E agora, estou com depressão. Tenho uma sugestão a fazer: após a alta do paciente, o acompanhante deveria ter direito a um tratamento psicológico, pois nem todo mundo que é obrigado a ser acompanhante, tem preparo psicológico para conviver 24h com pessoas doentes e convivendo com vida e morte.

  16. Luciene Miranda disse:

    Luiza, o caso do acompanhante ser de sexo oposto pode trazer problemas em enfermarias coletivas, onde o hospital costuma solicitar a permanência de acompanhante do mesmo sexo. Realmente é comum um cônjuge querer acompanhar o outro, não apenas pelos laços afetivos, mas também pela questão da disponibilidade de tempo, visto que muitos já são aposentados e outros possíveis acompanhantes, mais jovens (os filhos, por exemplo) trabalham e não podem permanecer no hospital em tempo integral. Não acredito que a presença de um acompanhante idoso seja problema, desde que o mesmo tenha condições de realizar as tarefas esperadas de um acompanhante e, portanto, goze de um estado de saúde favorável e cognitivo preservado para tomar decisões, entender laudos e orientações da equipe de saúde.

  17. Luiza Santos disse:

    Parabéns pelo artigo Luciene!

    Gostaria de sua opnião para um caso que vem acontecendo com frequencia nos hospitais de todo o mundo e que ainda não existe literatura a respeito.
    O caso é que os pacientes idosos internados, as vezes, somente tem como acompanhantes a esposa ou o esposo, pois moram somente os dois. E nesses casos de idoso acompanhar idoso? Como vocês lidam com isso? Com o envelhecimento da população isto está acontecendo com frequencia.
    Falo no caso do conjuge não ser muito idoso. Até 65 anos, por exemplo, quando ele não tem comorbidades.

    Grata

    Luiza

  18. Ladjane disse:

    Começo agradecendo muito pelo artigo, e acrescento: Já está mais do que na hora de todos os hospitais afixarem em suas dependências, principalmente nas paredes dentro dos quartos dos pacientes quais as obrigações de um acompanhante, e qual o preparo profissional que ele deve ter antes de se habilitar a ser acompanhante em um hospital, independente de ser membro ou não da família. Essa situação (Acompanhantes X Enfermeiros) já está ficando mais do que fora de controle. O acompanhante despreparado profissionalmente (isso não tem nada a ver com má vontade ou nojo) vai ter que escutar de alguns profissionais de saúde de que é sua obrigação manter o paciente limpo, asseado, depilado e alimentando, e até medicado. A solução desse impasse é simples: Com as obrigações do acompanhante à sua disposição, pelo menos até aquela pessoa da família, mesmo sendo uma companhia importante para o paciente, mas se não tiver preparo para trocar fralda, dar banho, fazer asseio(depilação), e até medicar, nem se habilite a ser acompanhante, pois tanto esse quanto o paciente vão passar por grande constrangimento, piorando, sem dúvida, a recuperação daquele e danificando a do acompanhante.

  19. Cláudio siqueira disse:

    Com relação à má administração dos lotados hospitais públicos brasileiros que existem aos montes e desde auxiliares de enfermagem, médicos, enfermeiros até direção podem todos ser denunciados diretamente ao ministério público que existe para fiscalizar e penalizar com todo rigor da lei qualquer tipo de descaso com o paciente, é preciso resaltar que todo hospital seja ele público ou privado é obrigatoriamente manter sejam enfermeiras ou axiliares dando todo cuidado possível à quem não possua família, nenhum amigo, vizinho etc, sim caso não saibam existem muitas pessoas totalmente sós sem condições financeiras nos hospitais públicos deixados a mercê desta absurda negligência. Outro ponto é; se o idoso está internado fazendo tratamento, lúcido, exercendo todas atividades básicas e porventura for uma pessoa extremamente sistemática que não gosta de acompanhantes ou dar trabalho para seus familiares, sim também existem milhões de pessoas assim, a prioridade é a vontade da pessoa que deve vir em primeiríssimo lugar tendo também todos direitos garantidos por lei de ser muito bem tratado pelos profissionais de saúde. A profissão de enfermagem não é para qualquer um, é preciso em primeiro lugar gostar do que faz, ter muito amor à profissão e isto vale também para auxiliares, cuidadores, médicos, cirurgiões etc, etc, etc..

