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Cuidar de Idosos

Publicado em: 07/08/2011

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A enfermagem e o cuidado do idoso dependente

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A enfermagem e o cuidado do idoso dependente A enfermagem e o cuidado do idoso dependente

A enfermagem e o cuidado do idoso dependente

Com o crescente aumento da população idosa em nosso país, torna-se cada vez mais freqüente a procura dos serviços de saúde para idosos e, em especial,aqueles de reabilitação, como sendo um importante indicativo para uma melhor qualidade de vida.

A reabilitação é um processo dinâmico,contínuo,progressivo e,principalmente, educativo,tendo como objetivos a restauração funcional do indivíduo, sua reintegração à família e à sociedade.Conforme salienta Brumel-Smith (1997), o processo de reabilitação do idoso não se dá da mesma forma para todos que têm o mesmo diagnóstico . Mas, de um modo geral, a autora aponta os seguintes passos para a reabilitação dos idosos:

  • Estabilizar o problema primário e prevenir complicações que podem ser tarefas difíceis frente à presença de múltiplas afecções. À medida que se envelhece, aparecem as doenças crônicas, caracterizadas pela hipertensão arterial, diabetes, entre outras , desencadeando limitações funcionais.
  • Restaurar a função perdida, embora a causa não possa ser resolvida. O idoso pode adquirir independência total ou parcial compatível com seu estilo de vida. O envelhecimento vai-se alterando, causando um comprometimento da capacidade funcional para as atividades básicas diárias.
  • Promover adaptação do idoso ao seu ambiente e à família, pois geralmente ele apresenta dificuldade para conviver com suas deficiências,além de apoio familiar se deparar com a escassez de recursos financeiros.

Para tanto, pouco é investido na sua reabilitação, o que leva muitas vezes a uma “acomodação” por parte do idoso e a um sentimento de resignação. O idoso pensa que realmente já cumprira seu papel na família e na sociedade. Quando ele se apresenta bastante fragilizado e dependente, a família deve procurar atendimento externo.Buscam-se, ainda, alternativas de suporte social no domicílio, numa tentativa de manter o idoso no ambiente familiar, na comunidade.

Outro ponto salientado por Butler (1991) refere-se à hospitalização do idoso.A inatividade imposta durante esse período resulta no aumento da perda funcional, gerando um ciclo vicioso no qual o idoso torna-se menos capaz de retornar ao seu nível anterior de atividades e com maior risco de apresentar problemas físicos, emocionais e sociais. A atuação da equipe multidisciplinar, neste momento, é um processo fundamentalmente educativo e necessário.

A atuação de enfermeiros junto ao idoso deve estar centrada na educação para a saúde, no “cuidar”, tendo como base o conhecimento do processo de senilidade. Estar em atento ao retorno das possíveis atividades do idoso e de sua capacidade funcional. O objetivo primordial dos enfermeiros é atentar às necessidades básicas, à dependência e ao bem- estar do idoso. Tal colocação tem como base a assistência de enfermagem tanto na saúde quanto na doença.

Todos os profissionais envolvidos neste trabalho de ajuda ao idoso devem atuar, também, junto a seus familiares, apoiando-os nas decisões, ajudando-os a aceitar as alterações físicas advindas de doenças próprias da idade.Conforme mencionamos anteriormente, o idoso pode apresentar vários problemas que levam ao comprometimento da sua reabilitação. Salientam-se os seguintes:

  • Dificuldades de transporte para o centro de reabilitação.
  • Desânimo, depressão, crise de choro e idéias de suicídio, muitas vezes observados durante a consulta de enfermagem. É de extrema importância os enfermeiros, nessas situações, serem sensíveis para detectar tais problemas, interagindo com o idoso, a família e demais membros da equipe.
  • Suporte psicológico e emocional aos familiares que apresentam dificuldades em aceitar as mudanças comportamentais do idoso.

Necessidade de uma re-educação. Alguns idosos desenvolvem, ao longo dos anos, hábitos arraigados que não são facilmente alterados. Neste estágio, conseguir mudanças cabíveis pode ser um desafio.Existem várias definições de família, mas todas compartilham três traços comuns: interação, compromisso e afetividade.

O trabalho com a família não é uma prática à qual todos os profissionais de saúde estão acostumados ou habilitados. É, sem dúvida, uma condição básica para o sucesso de qualquer intervenção domiciliar. Isso se torna importante quando a equipe necessita sugerir à família modificações ambientais ou de rotina, visando ao bem-estar do idoso.

O cuidador é de fundamental importância na concretização de um programa de Assistência Domiciliar, pois representa o elo entre o idoso, a família e a equipe interprofissional. Os membros da família são, na maioria dos casos, os responsáveis pela escolha do cuidador. É necessário que este tenha responsabilidade para detectar sensações que o idoso não expressa, a saber:

  • Frio
  • Calor
  • Fome
  • Desconforto
  • Dor, etc.

