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Publicado em: 27/05/2010

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A importância da fisioterapia na doença de Parkinson

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A importancia da fisioterapia na doença de Parkinson A importância da fisioterapia na doença de Parkinson

A importância da fisioterapia na doença de Parkinson

A doença de Parkinson ou Parkinsonismo foi descrita pela primeira vez em 1871, por James Parkinson, é uma doença neurológica, que afeta principalmente uma estrutura chamada gânglios da base.

O parkinsonismo pode ser dividido em três categorias: primário ou idiopático, secundário ou sintomático (processos patológicos que afetam os núcleos da base) e Parkinson plus (sinais de parkinsonismo juntamente com outros déficits neurológico).

Os principais sintomas da doença são: tremor em repouso, rigidez, bradicinesia – hiposinesia, postura em flexão, perda de reflexos posturais e o fenômeno de congelamento.

O tremor em repouso está presente nas extremidades e em repouso, desaparece à ação. A rigidez caracteriza-se pelo aumento do tônus muscular, que oferece maior resistência ao movimento, é igual em todas as direções e se manifesta geralmente por um ceder “ruidoso” durante o movimento. Na postura em flexão a cabeça se inclina, o corpo se dobra para frente, as costas entram em cifose, os braços são mantidos a frente do corpo e os cotovelos, quadris e joelhos ficam dobrados. A bradicinesia é a lentidão dos movimentos, e muita das vezes é interpretada como uma fraqueza. Enquanto a hipocinesia é a redução do arco do movimento. A perda dos reflexos posturais ocasiona quedas e infelizmente uma incapacidade de ficar de pé sem auxilio. E por último, o fenômeno de congelamento é uma incapacidade momentânea de executar movimentos ativos, como o movimento das pernas ao andar, mas podem afetar também a fala, a escrita ou até mesmo a abertura dos olhos.

Embora a terapia farmacológica seja base do tratamento, a fisioterapia também é muito importante. Ela envolve os pacientes em seu próprio atendimento, promove o exercício, mantém ativos os músculos e preserva a mobilidade. Esta abordagem é particularmente benéfica, porque muitos pacientes tendem a permanecer sentados e inativos. A inatividade é acompanhada de uma série de complicações ou até mesmo a dependência total desse tipo de individuo.
O tratamento fisioterapeutico consiste em treinamento das atividades mais difíceis, manutenção ou melhora das condições musculares, através de exercícios de alongamento e fortalecimentos globais, além de exercícios posturais e de equilíbrio, todos eles associados a exercícios respiratórios, oferecendo ao paciente condições ideais ou próximas disso, para que possa realizar atividades mais facilmente.

Todos esses exercícios devem ser feitos de forma lúdica, sempre tentando prender a atenção do idoso para atividade, para isso vale tudo: usar bolas de vários tamanhos e cores, bastões (tipo cabo de vassoura), bambolê, oferecer circuitos de atividades com e sem obstáculos, como o treino de marcha em superfícies diferentes e irregulares. Simular atividades do dia-a-dia, como levantar-se, andar, pegar, jogar e chutar objetos, pentear os cabelos é de extrema importância para adquirir confiança e estimular a independência.

Nesse ponto, a família tem um papel fundamental, pois para todas as atividades do dia-a-dia, a família deve incentivar e encorajar o idoso a realizar tudo sozinho, mas sempre com a supervisão de alguém.

Com a fisioterapia e o apoio da família, esse individuo torna-se mais ativo e independente, oferecendo menos risco de complicações, como as quedas, e proporcionando melhor qualidade de vida.

Rafaela Macêdo

Fisioterapeuta - rafaela_cmacedo@hotmail.com

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3 comentários em “A importância da fisioterapia na doença de Parkinson”

  1. Juliana disse:

    Boa tarde!
    Muito interessante a matéria que li.
    Recentemente meu padastro teve diagnóstico de parkinson, ele tem 82 e ainda esta em estágio inicial da doença.
    Tenho buscado informações que possam colaborar para o bem estar dele.
    E estou buscando ver essa questão das atividades para ele, pois acredito que fará bem a ele.
    Mas tenho uma dúvida, se alguém puder me ajudar..
    O remédio que as pessoas que sofrem de parkinson toma, sempre vem acompanhado de muita sonolência?
    Gostaria de saber mais sobre isso.

  2. junior disse:

    Muito bom dia!!!Minha mãe tém 77 anos é portadora de parkinson,sistema nervoso,toma muitos remédios,tanto para diabetes como estes dois já falados,e agora ela teve uma queda e as pernas estão moles e ele está na cama,e não consegui ficar nem sentada e nem de pé e nem andar,ela chora de tanta dor na coluna e pernas,o que você me recomenda!!!!A fisioterapia irá ajudar!!!!obrigado….

  3. rozy alves disse:

    Oi Rafaela… que bom esse seu artigo; sou cuidadora de minha mãe com 85 anos de idade e o parkinson já adiantado, e ultimamente me senti tão desanimada quanto aos resultados da fisioterapia….ela mesma me falou que não queria mais, etc etc, porém eu a convenci que é muito bom e ela concordou. Agora depois de ler seu artigo estou mais animada e não vou desistir… obrigada! continue nos ajudando.

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