  20. joanice santana de sales disse:

    gostaria de fazer parte desta equipe trabalha de cuidadora no hospital tenho o curso de cuidadora estou cursando tecnico enfermagem espero contato

  21. linda disse:

    Encontrei esse artigo na hora certa, pois estamos com uma idosa internada, e esclareceu totalmente nossas dúvidas.Obrigada

  22. Denise Narretti disse:

    Quero registrar a importância do esclarecimento dos familiares quanto aos direitos estabelecidos pelo estatuto do idoso, no que tange ao acompanhamento do mesmo, no caso de hospitalização, seja em emerg~encia, quarto ou UTI.
    É fundamental que o mesmo tenha a sua dignidade mantida e a segurança de um familiar a seu lado é imprescindível para que seu tratamento tenha sucesso.
    Venho padecendo há 25 dias no hospital Icaraí, novo estabelecimento situado em iterói, Rio de Janeiro, onde internei meu pai, idoso, DPOC, com quadro gravíssimo, e desde então só nos é permitida uma mísera hora de visitas, tendo que ser distribuída com os familiares, e gerando no paciente ansiedade, angústia, medo e depressão.
    Seu quadro está gravíssimo, e só queremos o direito reconhecidamente válido de estar a seu lado em seus últimos momentos de vida.
    O hospital alega ter normas, e que estas são determinadas pela direção.
    Quero falar com esta direção que se esconde atrás de emails não respondidos e recepcionistas mal preparados.
    Ressalvo aqui a competência do quadro médico, que se desdobra mas que também é refém de regras que contrariam a lei.

  23. Willian Marques disse:

    Falta muito fundamento jurídico, sugiro que procurem um advogado!

  24. Alex disse:

    Muito bom esse artigo, esclarece e também nos diz o porque de haver um acompanhante. Realmente é muito ruim ficar sozinha em um hospital sem ter com quem falar.

    Lamento saber de um fato que está acontecendo no Hospital de São Francisco de Assis – RS, onde possuo uma pessoa conhecida ( idosa ) que está internada e as enfermeiras e técnicas se NEGAM a fazer as trocas das fraldas, alegando que quem deve fazer esse serviço é a ACOMPANHANTE e não elas, pois não possuem obrigação.
    A acompanhante tem mais de 70 anos e precisa pedir ajuda a estranhos para poder realizar tal procedimento. Um absurdo.

  25. Também concordo com o comentário da colega acima.
    Os acompanhantes não têm a obrigação e nem deveriam realizar as tarefas dos enferemeiros e auxiliares… o risco de que o acompanhante comenta um erro existe e isso não pode acontecer.

    Beijinhos.

  26. Luciene Miranda disse:

    Fabiane, esta situação é mto séria, pois além do agravamento do estado de confusão mental que costuma se exacerba no paciente com Alzheimer fora de seu ambiente, há outras coisas de agravando tb (o uso de sonda, contenção, as escaras). Sugiro que vá o mais depressa possível à Promotoria da Saúde e do Idoso, acredito que o minstério Público poderia auxiliar vcs.