Além disso, cabe ao cuidador dar atenção, passar tranqüilidade, e proporcionar o melhor para o paciente, com calma e segurança. O cuidador deverá tratá-lo com amor, carinho,respeito, paciência e chamá-lo pelo nome. Isso fortalece a empatia entre idoso e cuidador.

O cuidador é “gente que cuida de gente”, como afirmou a saudosa enfermeira brasileira Wanda Horta, cuja vida pessoal e profissional foi marcada por notável sensibilidade humana.Uma vez comprometida a capacidade funcional do idoso,algum tipo de suporte e auxílio será necessário,seja ele em âmbito institucional – asilo, casas de repouso, e outros – ou em âmbito domiciliar. È importante, no entanto, que se compreenda o significado do cuidado do idoso em seu ambiente doméstico, o que muito difere de qualquer outro ambiente institucional (Duarte e Diogo, 2000).

De acordo com a Portaria nº 73, de 10 de maio de 2001, que dispõe sobre as “Normas de funcionamento de serviços de atenção ao idoso no Brasil”, assistência domiciliar é aquela prestada à pessoa idosa com algum nível de dependência, com vistas à promoção da autonomia, permanência no próprio domicílio, reforço dos vínculos familiares e vizinhança.Essa modalidade de atuação destina-se a idosos dependentes e semidependentes.Tem por objetivos:

  • Dar mais liberdade ao idoso para que ele permaneça em sua residência pelo maior tempo possível.
  • Manter a individualidade do idoso, adaptando, com flexibilidade, às peculiaridades concretas do ambiente.
  • Respeitar os aspectos físicos e afetivos da pessoa idosa, que busca sua autonomia.
  • Criar ou aprimorar hábitos saudáveis como, por exemplo, aqueles referentes à higiene, à alimentação, à prevenção de quedas ou acidentes.
  • Reforçar os vínculos familiares e sociais.

Depreende-se que questões relacionadas ao cuidado no domicílio são complexas e de grande responsabilidade. Compreender o idoso como pessoa única, inserida num contexto familiar e social com o qual interage,deve ser primordialmente um dos princípios norteadores no atendimento domiciliarPara a enfermagem, o cuidar é um processo dinâmico e depende da interação, do respeito e de ações planejadas a partir do conhecimento da realidade do idoso e de sua família .

Assim sendo, enquanto cliente da Enfermagem, o processo de cuidar da pessoa idosa também considera os aspectos biopsicossociais e espirituais vivenciados pelo idoso e pela família.

O cuidado da saúde de pessoas idosas envolve metas como: promoção de uma vida saudável no que diz respeito às suas limitações e incapacidades; trabalho com o idoso e sua participação no contexto como um todo.

Resumindo,cuidado significa desvelo, zelo, atenção, bom trato.Assim, o ato de cuidar pode ser entendido como uma atitude constante de ocupação, preocupação, responsabilidade e envolvimento com o semelhante.

Somem-se os valores de solidariedade,respeito, afeto e compaixão. Isso só pode ocorrer com uma dinâmica terapêutica do profissional com o idoso e seus familiares.

O fazer, o agir é uma responsabilidade de todo ser humano. Cuidar de uma pessoa é um teste de amor e um exercício de paciência. Esse cuidar requer proteção e acolhimento.

“Cuidar é, na verdade, espargir amor,esbanjar carinho e felicidade a quem precisa” (Enf ª. Maria Júlia Paes da Silva).

Enfermeira Marlene Gervásio Silva

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BRUM, A. K. R.; TOCANTIS,F.R.; SILVA,T.J.E.S.; O enfermeiro como instrumento de ação no cuidar do idoso. Revista: Latino Americano de Enfermagem, Ribeirão Preto v.13n°6. nov/dez 2005.

DIOGO, M. J.E.; O papel da enfermeira na reabilitação do idoso.Revista: Latino Americana de Enfermagem, Ribeirão Preto v.8 n°1.Jan.2000.

FREITAS, E. V.; PY, L.; CANÇADO, F.A . X.; GORZONI, M. L.; ROCHA,S. M.Tratado de geriatria e gerontologia. Guanabara Koogas, Rio de Janeiro,2002.

SALES, F. M.; SANTOS, I.; Perfil de idosos hospitalizados e nível de dependência de cuidados de enfermagem: identificação de necessidades. Texto & contexto – enfermagem. Florianópolis, V.16 n° 3, jul/set 2007.

Editorial Cuidar de Idosos

- portalcuidardeidosos@gmail.com

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