Publicado em: 19/10/2008
Olá, leitores do Cuidar de idosos. Estava pensando num tema para a discussão desta semana e durante uma de minhas aulas no curso de Técnico em Enfermagem o tema era Auto-estima. Resolvi falar um pouco para os alunos sobre as implicações da auto-estima nas diferentes fases do desenvolvimento humano e, devido à importância do tema, julguei que seria interessante falar aqui sobre auto-estima e envelhecimento.
Em linhas gerais, define-se auto-estima como o ato de gostar de si mesmo de maneira genuína e realista, ou seja, aceitando suas potencialidades e limitações. Desde crianças já somos capazes de gostar de nós mesmos, do jeito que somos, mas esta característica de fazer juízos de realidade sobre características positivas e negativas vai se desenvolvendo com a idade.
Independente da idade, percebemos que nossa auto-estima costuma variar: um dia está muito boa, sentimos bem quando nos olhamos no espelho, lidamos bem com as situações do dia-a-dia, mas tem aqueles dias que seria melhor não levantar da cama: não agradamos da imagem que vemos no espelho, qualquer coisa que não saia de acordo com o previsto nos deixa chateados, pra baixo, enfim, tudo fica ruim.
Ter uma boa auto-estima é fundamental para se desfrutar de um envelhecimento bem sucedido. Idosos não precisam mais desenvolver uma identidade e também não estão mais preocupados em integrar-se ao meio, pois isso foi aprendido há muito tempo. Conservar-se íntegro física e psicologicamente , assim como certificar-se de sua adequação do ponto de vista biopsicossocial tem maior relevância.
Os idosos também parecem ser mais seletivos em seus relacionamentos, escolhendo pessoas que confirmem sua auto-imagem, não lhes interessando fazer contato com qualquer pessoa. A rede de amizades do idoso pode ser menor em quantidade, porém é melhor do ponto de vista qualitativo, marcada por relações de real afinidade, sinceridade e companheirismo. As comparações podem não influenciar a auto-estima do idoso, porém quando elas são embasadas em parâmetros irreais ou em critérios de desigualdade afetam negativamente a visão que o idoso tem dele próprio. Por exemplo, não faz sentido comparar a pele do rosto de uma senhora de 85 anos com a de uma moça de 25 anos, pois o envelhecimento da pele acarreta o surgimento de rugas e uma comparação deste tipo pode fazer a idosa se sentir pior que a moça e ter sua auto-estima diminuída.
A tecnologia na medicina estética vem surpreendendo a todos com avanços inovadores na área de tratamentos cosméticos dermatológicos corporais e faciais assim como cirurgias plásticas. São recursos para fazer o idoso se sentir bem esteticamente, porém chegam a ser patológicos se passarem a ser uma meta de vida, uma necessidade de se recuperar uma juventude já perdida há muitos anos. Mulheres e homens vêm recorrendo a estes tratamentos com bastante freqüência, desde que disponham de recursos financeiros para custear tais intervenções. Muitos, devido a boas condições financeiras acabam por exagerar nos tratamentos e demonstram uma certa juventude forçada, uma tentativa de camuflar os anos de vida e as rugas reais marcas de experiências vividas ao longo do curso de vida em outras palavras, trocam a naturalidade por uma artificialidade. Como dizem sábias palavras a idade está na cara. E literalmente. No rosto, no espírito e nas atitudes. Mais importante que manter uma aparência forçosamente jovem é manter-se jovem de espírito, aberto às transformações impostas sócio-cultural e individualmente. Envelhecer bem e com uma boa auto-estima é saber aceitar mudanças e adaptar-se a elas. Se um tratamento estético poderá fazer bem a um idoso por que não fazê-lo? O diferencial é ter bom senso e respeitar a sua própria realidade e condição de pessoa.
Estudos recentes têm mostrado a influência da atividade física e da música (canto, coral, instrumentos) na melhora da auto-estima do idoso. Estes são apenas alguns exemplos de atividades que podem ser muito prazerosas e benéficas para o idoso. O convívio com a família e os amigos também pode proporcionar experiências enriquecedoras e contribui para uma boa auto-estima no idoso.
Luciene C. Miranda
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so usufluimos do que precisamas ,pois tempo é ouro ,pois cuide enquanto tem tempo ,que se não cuidamos ,vamos querer tempo pra cuidar e vai ser tarde o tempo tem passado ne verdade “”"”"”"”"”
AUTO -ESTIMA SIGNIFICA VIDA.POIS O QUE A VIDA SE ELA NAO TEM AUTO-ESTIMA? CONCORDA
ADOREI O ARTIGO, MUITO INTERESSANTE POIS MOSTRA QUE EXISTEM MEIOS PARA UMA VELHICE SATISFATÓRIA.
Obrigada pelos comentários, Eliani.
Adorei a matéria. Pois as atividades físicas , que objetivam a qualidade de vida incluindo a auto-estima a sensação de bem estar e socialização é muito importante para o idoso ter uma velhice positiva. PARABÉNS
Este assunto é muito interessante, pois aborda um tema importante O AUTO ESTIMA na velhice, muitas pessoas tem medo de envelhecer, mas hje em dia a estética vem nos surpreendendo. Sabemos que muitas pessoas não tem a oportunidade de fazer uma cirurgia plástica. Mas envelhecer afinal é o destino de todos, e se o idoso tiver o apoio da familia em todos os aspectos fisicos e moral o idoso se sentirá mais seguro e sua auto-estima será positiva.. Parabéns pela matéria.
Que bom que vc gostou, Cristina. Mto obrigada!
Ótimo trabalho, muito pertinente todas as colocações feitas inclusive marcando a questão das compaaões entre padrões de beleza em diferentes etapas da vida.
Achei também muito pertinente a questão colocada de se valorizar todos outros ou tantos outrosmodos de se sentir bem e se fazer muito bem , para a saúde, beleza e auto estima como por exemplo , a prática de exercícios, a particiapção degrupos, a convivência e o auto astral
parabéns!