  27. Fabiane Malonn disse:

    Olá Luciene,
    Gostei muito do seu artigo, realmente ele é de grande importancia, apesar de não ter me encaixado em nenhum dos tópicos, gostaria de saber se vc poderia me ajudar com a situação da minha avó.
    Ela tem 92 anos portadora de alzheimer e diabetes. Há 10 dias ela apresentou uma estranha agitação e agressividade, levamos ao hospital e foi diagnosticado infarto e a diabetes estava elevadíssima, ficou então internada em uma ala da emergencia lotada até que vagasse leito na internação, bem isso ainda não aconteceu, nesta ala não podem permanecer acompanhantes e o resultado está sendo bem complicado, ela está ficando sedada, pela agitação devido ao local estranho, foi então passada uma sonda para alimentação, já que não tem ninguém para alimentá-la por via oral. Está contida, o resultado é permaner na mesma posição e hematomas por tudo. E o pior, ja está abrindo escaras. Se pudéssemos ficar com ela metade destas coisas não teria acontecido, não culpo o serviço de enfermagem, entendo o quanto o hospital está saturado e a equipe sobrecarregada, eles fazem o que podem, não vejo a equipe com má vontade de atender, por isso percebo que seria surreal eles trocarem ela de decúbito a cada 2 horas e realizar os demais cuidados preventivos. Queria muito estar lá com ela, eu e mais os outros netos e filhos, ficamos nos revesando para ve-la nos horários de visita, que entra apenas um familiar, sem direito a revesamento. Estou disposta a correr atrás do estatuto do idoso e tentar “obrigar” o hospital a permitir um acompanhante, tudo isso para o melhor bem-estar dela, pois é muito amada e querida por todos.
    aff! então, vc teria alguma indicação para mim? uma luz ao menos para eu saber por onde começar e o que devo fazer…
    Bem, espero seu retorno. Muito obrigada
    FABIANE

  28. Ana beatriz disse:

    Oi Luciele
    Parabéns pelo artigo.Muito bom!
    Porèm concordo com a Adriana, quando ela diz que o hospital é quem tem que se responsabilizar pelas trocas de fraldas, dar medicamentos e banhos nos pacientes, afinal os acompanhantes não estão qualificados para tal, e mais: as enfermeiras vão fazer o que? Só supervisionar? Ta errado.Quem assume em caso de erar e maxucar um paciente?
    Abraços.

  29. Luciene Miranda disse:

    Adriana, mto pertinentes suas colocações sobre o cuidador e a grande responsabilidade de cuidar de um idoso no hospital. Questões assim sempre merecem ser discutidas.

  30. Adriana Paiva disse:

    Olá Luciene!

    Achei muito legal o artigo sobre o papel do acompanhante de idosos em hospitais.

    Porém, eu acho que sua figura deve ater-se apenas à uma companhia agradável, que ofereça segurança, tranquilidade e boas lembranças da rotina do idoso em casa.

    Os cuidados como banho, troca de fraldas, auxílio na medicação, ou outros afazeres deveriam estar sob a responsabilidade da equipe médica e de enfermagem do Hospital.

    Digo isto porque, recentemente, uma pessoa da minha família esteve internada, e o hospital dispunha de duas enfermeiras para uma ala inteira.

    Os acompanhantes davam banho, troca de fraldas, colocavam medicamento na boca dos pacientes.

    Ou seja, os hospitais, usam esse direito do idoso de ter um acompanhante, como se fosse uma obrigatoriedade, e determinam que o acompanhante tome conta do idoso.

    Enquanto paga para duas enfermeiras supervisionarem tudo e aplicarem injeções…

    E se um idoso cai e se machuca? De quem será a responsabilidade?
    Do dever de custódia do hospital ou do acompanhante de boa vontade que estava lá para ajudar mas não era capacitado para cuidar de um idoso?

    Acho que a questão é bem mais complexa do que aparenta…

  31. Luciene Miranda disse:

    Gracinha, vc é a pessoa mais capacitada a nos falar sobre sua experiência prática! Vale a pena relatar um pouco sua experiência para nós! bjo

  32. Gracinha Medeiros disse:

    Feliz 2011, Luciene!
    Muito bom começar o novo ano divulgando
    esta informação tão importante. Os familiares
    precisam saber deste direito do idoso, pois os
    hospitais muitas vezes tentam negar esse
    acompanhamento. Entretanto, sabendo argumentar,
    geralmente concordam.
    Para os idosos e principalmente aqueles portadores
    do Alzheimer, a presença do acompanhante familiar e/ou
    do seu cuidador habitual é de vital importância.
    Passei por essa experiência e pude constatar a melhora progressiva de mamãe,quando me foi concedido o direito
    de ficar com ela a maior parte do tempo.

    Beijos,

    Gracinha

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