Publicado em: 06/07/2009
Primeiramente, registro meus agradecimentos pelos comentários no artigo anterior. Pelo que pude perceber a temática da atenção ao cuidador é de interesse de muitos leitores do blog, por isto na próxima semana darei continuidade ao tema. Hoje proponho apenas o fechamento desta trilogia sobre a violência contra o idoso. Para uma breve recapitulação, no primeiro artigo o tema abordado foi a violência contra o idoso por parte de familiares e cuidadores; no segundo artigo falamos sobre o cuidador também ser vítima de violência e hoje, para encerrarmos a seqüência, o tema será a violência contra o idoso por parte de desconhecidos.
A criança, o idoso (em especial o portador de demência ou de alguma incapacidade física) e as pessoas portadoras de necessidades especiais necessitam de cuidado e proteção. A família, a sociedade e o Estado devem proporcionar meios para garantir a segurança destas pessoas, para que elas não se firam ou não sejam vítimas de malfeitores. Sei que já abordei este tema numa outra ocasião, mas sempre é importante fazer este alerta.
Um caso especial que merece atenção é o portador da Doença de Alzheimer que se encontra agitado, que sempre quer ir embora. A família, os amigos e os vizinhos devem prestar muita atenção nos passos destes idosos, de preferência sem que eles percebam. Infelizmente nem sempre isto acontece e muitos idosos costumam se perder perto ou muito longe de suas casas. O mais grave é que muitos destes chegam a desaparecer por completo, sem deixar rastros. O fim que resta para estas pessoas é muito triste: longe de sua família, não se lembram de onde vieram, não sabem seu próprio nome e podem acabar em instituições de longa permanência para idosos ou, em caso de falecimento, são sepultados como indigentes.
Por isto é importante que a família se conscientize dos riscos que o idoso corre nesta fase da doença e tome algumas medidas simples que possam garantir a ele um pouco mais de segurança, tais como: supervisão; colocar em sua carteira / bolso um papel com nome, endereço e telefone de contato; dar ao idoso uma pulseira de identificação, na qual é possível gravar um telefone de contato; enfim, a família e os vizinhos não podem ser negligentes neste momento! E em caso de suspeita de que um idoso está perdido ou desorientado, vale a pena conversar com ele e sutilmente tentar descobrir se suas suspeitas são verídicas.
Um outro potencial fator de risco para idosos é o trânsito. Infelizmente muitos idosos já apresentam dificuldades para andarem sozinhos e problemas como perda da audição, da visão e do equilíbrio podem contribuir para acidentes graves e atropelamentos.
Idosos também podem ser presas fáceis de golpistas que atuam nas ruas, nos bancos e após uma conversa aparentemente inofensiva conseguem pegar senhas, sacar altas quantias em dinheiro e extorquir pessoas inocentes. Assaltantes e batedores de carteiras também costumam lesar os idosos com mais facilidade, pois muitos não prestam atenção à movimentação ao seu redor, são fisicamente mais frágeis ou podem realmente estar desorientados e não darem conta do que está acontecendo.
Estes foram apenas pequenos exemplos de como a violência contra o idoso atinge proporções alarmantes e como o agressor pode ser qualquer um: desde aquele mais próximo, como o familiar, até o desconhecido, que pode não medir as conseqüências de seus atos, colocando em risco a integridade física do idoso, podendo leva-lo até à morte.
Luciene C. Miranda
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Tem um site voltado para a terceira idade excelente. Inclusive, há uma matéria falando sobre o Mal de Alzeimer. O que significa, como diagnosticar e como ajudar no dia-a-dia uma pessoa que tem a doença. A fonte é do Dr. Paulo Canineu do Hiléia, um hotel (hospital) muito famoso no Morumbi para idosos. Vale a pena ler e conhecer o site. O endereço é http://www.clubevidamoderna.com.br.