Publicado em: 10/08/2008
O mundo mudou. Tudo muda. Como diria o grande filósofo Heráclito, “tudo é permanente exceto a mudança”. Gosto dessa idéia. Penso que o desafio é saber; mais do que saber, desejar de fato, mudar. É preciso ter muita cautela com essa idéia de renovação, mudança, principalmente na política. Como o que já estamos vivendo. Período de eleições municipais. Nem sempre o que vem como novo, traz conteúdos diferentes das insuportáveis velhas práticas de corrupção, que enchem nossas cabeças todos os dias. Mudança tem que ser para melhor, com consciência. Espelhar na bela música do conjunto mineiro, Jota Quest, dias melhores virão, dias em que seremos melhores no amor, melhores na dor, melhores em tudo. É o tempo. O envelhecimento tem que receber essa condição – a de sermos melhores daqui para frente .Até porque, na minha opinião, a mudança é um exercício diário até a morte. A revolução tecnológica impressiona. A velocidade com que a informação sobre os fatos chega até nós, é algo assim, fantástico.
Aonde que os idosos entram nessa história? No campo da rede mundial de comunicação-informação. É simples. Nós pensamos que eles não dão conta de usar todos os objetos tecnológicos disponíveis no seu cotidiano – telefone celular, computador, internet, DVD, secretária eletrônica, cartões magnéticos, etc. Como afirmam as estudiosas e autoras do livro Envelhecimento, Políticas Sociais e Novas Tecnologias, as professoras Clarice Ehlers Peixoto e Françoise Clavairolle: “…os idosos não são necessariamente refratários às novidades!” A gente imagina que o domínio sobre o uso dessas inovações tecnológicas seja de competência única e exclusiva dos mais jovens, não é assim. Pois é. Não é bem assim. Vejamos. Segundo essas mesmas estudiosas supracitadas, de acordo com pesquisa realizada, os entrevistados – idosos – são apresentados como indivíduos capazes de decidirem e de optarem pelo uso ou não das novas tecnologias. Agora, esse progresso na nossa vida e na dos mais velhos podem representar também uma faca de dois gumes (ou legumes). Tem um lado que é o do conforto, da praticidade, da velocidade das operações realizadas etc. e tal; mas, também, tem um outro lado, que é restritivo, inibidor, principalmente nos aspectos de relacionamentos sociais para os idosos, em particular. Que é, por exemplo, a restrição dos contatos sociais, o afastamento dos encontros habituais nas compras diárias no mercado ou o contato vivo com funcionários do banco. Tudo feito através da internet. Fica no encontro virtual. Acho que talvez, seja por isso, de um modo geral e sem querer ser o dono da verdade, que as UBS (unidades básicas de saúde, postos de saúde) vivem lotadas de gente que não tem nada de doença. Está ali para satisfazer sua fome de contato social, bater papo, conversar com um, com outro e por aí vai, cumprimentar o médico.
A senhora ao celular é o que há de mais moderno na cidade. Sinal dos tempos. Tempo de todas as pessoas; por que não dos idosos, também?
Pitico.
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